Criança – do lat. creantis – significa ser humano de pouca idade, menino ou menina; párvulo; pessoa ingênua, infantil. Reino – Do lat. regnu, significa monarquia governada por um rei; conjunto de seres ou de coisas que tem caracteres semelhantes ou comuns. Reino de Deus – Governo pela observância das leis divinas gravadas em nossa consciência.
"Apresentaram-lhe, então, criancinhas, a fim de que ele as tocasse; e como seus discípulos afastassem com palavras rudes aqueles que as apresentavam, Jesus vendo isso zangou-se e lhes disse: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais; porque o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. Eu vos digo, em verdade, todo aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará". E as tendo abraçado, as abençoou, impondo-lhes as mãos". (Marcos, cap. X, vv. 13 a 16).
O Espírito é sempre Espírito. Ele passa pela fase infantil, mas continua sendo Espírito, ou seja: traz dentro de si as boas ou más qualidades de outras vidas. A infância é um tempo de repouso para o Espírito. Não podendo manifestar as suas tendências, principalmente as más, em virtude da debilidade do corpo físico, este período torna-o acessível aos conselhos daqueles que devem fazê-lo progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências.
O reino de Deus é para aqueles que se assemelham às crianças. Jesus não disse que o reino dos céus é para as crianças, porque sabia que o Espírito que nela habita não é um Espírito puro, porém, um ser que, momentaneamente, não pode manifestar as suas tendências. Além disso, há, também, o esquecimento do passado, que ajuda o Espírito a expressar-se espontaneamente. Geralmente a criança age sem malícia e sem segundas intenções.
A criança é um símbolo de pureza de coração. Significa dizer que a entrada no reino de Deus é decorrente da simplicidade e da humildade do Espírito. Nesse sentido, os estados de fraqueza, as ações ingênuas e as atitudes de obediência auxiliar-nos-ão eficazmente na percepção das leis naturais. O reino de Deus não vem com aparências externas, ele é fruto de um árduo trabalho de reformulação interior.
Aprendamos com a criança. A sua espontaneidade ensina-nos que a humildade, a simplicidade e a pureza de coração são sumamente indispensáveis à nossa evolução espiritual. (https://sbgespiritismo.blogspot.com/2008/07/deixai-vir-mim-as-criancinhas.html)
1. INTRODUÇÃO
Em que contexto aparece a frase? Qual o entendimento sobre a criança? O que a Doutrina Espírita nos ensina sobre a criança, ou melhor, o período infantil?
2. CONCEITO
Criança. Do lat. Creantis, significa ser humano de pouca idade, menino ou menina; párvulo; pessoa ingênua, infantil.
Reino. Do lat. regnu, significa monarquia governada por um rei; conjunto de seres ou de coisas que tem caracteres semelhantes ou comuns.
Reino de Deus. Governo pela observância das leis divinas gravadas em nossa consciência.
3. O TEXTO EVANGÉLICO
"Apresentaram-lhe, então, criancinhas, a fim de que ele as tocasse; e como seus discípulos afastassem com palavras rudes aqueles que as apresentavam, Jesus vendo isso zangou-se e lhes disse: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais; porque o reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. Eu vos digo, em verdade, todo aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará". E as tendo abraçado, as abençoou, impondo-lhes as mãos". (Marcos, cap. X, vv. 13 a 16).
4. A CRIANÇA
4.1. O ESPÍRITO
O Espírito é sempre Espírito. Ele passa pela fase infantil, mas continua sendo Espírito, ou seja: traz dentro de si as boas ou más qualidades de outras vidas. Nesse sentido, o Espírito, na fase infantil, pode ser mais desenvolvido do que um adulto. Tem apenas os órgãos imperfeitos.
4.2. PERÍODO INFANTIL
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ensina-nos que a infância é um tempo de repouso para o Espírito. A perturbação na entrada no mundo corpóreo não cessa de imediato. Sua inteligência é limitada à idade. Por isso, o cuidado dos mais velhos em sua educação.
