QUESTIONÁRIOS EM ANEXO
TFG
Definição: Uma reacção adversa que ocorre no espaço de 1 hora após a injecção de meio de sontraste
Classificação
Ligeira
Náuseas, vómitos escassos
Urticária
Prurido
Moderada
Vómitos persistentes
Urticária marcada
Broncoespasmo
Edema da face/laríngeo
Reacção vasovagal
Grave
Choque hipotensivo
Paragem respiratória
Paragem cardíaca
Convulsões
Factores de risco para reacções agudas
Relacionados com o Paciente
História de:
Reacção aguda moderada ou grave prévia (ver classificação acima) a um meio de contraste iodado
Asma
Alergias com necessidade de tratamento médico
Relacionados com o Meio de Contraste
Contraste iodado iónico de elevada osmolalidade
Reduzir o risco de uma reacção aguda
Para todos os pacientes
Utilizar meios de contraste não-iónicos
Manter o paciente no Departamento de Radiologia durante 30 min após a injecção de meios de contraste
Manter fármacos e equipamento de emergência acessíveis à utilização imediata (ver 1.1.3)
Para pacientes com risco elevado de reacções adversas (ver factores de risco acima)
Considerar exames alternativos, que não requeiram meios de contraste iodado
Utilizar um meio de contraste iodado diferente daquele que provocou uma reacção adversa prévia
Considerar profilaxia. A evidência da eficácia da utilização de medicação preventiva é limitada. Caso seja utilizada, sugere-se o seguinte protocolo: Prednisolona 30 mg (ou metilprednisolona 32 mg) oral, 12h e 2 h antes da administração do contraste
Administração extravascular de meios de contraste iodado
Quando a absorção ou extravasamento para a circulação é uma possibilidade, utilize as mesmas precauções recomendadas para a administração endovenosa de contraste.
Nota: O risco de uma reacção adversa aguda a um meio de contraste com gadolínio é inferior ao risco a um meio de contraste iodado, embora possam ocorrer reacções adversas graves com meios de contraste com gadolínio
Factores de risco para reacções adversas agudas
Relacionadas com o Paciente
História de:
Reacção adversa aguda prévia a um contraste com gadolínio
Asma
Alergias com necessidade de tratamento médico
Relacionadas com o meio de contraste
O risco das reacções adversas não está relacionado com a osmolalidade do meio de contraste: as baixas doses utilizadas tornam a carga osmolar muito pequena
Reduzir o risco de reacção adversa aguda
Para todos os Pacientes
Manter o paciente no Departamento de Radiologia durante 30 min após a injecção de meios de contraste
Manter fármacos e equipamento de emergência acessíveis à utilização imediata (ver 1.1.3)
Para paciente com risco elevado de reacções adversas (ver factores de risco acima)
Considerar exames alternativos, que não requeiram meios de contraste com gadolínio
Utilizar um meio de contraste com gadolínio diferente daquele que provocou uma reacção adversa prévia
Considerar profilaxia. A evidência da eficácia da utilização de medicação preventiva é limitada. Caso seja utilizada, sugere-se o seguinte protocolo: Prednisolona 30 mg (ou metilprednisolona 32 mg) oral, 12h e 2 h antes da administração do contraste
Equipamento e fármacos de emergência de 1ª linha devem estar imediatamente disponíveis na sala onde é realizado o exame.
Oxigénio
Adrenalina 1:1000
Atropina
β2-agonistas inaláveis
Fluidos e.v. – Soro fisiológico ou Lactato de Ringer
Anti-convulsivantes (diazepam)
Esfigmomanómetro
Dispositivos de ventilação pulmonar manual
Recomendações simples para o tratamento de 1ª linha de reações adversas agudas a todos os meios de contraste
As reacções adversas a meios de contraste iodado ou com gadolínio, ou meios de contraste para ultrassonografia, são idênticas. A incidência é superior após a administração de meios de contraste iodado e inferior após a administração de meios de contraste para ultrassonografia
Náuseas/Vómitos
Transitórios: Tratamento de suporte
Persistentes, coercivos: Fármacos antieméticos apropriados devem ser considerados.
Urticária
Escassa/transitória: Tratamento de suporte, incluindo observação frequente.
Escassa/persistente: Anti-histamínicos H1 por via intramuscular ou endovenosa devem ser considerados. Sonolência e/ou hipotensão podem ocorrer.
