Tudo começou com a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos e todos os que seguiam “O Caminho”, como era chamado o seguimento de Jesus.
Nos Atos capítulo 2, vemos que o Espírito Santo desceu sobre os que estavam reunidos numa casa (os Apóstolos e algumas mulheres, com Maria e os parentes de Jesus, segundo Atos 1,13-14). Um vento impetuoso tomou conta do lugar. Esse “vento” é devido aos dois sentidos da palavra “Ruah”, em hebraico e “pneuma” em grego, que significam tanto sopro como espírito. De fato, a isso alude João 3,8:
“O vento sopra onde quer e ouves o seu ruido, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito”. Ao falar isso, João usou a mesma palavra quando disse “vento” e “espírito”.
A consequência imediata da força do Espírito Santo descido sobre os Apóstolos foi a união das pessoas, todas de nacionalidades diferentes, que ouviam os Apóstolos falarem cada um em sua própria língua, como acontece hoje em dia na ONU e nas assembleias internacionais: o fulano fala em japonês, por exemplo, mas cada um ouve, pelo fone de ouvido, a tradução em sua própria língua. Isso é o contrário do que em Babel, em que ninguém entendia ninguém (Gn 11,1-9), mostrando que o Espírito Santo une o que a ambição, o orgulho e o pecado desuniram.
Devemos perceber que o Espírito Santo, nesse trecho visto, não desceu em todos indiscriminadamente, mas só nos Apóstolos. Cada um teve primeiro que aderir a Cristo pelo Batismo, para só então receber o Espírito Santo. Veja Atos 2,37b-38:
“Irmãos, o que devemos fazer?” - Respondeu-lhes Pedro:””Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados. Então recebereis os dons do Espírito Santo”.
Esse trecho faz parte de um dos discursos de Pedro chamados de Querigma, ou seja, o “conteúdo da pregação apostólica primitiva, cuja mensagem principal era a morte e a ressurreição de Jesus Cristo (Atos 2,24) e sua exaltação (Atos 2,33.36), seguida de pormenores sobre sua missão, anunciada por São João Batista (Atos 10, 37; Atos 13,24), preparada por seu ensinamento e seus milagres (Atos 2,22;Atos 10,38), concluída pelas aparições do Ressuscitado (Atos 10,40.41;atos 13,31), e pela efusão do Espírito” (Atos 2,33; Atos 5,32).
Os discursos de Pedro como querigma são cinco: Atos 2,14-39; - Atos 3,12-26; - Atos 4,9-12 - Atos 5,29-32 - Atos 10,34-43.
A partir da vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos, o anúncio da Salvação trazida por Jesus Cristo é efetuada. Os Apóstolos se fortaleceram e se encheram de coragem. Com exceção de São João, todos foram martirizados. De simples pescadores, se transformaram em santos mártires pelo amor a esse Jesus que seguiram desde os três anos de vida pública, até o dia em que foram martirizados.
Como vimos acima, para receber o Espírito Santo é preciso arrepender-se dos pecados e ser batizado. Diz o catecismo católico no nº 1287:
“Os que então creram na pregação apostólica e que ser fizeram batizar, também receberam o dom do Espírito Santo”
Para confirmar isto, lemos em Atos 8,16-17:
“Pois não tinha descido ainda sobre nenhum deles (o Espírito Santo), mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então começaram a impor-lhes as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo. “
Vejam que nesse mesmo trecho conta-se a história de um tal Simão que ofereceu dinheiro aos Apóstolos:
“Dai também a mim este poder, para que receba o Espírito Santo todo aquele a quem eu impuser as mãos.”.