4.3. A DEBILIDADE DO CORPO FÍSICO
Não podendo manifestar as suas tendências, principalmente as más, em virtude da debilidade do corpo físico, este período torna-o acessível aos conselhos daqueles que devem fazê-lo progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências.
5. O REINO DE DEUS
5.1. O QUE É?
O Reino de Deus é um dos pilares da doutrina de Jesus. Aparece em outras oportunidades: "Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça." (Mateus, 6, 33); "O reino de Deus não vem com aparência exterior." (Lucas, 17, 20); "O Reino de Deus está no meio de Vós." (Lucas, 17, 21); "Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no Reino dos Céus." (Mateus, 5, 20); "E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus." (Lucas, 9, 62)
5.2. O REINO DE DEUS É PARA AQUELES QUE SE ASSEMELHAM ÀS CRIANÇAS
Jesus não disse que o reino dos céus é para as crianças, porque sabia que o Espírito que nela habita não é um Espírito puro, porém, um ser que, momentaneamente, não pode manifestar as suas tendências. Além disso, há, também, o esquecimento do passado, que ajuda o Espírito a expressar-se espontaneamente. Geralmente a criança age sem malícia e sem segundas intenções.
5.3. A CRIANÇA É UM SÍMBOLO DE PUREZA DE CORAÇÃO
Significa dizer que a entrada no reino de Deus é decorrente da simplicidade e da humildade do Espírito. Nesse sentido, os estados de fraqueza, as ações ingênuas e as atitudes de obediência auxiliar-nos-ão eficazmente na percepção das leis naturais. O reino de Deus não vem com aparências externas, ele é fruto de um árduo trabalho de reformulação interior.
6. MENSAGEM ESPÍRITA
6.1. CRIANÇAS
“Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos;” — Jesus. (Mateus, 18:10.)
O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer que “nem só de pão vive o homem”.
Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã. (Capítulo 157 de Fonte Viva)
6.2. MENINOS ESPIRITUAIS
“Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, pois é menino.” — Paulo. (HEBREUS, capítulo 5, versículo 13.)
Jamais prescindamos da compreensão ante os que se desviam do caminho reto. A estrada percorrida pelo homem experiente está cheia de crianças dessa natureza.
Os discípulos de boa-vontade necessitam da sincera atitude de observação e tolerância. É natural que se regozijem com o alimento rico e substancioso com que lhes é dado nutrir a alma; no entanto, não desprezem outros irmãos, cujo organismo espiritual ainda não tolera senão o leite simples dos primeiros conhecimentos.
Toda criança é frágil e ninguém deve condená-la por isso. (Capítulo 51 de Caminho, Verdade e Vida)
6.3. BATISMO
“E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.” (ATOS, capítulo 19, versículo 5.)
Sabemos que o curso primário, na instrução infantil, necessita de colaboração de figuras para que a memória da criança atravesse os umbrais do conhecimento.
O Evangelho, porém, nas suas luzes ocultas, faz imensa claridade sobre a questão do batismo.
“E os que ouviram foram batizados em nome de Jesus.”