Generalizada: Anti-histamínicos H1 por via intramuscular ou endovenosa devem ser administrados. Sonolência e/ou hipotensão podem ocorrer. Considerar adrenalina 1:1000, 0,1-0,3 mL (0,1-0,3 mg) intramuscular em adultos, 50% da dose em crianças entre 6-12 anos e 25% da dose em crianças com menos de 6 anos. Repetir conforme necessário.
Broncoespasmo
Oxigénio por máscara de alto débito (6-10 L/min)
β2-agonistas inalável (2-3 inalações)
Adrenalina
Pressão arterial normal
Intramuscular: 1:1000, 0,1-0,3 mL (0,1-0,3 mg) – utilizar doses inferiores em doentes com doença coronária conhecida ou idosos
Doente pediátricos: 50% da dose em crianças entre 6-12 anos e 25% da dose em crianças com menos de 6 anos. Repetir conforme necessário.
Hipotensão (pressão arterial baixa)
Intramuscular: 1:1000, 0,5 mL (0,5 mg),
Doentes pediátricos: 6-12 anos: 0,3 mL (0,3 mg)
< 6 anos: 0,15 mL (0,15 mg)
Edema laríngeo (edema da glote)
Oxigénio por máscara de alto débito (6-10 L/min)
Adrenalina intramuscular (1:1000), 0,5 mL (0,5 mg), repetir conforme necessário
Doentes pediátricos: 6-12 anos: 0,3 mL (0,3 mg)
< 6 anos: 0,15 mL (0,15 mg)
Hipotensão
Hipotensão isolada
Elevar as pernas do paciente
Oxigénio por máscara (6-10 L/min)
Fluidos endovenosos: Soro fisiológico ou Lactato de Ringer, infusão rápida
Se não responde: adrenalina intramuscular 1:1000, 0,5 mL (0,5 mg), repetir conforme necessário
Doentes pediátricos: 6-12 anos: 0,3 mL (0,3 mg)
< 6 anos: 0,15 mL (0,15 mg)
Reação vagal (hipotensão e bradicardia)
Elevar as pernas do paciente
Oxigénio por máscara (6-10 L/min)
Atropina endovenosa 0,6-1,0 mg, repetir se necessário após 3-5 minutos, até 3 mg no total, em adultos. Em crianças administrar atropina endovenosa 0,02 mg/kg (máximo 0,6 mg/dose), repetir se necessário até 2 mg no total.
Fluidos endovenosos: Soro fisiológico ou Lactato de Ringer, infusão rápida
Reação anafiláctica generalizada
Chamada da equipa de ressuscitação
Aspiração das vias aéreas se necessário
Elevar as pernas do paciente
Oxigénio por máscara (6-10 L/min)
Adrenalina intramuscular (1:1000), 0,5 mL (0,5 mg),
repetir conforme necessário
Doentes pediátricos: 6-12 anos: 0,3 mL (0,3 mg)
intramuscularly
< 6 anos: 0,15 mL (0,15 mg)
Fluidos endovenosos: Soro fisiológico ou Lactato de Ringer
Anti-histamínicos H1, ex: difenidramina 25-50 mg endovenoso
Definição:
Uma reacção adversa tardia à administração endovenosa de contraste iodado é uma reacção que ocorre entre 1h e 1 semana após a injecção do meio de contraste.
Reacções:
Reacções cutâneas semelhantes às causadas por outros fármacos. Rash cutâneo maculo-papular, eritema, edema e prurido são as mais comuns. A maior parte das reacções cutâneas são ligeiras a moderadas e auto-limitadas.
Uma variedade de sintomas tardios (ex: náuseas, vómitos, cefaleias, mialgias, artralgias, febre) foram descritas após administração de meios de contraste , mas muitos não estão relacionados com os meios de contraste.
Factores de risco para reacções cutâneas:
Reacção tardia prévia
Tratamento com interleucina-2
Utilização de dímeros não-iónicos
Tratamento
Sintomático e semelhante ao tratamento de outras reacções cutâneas a medicamentos, ex: anti-histamínicos, corticoesteróides tópicos, e emolientes.
Recomendações:
Pacientes com reacções prévias ou sob terapêutica com interleucina-2, devem ser alertados para a possibilidade de ocorrência de reacção cutânea tardia, e aconselhados a consultar um médico.