S. Pedro o repreendeu e ele se arrependeu, pedindo perdão do que falara.
Isso é importante para dar-nos essa segurança de que os ministros “oficiais”, digamos assim, do Sacramento do Crisma, que são os bispos e no impedimento destes, os padres, quando impõem as mãos pedindo o Espírito Santo àquela pessoa, fazem o mesmo que os Apóstolos faziam, e isso é como uma corrente que continua até hoje, a que chamamos “sucessão apostólica”. Não é qualquer pessoa que pode ministrar a Crisma, embora também seja certo de que o Espírito Santo é livre e pode vir a quem ele bem entender, com ou sem os bispos, ou mesmo sem ministro algum.
Isto nos é revelado pelo próprio Jesus, quando falou em Lucas 11,13: “Pois vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”
Digamos que os não católicos podem, também receber o Espírito Santo, desde que o peçam. Todos recebemos essa Terceira Pessoa de Deus pelo Batismo.
PERGUNTAS PARA A REUNIÃO EM GRUPOS:
1 – Por que é preciso o arrependimento dos pecados para receber o Espírito Santo? (Dicas para a resposta: Apocalipse 21.27; Gálatas 5,21; Romanos 8,5-9).
2 – Você já sentiu a força da oração mudar alguma coisa em sua vida, pelo menos naqueles momentos? Conte!
3 – O que você espera do sacramento da Crisma?
O sacramento da Crisma, ou Confirmação é, de certo modo, um complemento indispensável do sacramento do Batismo, mas não é um sacramento estritamente necessário para a salvação, haja vista que pelo Batismo todos nós nos tornamos TEMPLOS DO ESPÍRITO SANTO.
Vejam bem: como dissemos no texto anterior, só o bispo ou, na falta dele, o padre podem ministrar o sacramento da Crisma, mas isso não quer dizer que a pessoa não receba o Espírito Santo sem o ministro ordenado. O Espírito Santo pode ser recebido por qualquer pessoa em qualquer situação, mas se quiser recebê-lo como sacramento, deve recorrer à Igreja.
Nunca é demais repetir Lucas 11,13: “Pois vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Para receber o Espírito Santo, é preciso querer, é preciso pedi-lo.
Diz o Catecismo Católico(nº 1285):
“Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação ou crisma constitui o conjunto dos “sacramentos da iniciação cristã”, cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária à consumação da graça batismal.” Diz que a crisma, pela imposição das mãos do bispo, perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes. Sem o Espírito Santo, dado em plenitude no sacramento da crisma, o batismo fica incompleto.
Para nós, que temos a tradição de batizar as pessoas ainda crianças, o sacramento da crisma se torna imprescindível (=não pode ser deixado de lado) para confirmar (como o nome já explica) a graça do batismo, recebido quando criança.
No Judaísmo também era assim! O fulaninho era circuncidado no oitavo dia do nascimento e se tornava, desse modo, membro do povo judeu e, ao mesmo tempo, do povo de Deus. Ninguém perguntava a ele se queria ou não ser do povo de Deus! É como no nosso batismo, que ninguém pode perguntar à criança se ela quer ou não ser católica
Aos 12 ou 13 anos, ele tinha que confirmar essa sua pertença ao povo de Deus, com a cerimônia chamada até hoje de “BAR-MITZVÁ” , “Filho do preceito”. Jesus participou desses dois atos: da circuncisão ao oitavo dia (Lucas 2,21) e o “Bar-mitzvá” (Lucas 2,41-50).
Nessa cerimônia o rapaz era considerado responsável pelos seus atos e podia ser recebido como membro ativo da comunidade. Era também admitido para conversar com as autoridades do templo, coisa proibida aos que ainda não haviam feito essa cerimônia. É por isso que Jesus ficou três dias conversando com eles, quando se “perdeu” no templo: essa era a primeira vez que ele podia fazer isso. Até então era considerado criança, sem responsabilidade, e não era ouvido.
São Paulo alude ao batismo como uma substituição da circuncisão, como já Jeremias via a necessidade de um empenho maior do fiel para continuar a ser do povo de Deus, não bastando ter simplesmente sido circundado (ver Romanos 2,25-29; Colossenses 2,11-12; A circuncisão do coração: Jeremias 4,4).