Aí reside a sublime verdade. A bendita renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre Divino, exercitando-lhes a prática. Muitos recebem notícias do Evangelho, todos os dias, mas somente os que ouvem estarão transformados. (Capítulo 158 de Caminho, Verdade e Vida)
7. CONCLUSÃO
Aprendamos com a criança. A sua espontaneidade ensina-nos que a humildade, a simplicidade e a pureza de coração são sumamente indispensáveis à nossa evolução espiritual. (https://sites.google.com/view/palestraespirita/deixai-vir-a-mim-as-criancinhas)
A criança é um símbolo de pureza de coração. Significa dizer que a entrada no reino de Deus é decorrente da simplicidade e da humildade do Espírito. Nesse sentido, os estados de franqueza, as ações ingênuas e as atitudes de obediência auxiliar-nos-ão eficazmente na percepção das leis naturais. O reino de Deus não vem com aparências externas, ele é fruto de um árduo trabalho de reformulação interior. (https://sbgespiritismo.blogspot.com/2011/08/bem-aventurados-os-puros-de-coracao.html)
A tradição hindu fala-nos dos resíduos emocionais, ou seja, dos desejos não realizados de outras vidas. De acordo com Swami Prajnanpad, não podemos libertar-nos senão desfazendo os nós emocionais entre as vidas passadas e a vida atual... A nossa própria existência é uma sucessão de mortes e nascimentos: o bebê morre para que a criança nasça; a criança morre para que o jovem nasça; o jovem, por sua vez, deve morrer para que o adulto nasça... Pergunta-se: será que a morte do velho interromperia esta sucessão de passagens repetidas do nascimento à morte? (https://sbgespiritismo.blogspot.com/2008/07/reencarnao-e-experincia.html)
O princípio da humildade fundamenta-se na criança. Nesta lição, Jesus toma um menino como exemplo da simplicidade de coração. Quer dizer, todo aquele que se fizer pequeno como um menino será o maior no Reino dos Céus. Mostra-nos que não devemos ter pretensões à superioridade ou à infalibilidade. Outras máximas a serem ressaltadas: "Aquele que quiser ser o maior, seja o que vos sirva"; "Porque quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado". (https://sbgespiritismo.blogspot.com/2024/10/quem-se-elevar-sera-rebaixado.html)
Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia, no ano 3 da era cristã, desde que se aceite que a morte de Jesus ocorreu no ano 29 e não no ano 33. Recebeu na circuncisão o nome de Saulo. Somente mais tarde, quando entrou para o mundo cristão, mudou-se para Paulo. Ainda jovem é enviado para Jerusalém, para frequentar a escola de Gamaliel, e preparar-se para a função de escriba. Como era costume judeu, toda a criança devia ser ensinada num trabalho manual. Ensinaram-lhe, assim, a profissão de tecelão. Na época em que Jesus fora crucificado, Paulo não devia estar em Jerusalém, pois não temos notícia de que o havia conhecido pessoalmente. (https://sbgespiritismo.blogspot.com/2008/09/paulo-o-apstolo-dos-gentios.html)
“Deixai vir a mim os pequeninos...” — Jesus — MARCOS, 10: 14.
“O Espírito, pois, enverga, temporariamente, a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.” — Cap. VIII, 4.
Com excelentes razões, mobilizas os talentos da palavra, a cada instante, permutando impressões com os outros.
Selecionas os melhores conceitos para os ouvidos de assembleias atentas.
Aconselhas o bem, plasmando terminologia adequada para a exaltação da virtude.
Estudas filologia e gramática, no culto à linguagem nobre.
Encontras a frase exata, no momento certo, em que externas determinado ponto de vista.
Sabes manejar o apontamento edificante, em família.
Lecionas disciplinas diversas.
Debates problemas sociais.
Analisas os sucessos diários.
Questionas serviços públicos.
Indiscutivelmente, o verbo é luz da vida, de que o próprio Jesus se valeu para legar-nos o Evangelho Renovador.
Entretanto, nesta nota simples, vimos rogar-te apoio e consolação para aqueles companheiros a quem a nossa destreza vocabular consegue servir em sentido direto.
Comparecem, às centenas; aqui e ali...
Jazem famintos e não comentam a carência de pão.
Amargam dolorosa nudez e não reclamam contra o frio.
Experimentam agoniadas depressões morais, sem pedirem qualquer reconforto à ideia religiosa.
Sofrem prolongados suplícios orgânicos, incapazes de recorrer voluntariamente ao amparo da medicina.
Pensa neles e, de coração enternecido, quanto puderes, oferece-lhes algo de teu amor, através da peça de roupa ou da xícara de leite, da poço medicamentosa ou do minuto de atenção e carinho, porque esses companheiros mudos e expectantes que nos rodeiam são as criancinhas necessitadas e padecentes que não podem falar. (Capítulo 19 do Livro da Esperança)
“Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos;” — Jesus. (Mateus, 18:10.)
Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e à vestimenta.
Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação.
Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma a lamentável abandono.
A vadiagem na rua fabrica delinquentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.
Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos da natureza animalizada.
Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.
O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer que “nem só de pão vive o homem”.
Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã. (Capítulo 157 de Fonte Viva)
Resumo — O capítulo 10 reúne ensinamentos importantes de Jesus Cristo: Casamento e divórcio (vv. 1–12) — Jesus reafirma a união matrimonial como algo sagrado e permanente. Jesus e as crianças (vv. 13–16) — Ele valoriza a simplicidade e ensina que o Reino de Deus pertence aos que são como elas. O jovem rico (vv. 17–31) — Mostra a dificuldade de desapegar das riquezas para seguir plenamente a Deus. Anúncio da paixão (vv. 32–34) — Jesus prediz sua morte e ressurreição. Pedido de Tiago e João (vv. 35–45) — Ensina que grandeza no Reino está no serviço, não no poder. Cura do cego Bartimeu (vv. 46–52) — Exemplo de fé e perseverança.
Eis os primeiros versículos:
¹ E, levantando-se dali, foi para os termos da Judeia, além do Jordão, e a multidão outra vez se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por costume.
² E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
³ Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
⁴ E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
⁵ E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
⁶ Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea.
⁷ Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher,
⁸ E serão os dois uma carne; e assim já não serão dois, mas uma carne.
⁹ Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
¹⁰ E em casa tornaram os discípulos a interrogá-lo acerca disto mesmo.
¹¹ E ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela.
¹² E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera.
¹³ E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam.
¹⁴ Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus.
¹⁵ Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele.
¹⁶ E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou.
Endereço bíblico — Marcos 10, 14.
“Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais; porque dos tais é o Reino de Deus".
A passagem Marcos, capítulo 10, versículos 13 a 16 de o Evangelho segundo Marcos relata um ensinamento importante de Jesus Cristo sobre as crianças e o Reino de Deus.
Texto (Marcos 10:13–16) — 13 Traziam-lhe algumas crianças para que as tocasse; mas os discípulos os repreendiam. 14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais; porque dos tais é o Reino de Deus. 15 Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele.” 16 E, tomando-as nos seus braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.
Valorização das crianças: Na época, crianças não tinham grande status social. Jesus as coloca como exemplo espiritual. Simplicidade e confiança: Receber o Reino “como uma criança” significa ter humildade, confiança e abertura. Repreensão aos discípulos: Mostra que até os seguidores próximos de Jesus ainda tinham muito a aprender sobre acolhimento. Acolhimento e amor: Jesus não apenas ensina, mas também demonstra afeto concreto ao abençoar as crianças.
Para entender bem Marcos 10:13–16, é importante situar essa passagem no contexto social, religioso e cultural do tempo de Jesus Cristo, no século I, dentro da sociedade judaica sob domínio do Império Romano.
1. Contexto social: o valor das crianças — As crianças não eram vistas como centro da vida social, como hoje. Eram consideradas dependentes, sem status e sem direitos plenos. Muitas vezes simbolizavam fragilidade, ignorância ou insignificância. A alta mortalidade infantil também influenciava a forma prática como eram tratadas. Por isso, a atitude dos discípulos (repreender quem trazia crianças) era normal para a época — eles achavam que Jesus devia focar em assuntos “mais importantes”.
2. Contexto religioso judaico — A religião judaica valorizava a Lei (Torá) e a pureza ritual. Rabinos (mestres) normalmente ensinavam adultos, especialmente homens. Crianças ainda estavam em processo de formação religiosa, não eram consideradas exemplos espirituais. Quando Jesus diz que o Reino deve ser recebido “como uma criança”, ele faz uma inversão radical de valores religiosos.
3. Contexto político: domínio romano — A região da Judeia estava sob controle do Império Romano. Havia tensão social, pobreza e opressão política. Muitos esperavam um Messias poderoso e político. Nesse cenário, falar de crianças como modelo do Reino de Deus contrastava com a expectativa de um reino forte, dominante e político.