Testes cutâneos superficiais e intra-dérmicos podem ser úteis para confirmar a reacção tardia ao meio de contraste e para o estudo de padrões de reactividade cruzada com outros agentes.
Para reduzir o risco de reacções repetidas, utilizar um contraste diferente daquele que precipitou a reacção inicial. Evitar agentes com reactividade cruzada nos testes cutâneos.
Profilaxia medicamentosa não está recomendada.
Nota: As reacções cutâneas tardias que ocorrem após administração de contraste iodado, não estão descritas após administração de contraste com gadolínio, nem de contraste para ultrassonografia
Definição: Uma reacção adversa que ocorre mais de 1 semana após a injecção de meio de contraste.
Tipo de reacção
Meios de contraste iodado
Tireotoxicose
Meios de contraste com gadolínio
Fibrose nefrogénica sistémica
Pacientes em risco
Doença de Graves não controlada
Bócio multinodular e autonomia tiroideia, especialmente se idosos ou provenientes de área de deficiência nutricional de iodo
Ausência de risco
Função tiroideia normal
Recomendações
Meios de contraste iodado não devem ser administrados a pacientes com manifestações clínicas de hipertiroidismo
Profilaxia, geralmente, não necessária
Em pacientes de alto risco selecionados, pode considerar-se profilaxia sob orientação de endocrinologista; mais relevante em áreas de deficiência nutricional de iodo
Pacientes em risco devem ter acompanhamento próximo de endocrinologista, após administração de contraste iodado
Contraste colangiográfico endovenosos não deve ser administrado a pacientes em risco
O diagnóstico de fibrose nefrogénica sistémica (NSF) deve ser feito apenas na presença dos critérios clínicos e histopatológicos de Yale NSF Registry (Am Acad Dermatol 2011;65:1095-1106). A ligação entre a fibrose nefrogénica sistémica e a administração de meios de contraste com gadolínio foi estabelecida em 2006.
Manifestações clínicas de NSF
Início: Desde o dia da exposição até 2-3 meses ou até anos após a exposição.
Iniciais
Dor
Prurido
Edema
Eritema
Normalmente com ponto de partida nos membros inferiores
Tardias
Espessamento da pele e tecidos sub-cutâneos – textura encortiçada e placas acastanhadas
Fibrose de órgãos internos, ex: músculos, diafragma, coração, fígado, pulmões
Resultado
Contracturas
Caquexia
Morte, numa parte dos pacientes
Pacientes
Alto risco
Pacientes com doença renal crónica (DRC) grau 4 ou 5 (TFG < 30mL/min)
Pacientes em diálise
Pacientes com insuficiência renal aguda
Baixo risco
Pacientes com DRC grau 3 (TFG 30-59 mL/min)
Sem risco de NSF
Pacientes com TFG > 60 mL/min
Meios de contraste:
Classificação de risco (baseada em dados laboratoriais) e Recomendações
Alto risco de NSF
Meios de contraste
Gadodiamida (Omniscan)
Ligando: Quelante não-iónico linear (DTPA-BMA)
Incidência de NSF: 3-18% em pacientes de risco
Gadopentetate dimeglumine (Magnevist® plus generic products)
Ligando: Quelante iónico linear (DTPA)
Incidência de NSF: Estimada em 0,1 a 1% nos pacientes em risco
Gadoversetamida (Optimark)
Ligando: Quelante não-iónico linear (DTPA-BMEA)
Incidência de NSF: Desconhecida
Recomendações
Estes agentes estão CONTRA-INDICADOS em
doentes com DRC 4 ou 5 (TFG < 30 mL/min), incluindo diálise
Insuficiência renal aguda
Grávidas
Recém-nascidos
Estes agentes devem ser usados com PRECAUÇÃO em:
Pacientes com DRC 3 (TFG 30-60 mL/min)
pelo menos 7 dias entre duas injecções
Crianças com menos de 1 ano de idade
Mulheres a amamentar: Para de amamentar durante 24h e desperdiçar o leite nesse período.
Determinação da creatinina sérica (e TFG) e avaliação clínica do paciente: MANDATÓRIO
Estes agentes não devem ser utilizados em doses superiores a 0,1 mmol/kg por exame e por paciente.
