Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira
A lua, o mel e…o amor.
A Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira encerrou o seu ano letivo com um sarau, realizado na noite de 10 de junho, nos Paços da Cultura, com atuações representativas de boa parte das disciplinas lecionadas naquela instituição.
Na sequência da peça de teatro representada durante o Festival de Teatro, “Uma rua portuguesa”, pelo grupo de teatro da Universidade, o Anim’arte, importava saber como havia decorrido a lua-de-mel dos casais que se formaram no final da peça, depois daquele tremendo “imbróglio das ceroulas”. E esse foi o mote que serviu de fio condutor ao sarau, com os “noivos” sentados num banco de jardim, a contarem a suas aventuras matrimoniais (nem sempre muito entusiasmantes…) e a apresentarem os números seguintes.
O espetáculo iniciou-se com a atuação da Tuna da Universidade, dirigida pelo maestro Filipe Oliveira, primeiro com números instrumentais e depois também com o coro, onde se destacaram as interpretações de “À beira do mar” e “S. João casamenteiro”, ambas de Manuel Pereira Resende. Passaram depois pelo palco grupos das disciplinas de Folclore, Ginástica e Aeróbica, com acertadas atuações, representativas do trabalho realizado ao longo do ano. Estas atuações foram intercaladas com momentos de Poesia, que viriam a culminar com a interpretação conjunta do poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim…”. Gargalhadas no final, que se estenderam depois ao fado “Fingi que morri”, de Neca Rafael, soberbamente interpretado, à capela, pelo aluno Altino Oliveira. Seguiu-se o grupo de Dança, com seis pares em passo acertado e, seguidamente, um encantador trio musical de cordas e voz.
Depois de terem ouvido os “noivos” a cortar na casaca durante toda a noite, chegava, finalmente, a vez de as noivas aparecerem, de malas aviadas, a fazer o seu balanço da lua-de-mel. Não faltaram as “línguas afiadas”, contando equívocos, desventuras e desilusões, que deixaram os respetivos pelas ruas da amargura. Resultado final: talvez um empate…
Para mitigar tanta desilusão, a última atuação pertenceu ao Coro, dirigido pela maestrina Graça Pinho, que entusiasmou o público com várias interpretações originais, algumas delas com a participação ativa da assistência, terminando com “A Plaina” e “Galopim”.
No final, usou da palavra o próximo presidente do Rotary Club, João Garrau, que elogiou a forma como tinha decorrido o espetáculo e prometeu que a Universidade do clube continuará a desempenhar relevantes serviços à comunidade, como ficara bem patente na animação e na criatividade com que decorrera o sarau. O serão terminou com a diretora da Universidade, Susana Silva a agradecer aos professores que haviam contribuído diretamente para a realização do espetáculo. Afinal, a lua, o mel e o amor, mesmo quando não há lua, nem mel, nem amor, são sempre pretexto para que se façam coisas bonitas. Belo espetáculo! Pr’ó ano há mais!