4. Contexto dentro do Evangelho de Marcos — Esse episódio vem logo após ensinamentos sobre: 1) casamento e divórcio; 2) compromisso e fidelidade. E antes da história do jovem rico (Mc 10:17–31). Isso cria uma sequência de ideias: Reino de Deus exige simplicidade (crianças) / Não riqueza ou poder (jovem rico)
5. O impacto dessa atitude — Naquele contexto, a atitude de Jesus foi revolucionária: Ele valoriza quem não tinha valor social. Ele mostra que o Reino de Deus não depende de: status, conhecimento, poder. Ele ensina que o essencial é: confiança, humildade, abertura
No século I: Crianças = sem importância social / Religião = centrada em adultos e na Lei / Política = dominada por Roma. Jesus rompe com tudo isso e diz: o Reino de Deus pertence justamente aos que são como crianças.
No Espiritismo, a passagem de Marcos 10:13–16 ganha um sentido mais profundo quando vista à luz da imortalidade da alma, da reencarnação e do progresso espiritual. A interpretação espírita dessa passagem aparece especialmente em obras como: O Evangelho segundo o Espiritismo / O Livro dos Espíritos.
1. Criança ≠ espírito inferior — Para o Espiritismo: A criança não é um espírito “novo”. Ela é um espírito milenar, com experiências de vidas passadas. Está temporariamente em um corpo infantil. Ou seja, Jesus não exalta a criança por ignorância, mas pelo estado em que o espírito se encontra encarnado.
2. A infância como fase de renovação — Segundo Kardec: A infância é um período em que o espírito está: mais acessível, mais maleável, menos preso a paixões negativas. É uma fase dada por Deus para: educação moral, reajuste espiritual. Por isso, Jesus aponta a criança como modelo: não pela idade, mas pela disposição interior.
3. “Ser como criança” (significado espiritual) — No Espiritismo, essa frase de Jesus Cristo significa: Humildade → reconhecer que ainda temos muito a aprender. Simplicidade → não complicar a vida com orgulho e vaidade. Confiança em Deus → como a criança confia nos pais. Pureza de intenção → agir sem malícia. Não é voltar à ignorância, mas superar o orgulho intelectual e moral.
4. Reencarnação e justiça divina — Essa passagem também se conecta com a ideia de reencarnação: Crianças podem trazer: tendências boas ou difíceis, provas e expiações. O nascimento é uma nova oportunidade de: corrigir erros passados, evoluir espiritualmente. Isso explica por que nem todas as crianças são iguais — mas todas têm potencial de crescimento.
5. Acolhimento e responsabilidade — Quando Jesus diz “não impeçais”, o Espiritismo entende como: dever dos adultos de: educar moralmente, acolher com amor, respeitar o espírito reencarnado ali presente, a infância é uma missão para os pais e educadores.
A criança é um espírito antigo em corpo novo / A infância é uma fase estratégica de educação espiritual / “Ser como criança” = humildade + pureza + confiança. O ensinamento reforça a evolução contínua do espírito.
A comparação entre o Espiritismo e a visão da Igreja Católica sobre Marcos 10:13–16 revela diferenças profundas — especialmente sobre a natureza da alma, da infância e da salvação — mas também alguns pontos em comum.
1. Ponto de partida: quem é a criança? — Espiritismo — A criança é um espírito reencarnado, com passado espiritual. Já viveu outras vidas e traz experiências anteriores. Está numa fase temporária de “recomeço”. Catolicismo — A criança é uma alma criada por Deus naquele momento. Não possui vidas anteriores. É marcada pelo pecado original, mas também pela inocência própria da idade. Diferença central: Espiritismo → reencarnação / Catolicismo → vida única.