Risco intermédio de NSF
Meios de contraste
Gadobenato de dimeglumina (Multihance)
Ligando: Quelante iónico linear (BOPTA)
Incidência de NSF: Sem casos “unconfounded” relatados
Característica especial: é extracelular e hepatoespecífico, com 2-3% de ligação à albumina. Resultados diagnósticos são obtidos com 50% da dose habitualmente utilizada com outros agentes extra-celulares. 4% de excreção hepática em humanos.
Gadofosveset trisódico (Vasovist, Ablavar)
Ligando: Quelante iónico linear (DTPA-DPCP)
Incidência de NSF: Sem casos “unconfounded” relatados, embora a experiência seja limitada
Característica especial: É um agente intravascular com alta afinidade para a albumina (90%). Resultados diagnósticos são obtidos com 50% da dose em relação a agentes extracelulares Gd-CM. Semi-vida 12x mais longa em relação a agentes extra-celulares (18 horas vs 1,5 horas, respectivamente); 5% de excreção biliar
Gadoxetato disódico (Primovist, Eovist)
Incidência de NSF: Sem casos “unconfounded” relatados, embora a experiência seja limitada
Característica especial: é órgão específico com 10% de ligação proteica e 50% de excreção pelos hepatócitos. Resultados diagnósticos obtidos com doses mais baixas que Gd-CM extra-celular
Recomendações
Estes agentes devem ser utilizados com PRECAUÇÃO em
Pacientes com DRC 4 ou 5 (TFG < 30 mL/min)
pelo menos 7 dias entre duas injecções
Grávidas:
pode ser utilizado para a obtenção de informação clínica essencial.
Mulheres a amamentar: deve ser discutida com o médico a hipótese de desperdiçar o leite durante 24 horas.
Medição da função renal (eTFG) NÃO OBRIGATÓRIA.. Função renal avaliada por questionário deve ser utilizado caso não seja determinada a creatinina sérica.
Baixo risco de NSF
Meios de contraste
Gadobutrol (Gadovist, Gadavist)
Ligando: Quelante não-iónico cíclico (BT-DO3A)
Incidência de NSF: Alguns casos “unconfounded” reportados, embora com incerteza em relação às alterações histopatológicas.
Gadoterato de meglumina (Dotarem, Magnescope)
Ligando: Quelante iónico cíclico (DOTA)
Incidência de NSF: Sem casos “unconfounded” reportados
Gadoteridol (Prohance)
Ligando: Quelante não-iónico cíclico (HP-DO3A)
Incidência de NSF: Sem casos “unconfounded” relatados
Recomendações
Estes agentes devem ser utilizados com PRECAUÇÃO em
Pacientes com DRC 4 ou 5 (TFG < 30 mL/min)
pelo menos 7 dias entre duas injecções
Grávidas:
pode ser utilizado para a obtenção de informação clínica essencial
Mulheres a amamentar: deve ser discutida com o médico a hipótese de desperdiçar o leite durante 24 horas.
Medição da função renal (eTFG) NÃO OBRIGATÓRIA.. Função renal avaliada por questionário deve ser utilizado caso não seja determinada a creatinina sérica.
Pacientes com NSF
Meios de contraste com gadolínio devem ser utilizados apenas se a indicação é vital e apenas utilizando agentes de risco intermédio ou baixo.
Recomendações para todos os pacientes
Nunca recusar um exame com contraste a um paciente.
Utilizar a menor dose necessária para obter um exame diagnóstico em todos os pacientes.
Manter um registo do nome e dose do produto utilizado no processo do paciente.
*Casos “Confounded": Quando dois agentes foram utilizados é impossível determinar com certeza qual dos dois desencadeou a NSF, sendo os casos descritos como “confounded”.
Casos “Unconfounded": o paciente nunca foi exposto a mais do que um agente.
Definição: A nefropatia induzida por contraste (NIC) é uma entidade na qual ocorre uma redução da função renal no espaço de 3 dias após a administração endovascular de contraste, na ausência de etiologia alternativa. Um aumento da creatinina sérica superior a 25% ou 44μmo/L (0,5 mg/dL) indica a presença de NIC.