Diz em Jeremias 4,4: “Circuncidai, tirai o prepúcio de vossos corações” . Circuncidar é como uma operação de fimose. Jeremias disse isso para lhes dizer que eles deveriam tirar a maldade de suas vidas.
Dessa forma, a pessoa entra no povo de Deus pelo batismo, e já recebe o Espírito Santo como vida. Aos 13 ou 14 anos, já consciente, confirma o batismo e recebe o Espírito Santo plenamente, também como Força, e se torna um apóstolo na palavra de Deus, um cristão engajado e autêntico, pronto para lutar contra o mal, o maligno e o pecado, e construir uma vida agradável a Deus.
Quem não recebe o Sacramento do Crisma pode salvar-se normalmente, mas não recebe muitos dos dons que o Espírito Santo nos dá quando crismados. É como a diferença de uma televisão moderna, de plasma, com uma daquelas antigas. Ambas sintonizam o canal, mas a moderna tem mais cor, mais vida, mais facilidade de sintonia. Ou ainda maior: é como a diferença entre uma carroça e um automóvel moderno! O Sacramento do Crisma nos fortalece e nos dá esses dons tão necessários para a luta diária. Sem eles, teremos que lutar mais e com mais esforço para obtermos o mesmo resultado.
É como diz o salmo 126(127): "Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalham os seus construtores"
PERGUNTAS PARA REUNIÃO DE GRUPOS
1 – O que você entende por “Circuncisão do coração”? (Dicas para a resposta: Ezequiel 11,19; Romanos 2,25-29; Jeremias 4,4; Provérbios 23,26).
2 – Por que a crisma é o complemento do batismo?
3 – Na minha vida atual, eu estou vivendo o meu batismo? Tenho me afastado do que não agrada a Deus?
Na crisma ou confirmação, recebemos a plenitude da terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo. Não podemos entender esse nome com as duas palavras, espírito – santo – separadas, mas juntas.
Por exemplo, o doce “pé-de-moleque” não tem sentido se o entendermos como o pé de um moleque, mas sim o nome todo, que é um doce. Assim o Espírito Santo não é um “espírito” que é “santo”, mas a terceira pessoa de Deus, tão Deus como o Pai e o Filho.
Dá-me arrepios ao pensar na Santidade de Deus. Vejo a pessoa, diante de Deus, rodeada por um silêncio envolvente, que penetra a alma e a deixa transparente, pondo à mostra todos os pecados. Ela se vê, naquele instante, como realmente é, pois “somos o que somos diante de Deus, e nada mais!” .
O Espírito Santo é chamado também de “Paráclito”, ou “advogado”, o “que é chamado para perto de” (João 14,16.26; João 15,26; João 16,7). É traduzido como “Consolador”. João o chama de Advogado em 1ª João 2,1). É chamado por Jesus de “Espírito de Verdade”, em João 16,13).
Já São Paulo o chama de:
Espírito da promessa (Gálatas 3,14; Efésios 1,13)
Espírito de adoção (Romanos 8,15; Gálatas 4,26)
Espírito de Cristo (Romanos 8,11)
Espírito do Senhor (2Cor 3,17)
Espírito de Deus (Romanos 8,9.14; Rom 15,19; 1 Cor 6,11; 7, 40)
São Pedro o chama de Espírito de Glória (1 Pedro 4,14).
Há vários símbolos do Espírito Santo na Bíblia, mas os cristãos insistem e gostam de representá-lo como uma pomba. Eis os outros símbolos:
ÁGUA (Jo19,34, 1ªJoão 5,8 etc) -
UNÇÃO – 1ª JOÃO 2,20 e outras.
