O ato sexual permite a reprodução dos indivíduos. Além do fator biológico, para muitas pessoas o sexo também é um ato afetivo de troca de carinho e de prazer entre um casal.
É possível evitar a gravidez com os métodos anticoncepcionais ou contraceptivos. Eles impedem a fecundação ou a implantação do embrião no útero e são classificados de acordo com o mecanismo de atuação.
O casal deve escolher o método mais adequado à sua saúde e ao seu estilo de vida. A escolha de um tipo de contraceptivo deve ser feita sempre com a orientação de um profissional da saúde.
Métodos anticoncepcionais de barreira
Os métodos de barreira impedem que os espermatozoides cheguem ao ovócito, evitando a fecundação. São eficientes e simples de ser usados. Os preservativos e o diafragma são métodos desse tipo.
A camisinha ou preservativo masculino é o contraceptivo de barreira mais utilizado. Ele também protege os parceiros das infecções sexualmente transmissíveis (IST), como a aids e o HPV. Não tem contraindicação e pode ser adquirido sem receita médica.
A camisinha feminina também é um método de barreira e deve ser inserida na vagina um pouco antes do ato sexual. Protege o casal com bastante eficiência contra IST, não tem contraindicação e não necessita de receita médica.
O diafragma é uma pequena capa de borracha ou silicone que deve ser inserido na vagina pela mulher antes de cada relação sexual. Antes de passar a usá-lo, a mulher precisa fazer um exame médico específico. O diafragma deve ser utilizado com um espermicida inserido no máximo 6 horas antes da relação sexual e só retirado de 6 a 8 horas após o seu término. A higienização e o armazenamento corretos do diafragma são fatores importantes na prevenção de infecções genitais.
Métodos anticoncepcionais comportamentais
Os métodos comportamentais se baseiam em atitudes tomadas durante a relação sexual e na observação das características do ciclo menstrual. Um deles é a tabelinha, que consiste na marcação dos dias férteis e não férteis do ciclo menstrual em um calendário. O casal deve evitar relações sexuais nos dias férteis. Esse método apresenta um alto índice de falha, pois o ciclo menstrual nem sempre é regular, o que compromete um cálculo preciso do período fértil. Mesmo em mulheres com ciclo menstrual regular, podem ocorrer variações de um ciclo para outro por diferentes fatores, como condições emocionais e distúrbios hormonais.
Outro método anticoncepcional comportamental é o coito interrompido, em que o casal procura interromper a penetração antes da ejaculação. Trata-se de um método altamente arriscado, pois pode ocorrer liberação de espermatozoides antes mesmo da ejaculação.
Métodos anticoncepcionais hormonais
Os métodos que se utilizam de hormônios atuam no ciclo menstrual e impedem a ovulação. O exemplo mais conhecido é a pílula.
Também chamada de anticoncepcional oral, a pílula é feita com hormônios sintéticos similares ao estrógeno e à progesterona, que são naturalmente produzidos pelo corpo da mulher. Existem outras formas de anticoncepcionais hormonais, como os injetáveis, o anel intravaginal, o adesivo transdérmico e o implante subcutâneo. O uso de métodos hormonais pode causar efeitos colaterais, como náusea, dor de cabeça, inchaço e aumento da pressão sanguínea. Por isso, o acompanhamento médico para esses métodos é indispensável.
Métodos anticoncepcionais cirúrgicos
Entre os métodos anticoncepcionais cirúrgicos estão a ligadura das tubas uterinas e a vasectomia.
A ligadura das tubas uterinas, também conhecida como laqueadura tubária, é um procedimento cirúrgico em que o médico amarra ou corta as tubas uterinas, interrompendo a comunicação entre ovários e útero. Desse modo, impede-se que o ovócito chegue ao útero ou se encontre com os espermatozoides.
A vasectomia é um procedimento em que os ductos deferentes (tubos que conectam os testículos ao pênis) são cortados. Dessa maneira, a passagem dos espermatozoides produzidos pelos testículos é bloqueada.
Em razão de alguns desses procedimentos serem irreversíveis, recomenda-se que o indivíduo reflita antes de se submeter a eles. Pelo mesmo motivo, esses métodos não são aconselhados para jovens.
Métodos anticoncepcionais intrauterinos
Os métodos intrauterinos são aparelhos utilizados no interior do útero destinados a evitar o encontro do espermatozoide com o ovócito e, caso ele ocorra, impedir a implantação do embrião no útero. O mais utilizado é o dispositivo intrauterino, conhecido como DIU.
O DIU é uma pequena peça com hastes de cobre ou plástico introduzida pelo médico no útero da mulher. Pode conter ou não hormônios, que são liberados gradativamente. Para colocá-lo, a mulher deve fazer um exame ginecológico completo. Os DIUs mais modernos podem permanecer de 5 a 10 anos no organismo da mulher.
Dispositivo intrauterino (DIU)
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OBS.: A pontuação mínima é de 70 pontos para se considerar uma entrega completa válida.