Factores de risco para nefropatia induzida por contraste iodado
Relacionados com o paciente
eTFG menor que 60 mL/min/1,73 m2 antes da injecção intra-arterial
eTFG menor que 45 mL/min/1,73 m2 antes da injecção endovenosa
Em particular quando combinadas com:
Nefropatia diabética
Desidratação
Insuficiência cardíaca congestiva (NYHA 3-4) e baixa FEj
Enfarte do miocárdio recente (< 24h)
Balão intra-aórtico
Hipotensão pré-procedimento
Hematócrito baixo
Idade > 70 anos
Insuficiência renal aguda conhecida ou suspeita
Relacionados com o procedimento
Relacionados com o procedimento
Administração intra-arterial de contraste
Agentes com elevada osmolalidade
Doses elevadas de meio de contraste
Administrações múltiplas de contraste num período de poucos dias
Exame electivo
Identificar pacientes que requeiram medição da função renal
Pacientes com eTFG menor que 60 mL/min/1,73 m²
Pacientes que vão receber contraste por via intra-arterial
Pacientes que vão receber contraste por via intra-arterial
Idade superior a 70 anos
História pregressa de :
Doença renal
Cirurgia renal
Proteinuria
Diabetes mellitus
Hipertensão
Gota
Fármacos nefrotóxicos recentes
Exame de urgência
Identificar pacientes em risco (ver acima) se possível:
Determinar a eTFG caso o procedimento possa ser atrasado até que se obtenham os resultados analíticos, sem prejudicar o paciente
Caso não seja possível medir a eTFG, deve seguir-se o protocolo para pacientes com eTFG menor que 60 mL/min/1,73 m2 para o caso de injecção intra-arterial e de eTFG menor que 45 mL/min/1,73 m2 para o caso de injecção endovenosa de contraste, tão cuidadosamente quanto as circunstâncias clínicas permitam.
Exame electivo
Pacientes em risco (ver acima)
Considerar método de imagem alternativo, que não utilize meio de contraste iodado
Discutir a possibilidade de interrupção de fármacos nefrotóxicos com o médico que requer o exame
Expansão de volume. Um protocolo adequado é a infusão de soro fisiológico, 1,0-1,5 mL/kg/h, pelo menos durante 6h, antes e após a injecção de contraste. Alternativamente, administrar bicarbonato de sódio endovenoso (154 mEq/L em 5% dextrose em água), 3 mL/kg/h 1h antes da injecção de contraste e 1ML/kg/h após a injecção de contraste.
Exame de urgência
Pacientes em risco(ver acima)
Considerar método de imagem alternativo, que não utilize meio de contraste iodado
Expansão de volume assim que possível, antes da injecção de contraste (ver exame electivo).
Pacientes em risco (ver acima)
Utilizar meios de contraste com iso- ou baixa osmolalidade
Utilizar a dose mais baixa que permita um exame diagnóstico
Pacientes sem risco acrescido
Utilizar a dose mais baixa que permita um exame diagnóstico
Pacientes em risco
Manter expansão de volume
Determinar eTFG 48-72h após a injecção do contraste
Nota: No Nenhuma profilaxia medicamentosa (com vasodilatadores renais, antagonistas de receptores de agentes vasoactivos endógenos ou citoprotectores) demonstrou ainda a capacidade de oferecer uma protecção consistente contra a NIC.
Ressonância Magnética
O risco de nefrotoxicidade é muito baixo quando se utilizam meios de contraste com gadolíneo em doses aprovadas
Em pacientes com diminuição da função renal as recomendações ESUR sobre NSF, 1.3.2.
Exames radiográficos
Os meios de contraste com gadolínio não devem ser utilizados para exames radiográficos em pacientes com doença renal
Os meios de contraste com gadolínio são mais nefrotóxicos que os meios de contraste iodado nas doses equivalente para atenuação de radiação X
Pacientes com eTFG maior ou igual a 60 mL/kg/1,73 m2 (DRC 1 e 2) podem manter a terapêutica normal com metformina
Pacientes com eTFG 30-59 mL/kg/1,73 m2 (DRC 3)
Pacientes a quem irá ser administrado contraste endovenoso com eTFG igual ou maior que 45 mL/kg/1,73 m2 podem continuar a terapêutica normal com metformina
Pacientes a quem irá ser administrado contraste intra-arterial e pacientes a quem irá ser administrado contraste endovenoso com eTFG entre 30 e 44 mL/kg/1,73 m2, devem interromper a terapêutica com metformina 48h antes da administração do contraste e retomá-la 48h depois, caso a função renal não se tenha deteriorado
Pacientes com menos de 30 mL/kg/1,73 m2 (DRC 4 e 5) ou com intercorrência patológica que cause diminuição da função hepática ou hipóxia. A metformina está contra-indicada e os meios de contraste iodado devem ser evitados
Doente urgentes. A metformina deve ser interrompida a partir do momento da administração do contraste. Após o procedimento, o paciente deve ser monitorizado para excluir sinais de acidose láctica. A metformina deve ser reiniciada 48h após a administração de contraste, caso a creatinina sérica/eTFG se mantenham em níveis equivalentes aos pré-procedimento.