2. O que significa “ser como criança”? — No Espiritismo — Humildade espiritual / Simplicidade / Ausência de orgulho / Espírito mais “maleável” na infância. A criança é modelo porque o espírito está mais aberto à renovação. No Catolicismo — Confiança total em Deus / Dependência (como filho em relação ao Pai) / Pureza e simplicidade de coração. A criança é modelo porque representa: fé simples, coração sem malícia deliberada
3. A infância: fase biológica ou espiritual? — Espiritismo — Infância = fase estratégica dada por Deus / Objetivo: educação moral do espírito reencarnado / Espírito está temporariamente mais “suave”. Catolicismo — Infância = fase de crescimento humano e espiritual. Criança precisa ser: educada na fé, conduzida aos sacramentos (especialmente o Batismo). Aqui entra um ponto importante: O Batismo é essencial no catolicismo para a vida espiritual.
4. Salvação e Reino de Deus — Espiritismo — Salvação = processo de evolução espiritual contínua. A criança simboliza o estado necessário para evoluir: humildade, abertura. Não há condenação eterna, mas progresso gradual. Catolicismo — Salvação = graça de Deus + resposta humana. “Ser como criança” significa: confiar em Deus, acolher o Reino com fé. Aqui a fala de Jesus Cristo é entendida como: convite à fé simples e confiante, não à reencarnação ou múltiplas vidas
5. Semelhanças importantes — Apesar das diferenças, há pontos em comum: A criança é modelo espiritual / Valor da humildade / Importância da pureza de coração / Necessidade de acolher o Reino de Deus com simplicidade / Responsabilidade dos adultos na educação moral
1) Origem da alma: Reencarnação (Espiritismo); Criação única (Catolicismo) / 2) Infância: Fase de reajuste espiritual (Espiritismo); Fase de crescimento e graça (Catolicismo) / 3) Modelo da criança: Espírito mais acessível (Espiritismo); Confiança e pureza (Catolicismo) / 4) Salvação: Evolução contínua (Espiritismo); Graça + fé (Catolicismo) / 5) Papel da criança: Espírito antigo em corpo novo (Espiritismo); Filho de Deus em início de vida (Catolicismo).
O Espiritismo vê essa passagem como parte de um processo evolutivo do espírito ao longo de várias vidas. A Igreja Católica entende como um chamado à confiança, humildade e fé simples diante de Deus, dentro de uma única existência.
A passagem de Marcos 10:13–16 no Evangelho de Marcos mostra Jesus Cristo acolhendo crianças e ensinando que o Reino de Deus deve ser recebido como elas. No contexto histórico do século I, isso foi surpreendente, pois crianças tinham pouco valor social e não eram vistas como exemplos espirituais. Jesus, portanto, inverte valores ao colocá-las no centro de um ensinamento fundamental.
No Espiritismo, essa passagem é interpretada à luz da reencarnação. A criança não é um espírito novo, mas um ser antigo que retorna à vida corporal para continuar seu progresso. A infância é vista como uma fase em que o espírito está mais acessível à educação moral, sendo mais flexível e aberto à transformação.
Já na Igreja Católica, a criança é entendida como uma alma criada por Deus naquela vida, sem existências anteriores. Ela é marcada pelo pecado original, mas também pela inocência e pureza próprias da infância. O ensinamento de Jesus destaca a confiança, a simplicidade e a dependência de Deus como atitudes essenciais para entrar no Reino.
A principal diferença entre as duas visões está na origem e no destino da alma: o Espiritismo defende múltiplas existências e evolução contínua, enquanto o Catolicismo afirma uma única vida seguida de julgamento. Apesar disso, ambas concordam que a criança simboliza qualidades espirituais importantes, como humildade, pureza e abertura ao divino.
Em síntese, enquanto o Espiritismo vê nessa passagem um ensinamento sobre o progresso do espírito ao longo de várias vidas, a Igreja Católica entende como um convite à fé simples e confiante. Em comum, permanece a mensagem central: para se aproximar de Deus, é preciso cultivar um coração semelhante ao de uma criança.
Fonte de Consulta
ChatGPT (março de 2026)