FOGO : 1ªReis 18,38-39; Eclesiástico 48,1; Lucas 3,16; Lucas 12,49 e Línguas de fogo: Atos 2,3-4 e 1 Tessalonicenses 5,19. -
NUVEM E LUZ – Com Moisés (Ex 24,15-18), Salomão (1 Reis 8,10-12. Na Transfiguração, na Ascensão, na Concepção de Jesus Lc 1,35. -
SELO – João 6, 27; 2Cor 1,22; Efésios 1,13; Efésios 4,30. -
MÃO : (Em Jesus, que cura os doentes e abençoa as crianças. Em nome dele, os Apóstolos farão o mesmo); habacuc 6,2 -
DEDO – Lucas 11,20; Êxodo 31,18; 2Cor 3,3.
O Espírito Santo é o dom de Deus, pois “Deus o derramou nos nossos corações pelo Espírito que nos foi dado”(Rom 5,5). O primeiro dom do Amor é a remissão dos nossos pecados, a comunhão do Espírito Santo (2Cor 13,13), “Que, na Igreja, restitui aos batizados a semelhança divina perdida pelo pecado”.
O Espírito Santo é a Unção de Cristo, que O difunde no restante do seu corpo, que é a Igreja, já que Ele (Jesus) é a cabeça do corpo.
Quanto às pessoas não católicas, o Espírito Santo pode normalmente vir a elas, pois não podemos negar o que Jesus disse em Lucas 11,13: “Pois vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”
PERGUNTAS PARA O GRUPO
1 – Comente os símbolos do Espírito Santo (pomba, água, unção, fogo, nuvem, luz, selo, mão, dedo).
2 – Comente o fato do Espírito Santo ser o nosso “advogado” (Dicas: João 2,1; João 14,15.26; João 16,7-11).
3 – Comente: “O primeiro dom do Amor é a remissão dos nossos pecados” (Dica: 1 Cor 13)
Diz Gálatas 5,22-23: “O fruto do Espírito Santo é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio”.
A confirmação ou crisma produz o crescimento e o aprofundamento da graça batismal:
Fortalece nossa filiação divina: “Abba – Pai”– Rom 8,15
Une-nos de modo mais sólido a Cristo
Aumenta em nós os dons do Espírito Santo: SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, CONSELHO, FORTALEZA, CIÊNCIA, PIEDADE E TEMOR DE DEUS
Torna mais perfeita a nossa vinculação com a Igreja.
Dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em relação à cruz.
Os Doze frutos do Espírito são:
CARIDADE, ALEGRIA, PAZ, PACIÊNCIA, LONGANIMIDADE (saber perdoar), BONDADE, BENIGNIDADE, MANSIDÃO, FIDELIDADE, MODÉSTIA, CONTINÊNCIA E CASTIDADE” (Gálatas 5,22-23)
Quem é batizado e crismado não se pertence mais, mas pertence a Cristo, que nos libertou do maligno com sua morte e ressurreição. Sozinhos nada podemos fazer, como diz o salmo 126(127): “ Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalharão os seus construtores”.
Peçamos, pois a força e a sabedoria do Espírito Santo para podermos saber o que e como fazer para sermos cristãos autênticos! Ele nos fortalece, mas para agirmos precisamos nos conscientizar das coisas erradas que fazemos, ou das coisas boas que não fazemos e deveríamos fazer.
Ademais, se não aceitarmos ou não quisermos ser dirigidos pelo Espírito Santo, ou seja, se não quisermos seus dons, não somos obrigados a aceitá-los. Dessa forma, ele nos deixará agir segundo nossas próprias forças, mas nunca nos abandona, embora esteja, por nós mesmos, impedido de agir. Fica esperando, vamos assim dizer, que nós voltemos a pedir que ele nos oriente e aja a nosso favor e em nossa vida.
Quando isso não ocorre e permanecemos no pecado ou numa vida que não corresponde à qual Deus nos chamou, se nós até então tivermos tido, apesar de tudo, boas intenções, um desejo sincero de mudança de vida, Deus, por meio de sua pessoa divina do Espírito Santo, pode nos iluminar e começamos a ver uma saída “no fim do túnel”.