Nenhumas precauções especiais são necessárias para os pacientes diabéticos sob terapêutica com metformina.
Todos os meios de contraste iodado podem ser removidos pela hemodiálise ou diálise peritoneal. No entanto, não existe evidência que a hemodiálise proteja os pacientes com disfunção renal da ocorrência de NIC ou NSF. Em todos os pacientes, evitar carga osmótica ou hídrica excessivas. Para evitar o risco de NSF, consulte a secção 1.3.2.
Pacientes sob diálise
Hemodiálise
Meios de contraste iodado
Correlação entre a administração de contraste e a sessão de diálise é necessária.
Sessões extra de hemodiálise são desnecessárias
Meios de contraste com gadolínio
Coordenação entre a administração de contraste e a sessão de diálise é recomendada
Sessão extra de hemodiálise para remoção do contraste, logo após a sua administração, é recomendada.
Diálise peritoneal ambulatória contínua
Meios de contraste iodado
A diálise para remover o meio de contraste iodado é desnecessária para meios de contraste iodado
Meios de contraste com gadolínio
A diálise para remover o meio de contraste com gadolínio é necessária. Deve ser discutida com o médico que referencia
Tipos de lesão
A maior parte das lesões são ligeiras
Lesões graves incluem úlceras cutâneas, necrose de tecidos moles e síndrome compartimental.
Factores de risco
Relacionados com a técnica
Utilização de injector automático.
Locais de punção menos adequados, incluindo membros inferiores e veias distais de pequeno calibre
Grande volume de contraste
Meios de contraste de elevada osmolalidade
Relacionados com o paciente
Incapacidade de comunicar
Vasos frágeis ou danificados
Insuficiência arterial
Drenagem linfática e /ou venosa comprometidas.
Obesidade
Reduzir o risco
A técnica de adminstração de contraste deve ser meticulosa, utilizando as dimensões de cateter apropriadas às dimensões das veias a canalizar.
Testar a permeabilidade do cateter com soro fisiológico previamente
Utilizar meios de contraste não-iónico
Tratamento
Terapêutica conservadora na maioria dos casos:
Elevação das pernas
Gelo
Monitorização
Caso se suspeite de lesão grave, deve solicitar-se observação pelo cirurgião
Efeitos respiratórios adversos
Broncoespasmo
Aumento da resistência vascular pulmonar
Edema pulmonar
Pacientes de alto risco
História de asma
História de hipertensão pulmonar
Insuficiência cardíaca incipiente
Reduzir o risco e efeitos respiratórios adversos
Utilizar meios de contraste com iso- ou baixa osmolalidade
Evitar doses elevadas de contraste
3.3 Efeitos adversos dos meios de contraste iodado no sangue e endotélio O efeito adverso dos meios de contraste iodado no sangue e endotélio com relevância clínica é a trombose.
É do conhecimento actual que:
Todos os meios de contraste têm propriedades anticoagulantes, em especial os agentes iónicos
Meios de contraste iónico de elevada osmolaridade pode induzir trombose, particularmente em procedimentos flebográficos.
Fármacos e dispositivos de intervenção que diminuem o risco de complicações tromboembólicas durante os procedimentos de intervenção, minimizam a importância dos efeitos dos meios de contraste.
Recomendações
É vital que a técnica angiográfica seja meticulosa, sendo esse o factor mais importante na redução das complicações tromboembólicas
Meios de contraste iso- ou de baixa osmolaridade devem ser utilizados em procedimentos de diagnóstico e intervenção, incluindo flebografia
Preparação
Antes da administração endovenosa de meios de contraste iodado ou contendo gadolínio: Não é necessário preparação prévia.