Quando nem isso dá certo, precisamos estar preparados, porque pode nos acontecer algo mais drástico, como uma doença, um contratempo desastroso, uma prisão, uma falência, qualquer coisa que nos leve a uma atitude.
É claro que nem mesmo assim há pessoas que não mudam de vida! Mas o Espírito Santo é um fogo interno que nos impulsiona. É o profeta Jeremias quem nos fala desse “fogo” em Jeremias 20,9: “Quando eu pensava: 'Não me lembrarei deles, já não falarei em seu Nome' (ou seja, vou abandonar a luta pelo bem), então isto era em meu coração como fogo devorador, encerrado em meus ossos”.
Quanto aos dons do Espírito Santo:
SABEDORIA: - é sábio quem escolhe servir a Deus em tudo.
INTELIGÊNCIA:- para entender o plano de Deus na história.
CONSELHO:- para saber orientar os outros e saber ser orientado por outros no caminho do amor.
FORTALEZA :- para evitar vencer as tentações, vigiar sempre para não pecar.
CIÊNCIA :- o conhecimento da obra de Deus
PIEDADE a predisposição para a oração , a contemplação e a misericórdia
TEMOR DE DEUS :- respeitar a Deus como ser Supremo, nosso Criador, Redentor e Santificador.
Quanto aos frutos do Espírito Santo:
CARIDADE – ter misericórdia dos outros
ALEGRIA – quem crê e confia em Deus é sempre alegre
PAZ – vive em paz quem não peca e é cristão atuante
PACIÊNCIA – tudo se arranja se confiarmos em Deus.
LONGANIMIDADE – saber perdoar sempre
BONDADE – se Deus é bondoso, eu também devo ser!
BENIGNIDADE – nunca ser negativista, sempre otimista, não julgar a ninguém.
MANSIDÃO - “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração (Mt 11,29) é saber resolver as coisas “numa boa”.
FIDELIDADE – ser fiel a Deus e a seu plano de amor.
MODÉSTIA – é o avesso da vaidade, do orgulho e da prepotência
CONTINÊNCIA- quem não é casado, deve ser 100% casto.
CASTIDADE – todos devem ser castos, mesmo de certo modo os casados.
PARA A REUNIÃO DE GRUPOS
1 – Já houve algum acontecimento não muito bom em sua vida que o (a) levou a mudar algum hábito? Pode contar?
2- Dos doze frutos do Espírito Santo, quais você acha mais difíceis de serem praticados pelas pessoas? Por que?
3 – Você já sentiu algum apelo de Deus em sua vida, em alguma ocasião? Você obedeceu?
O adulto que é batizado recebe a confirmação logo em seguida, e também faz a primeira comunhão. Quanto aos que foram batizados quando crianças, a crisma é feita depois dos doze anos. Uma idade boa é a de catorze anos. É um “Sacramento da maturidade cristã”, mas, como adverte o Catecismo, não se deve confundir a idade adula da fé com a idade adulta do crescimento natural. Santo Tomás de Aquino explica isso:
“A idade do corpo não constitui um prejuízo para a alma. Assim, mesmo na infância uma pessoa pode receber a perfeição da idade espiritual da qual fala o livro da Sabedoria, capítulo 4, versículo 8: 'Velhice venerável não é longevidade, nem é medida pelo número de anos'. Assim é que muitas crianças, graças à força do Espírito Santo que haviam recebido, lutaram corajosamente e até ao sangue por Cristo”. (da Suma Teológica III, 72, 8, ad 2).
A UNÇÃO = SELO ESPIRITUAL (Citação do Catecismo Católico, nº 1293 e ss, mesmo alguns trechos que estão sem aspas)
Simbolismo bíblico e antigo do óleo, com o qual o crismando é ungido pelo bispo, tendo já sido ungido no batismo:
ABUNDÂNCIA:- Dt 11,14
ALEGRIA: - Salmo 23,5; Salmo 104,15
PURIFICA :-(Unção antes e depois do banho)
AMACIA (Unção dos atletas e lutadores)
SINAL DE CURA – Ameniza as contusões e as feridas. Ver Lucas 10,34; Isaías 1,6
FAZ IRRADIAR BELEZA, SAÚDE E FORÇA NO BATISMO
“A unção antes do batizado com o óleo dos catecúmenos simboliza a purificação e o fortalecimento. Depois do Batismo, o santo Crisma é um sinal de consagração, assim como na confirmação e na ordenação” (diácono, padre e bispo)
“Pela confirmação, os cristãos, ou seja, os que são ungidos, participam mais intensamente da missão de Jesus e da plenitude do Espírito Santo, de que Jesus é cumulado, a fim de que toda a vida deles exale o “perfume de Cristo” (2 Cor 2,15)”.
“Por esta Unção, o confirmando recebe a “marca”, o selo do Espírito Santo. O selo é o símbolo da pessoa, sinal da sua autoridade, da sua propriedade sobre um objeto. O selo autentica um ato jurídico ou um documento. Cristo mesmo se declara marcado com o selo de seu Pai” (Jo 6,27)
Veja 2 Cor 1,21-22: “Deus nos marcou com um selo e colocou em nossos corações o penhor do Espírito”.
“Esse selo do Espírito Santo marca a pertença total a Cristo, a mobilização para o seu serviço, para sempre, mas também a promessa da proteção divina na grande provação escatológica” (Veja Apocalipse 7,2-3; 9,4; Ezequiel 9,4-6)
O bispo consagra o óleo chamado Santo Crisma na Quinta-feira Santa, na missa do Santo Crisma, que é celebrada de manhã, na catedral, ou na Quarta-feira Santa à noite. Quando a pessoa já é batizada, antes da Crisma ela renova as promessas do Batismo e faz a profissão de f[é. Deve ter, também, se confessado no dia anterior ou mesmo naquele dia, para estar purificada.
O bispo estende as mãos sobre os crismandos e invoca a efusão do Espírito Santo:
“Deus todo poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pela água e pelo Espírito Santo fizestes renascer estes vossos servos libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito da ciência e piedade, e enchei-os do espírito de vosso temor”.
O bispo unge, então, o(a) confirmando(a) ou crismando(a), impondo a mão, dizendo: “Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”.
O sacramento do Batismo foi separado do da Crisma justamente para que o bispo, e não o padre, ministrasse a crisma. O motivo é este:
“A administração deste sacramento pelos bispos marca bem que ele tem como efeito unir aqueles que o receberam mais intimamente à Igreja, às suas origens apostólicas e à sua missão de dar testemunho de Criso,” porque “Os bispos são sucessores dos Apóstolos, receberam a plenitude do sacramento da ordem”.
Apesar disso, em caso de necessidade o padre pode ministrar a crisma, mas em última necessidade.
Tudo isso que falamos é muito bonito, muito santo, mas não é mágico nem automático! Se o crismando não se empenhar, não vigiar e orar, de nada vai lhe valer essa força toda, essa Unção toda recebida no Crisma. É preciso sermos sempre dóceis à Palavra de Deus, sempre prontos para a oração e a meditação, sempre resolvidos a mudar de vida e de rumo quando vemos que erramos o caminho.
Como diz Santo Tomás de Aquino, “É melhor andar mancando no caminho certo do que correr no caminho errado. Se estivermos no caminho certo, mesmo andando devagar, um dia chegaremos ao objetivo”.
PERGUNTAS PARA OS GRUPOS:
1 – Como você está se preparando para o seu crisma?
2- Na sua opinião, por que muitos crismados abandonam a religião católica, ou mesmo deixam de praticar a fé?
3 – O que você pretende fazer para não abandonar a Igreja?
AOS QUE SEGUEM ESTE CURSO: Seria bom, agora, estudar os textos que estão na secção catequese e estudo bíblico.