Antes da administração intra-arterial de meios de contraste iodado: bloqueio α- e β- adrenérgico com fármacos por via oral, sob supervisão clínica, é recomendada.
Tipo de meio de contraste que deve ser utilizado
Iodado: Não-iónico
Contendo gadolínio: Qualquer agente, iónico ou não-iónico
Gravidez
Em circunstâncias excepcionais, quando o exame radiográfico é essencial, pode ser utilizado o contraste iodado.
Após a administração de contraste iodado à mulher grávida, deve avaliar-se a função tiroideia do feto ao longo da primeira semana de vida.
Quando existe uma indicação muito clara para realizar RM com contraste numa mulher grávida, deve ser administrada a menor dose possível, de um dos agentes com gadolínio mais estáveis (ver Meios de contraste: Risco baixo ou intermédio de NSF, 1.3.2)
Após a administração de meio de contraste com gadolínio à mulher grávida, não é necessário realizar qualquer teste ao recém-nascido.
Amamentação
A amamentação pode ser continuada normalmente, quando se utiliza contraste iodado.
A amamentação deve ser interrompida por 24h após a administração do contraste, caso um agente de alto risco seja utilizado.
Gravidez ou amamentação em mulher com insuficiência renal
Ver efeitos adversos renais (2.1). Não são necessárias precauções adicionais para o feto ou recém-nascido.
Não administrar meios de contraste com gadolínio.
Recomendação geral
Ter em conta a história de toma de fármacos.
Manter um registo da injecção do meio de contraste (tempo, dose, nome) Não misturar meios de contraste com outros fármacos nos mesmos tubos ou seringas.
Fármacos que requerem uma atenção especial
Metformina
Ver reacções adversas renais (2.1)
Fármacos nefrotóxicos
Ciclosporina
Cisplatina
Aminoglicosídeos
AINEs
Ver reacções adversas renais (2.1)
β-bloqueantes
Os β-bloqueantes podem interferir com o tratamento do broncoespasmo e a resposta à adrenalina
Interleucina-2
Ver reacções adversas tardias (1.2)
Análises bioquímicas
Recomendação
Não realizar análises bioquímicas não urgentes no sangue ou urina, nas 24h seguintes à injecção de contraste.
Exames ou tratamentos com isótopos
Tiróide
Pacientes sob terapêutica com iodo radioactivo, não devem receber contraste iodado nos 2 meses prévios ao início do tratamento. Exames de diagnóstico com isótopos da tiróide, devem ser evitados nos 2 meses seguintes à administração de contraste iodado.
Osso, eritrócitos marcados
Evitar meios de contraste iodado nas 24 h antes do estudo com isótopos.
Declaração
Os meios de contraste utilizados em ultrassonografia são, geralmente, seguros
Contra-indicação
Insuficiência cardíaca severa (NYHA III/IV)
Tipo e gravidade das reacções
A maior parte das reacções são ligeiras (ex: cefaleias, náuseas, sensação de calor e alteração do paladar) e auto-limitadas
Reacções mais graves são tratadas da mesma forma que as originadas por meios de contraste iodado (ver 1.1)
Reduzir o risco
Verificar se existe intolerância a algum dos componentes do meio de contraste
Utilizar o menor efeito acústico e o menor tempo de exame possíveis para obtenção de um exame diagnóstico
Tratamento
Se ocorrer uma reacção adversa severa – ver reacções adversas não renais
Contra-indicações
Integridade da mucosa gastrointestinal comprometida
Utilizar meios de contraste iodado hidrossolúveis.
Em recém-nascidos ou pacientes em risco de extravasão para o mediastino e/ou pulmões, utilizar contraste iso- ou de baixa osmolaridade.
Reacção alérgica prévia a meios de contraste baritado
Utilizar meios de contraste iodado hidrossolúveis e preparar tratamento para eventual reacção adversa.
Precauções
Estenoses de ansas intestinais
Utilizar pequenas quantidades
Colite extensa
Evitar clister opaco
Complicações
Mobilidade gastrointestinal reduzida
Ingestão de água
Extravasão venosa
Identificação precoce e observação
Antibióticos e fluidoterapia ev
Tratamento de emergência pode ser necessário