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CERTAMENTE SEU PROFESSOR DE HISTÓRIA NÃO TE ENSINOU ISSO NA ESCOLA
✔Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.
✔A ideia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.
✔A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os imóveis da família.
✔D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.
✔D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.
✔A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.
✔D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.
✔D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.
✔ Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.
✔ Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.
✔Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.
✔D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.
✔Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.
✔ Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica.
• Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.
Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.
• A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).
• (1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.
• (1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.
• (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.
• (1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.
• (1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.
• (1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.
• (1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.
• (1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.
• A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.
"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho.
Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. "Imprensa se combate com imprensa", dizia.
• O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.
• Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.
• Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.
• A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.
• D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.
Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho.
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08/03/2106- O DIA DA MULHER, FRACASSOS, VOCAÇÕES
Na revista Ultimato de março/abril 2016, nº 359, à página 12, vi uma pesquisa sobre a pastores evangélicos que deixaram o pastorado. A pergunta feita, nos Estados Unidos, era: “Por que você deixou o pastorado”?
Em relação aos padres é mais fácil imaginar o motivo, em sua maioria: o casamento. Mas em relação aos pastores, as respostas foram diversas: por mudança de chamado, por conflito na igreja, por finanças pessoais, por questões familiares, esgotamento (“bournout”).
Esses 734 pastores abandonaram o “pastorado”. Será que são mesmo esses os motivos que levam as pessoas a abandonarem o pastorado, ou o apostolado (na nossa linguagem)? Quantos padres deixaram o ministério!
Eu estava escrevendo isto quando um homem veio me pedir que opinasse sobre um poema que ele escrevera para o dia da mulher, que é comemorado hoje. Ei-lo:
“ Não quero que você me ame/ só pelo simples fato de te amar/; quero que me ame pelo simples fato de merecer te amar;/ não quero que se preocupe comigo só porque eu me preocupo com você; quero que se preocupe comigo/ porque faço da sua preocupação a minha própria!/ Não quero que chore por alegria ou até mesmo por tristeza por mim, / mas, se chorar, / chore por saber que eu estou sempre aí para enxugar, / com todo o meu amor e coração,/ suas lágrimas, / oferecendo sempre um ombro amigo/, para sempre desabafar./ Não peço e nunc airei pedir que você me ame/, mas farei por merecer se amado por você/, sempre e no final,/ você apenas irá me amar,/ sem precisar falar ou mostrar ./ Amor a gente não pede, não se mede,/ apenas deixa transparecer”.
Você gostou? Depois ele me mostrou as dez coisas que mais gosta em sua esposa. Veja se bate com a sua opinião sobre esse assunto:
1- Seu caráter incomparável
2- Seu carisma único no mundo
3- Sua beleza sem comparação
4- Guerreira sem limite quando quer ou acredita em alguma coisa
5- Nunca desiste de nada que acha certo
6- Uma mulher, mas sem perder o jeito e a essência da menina
7- Nunca vê maldade em ninguém. Ajuda sem querer nada em troca.
8- Tem rostinho de criança, mas um corpo fenomenal de mulher.
9- Delicada e sensível, mas ao mesmo tempo a pessoa mais forte e correta que conheci em toda a minha vida
10- O que mais adoro e admiro em você: ser sempre você mesma!
Diz uma música antiga de Carnaval que o casamento é uma loteria “pra quê, pra quê que eu vou casar”? Esse meu amigo, antes de ir embora, me disse que, se casamento fosse loteria, ele tinha ganhado a sorte grande. Fico feliz que existem casais que se amam desse modo!
Esse assunto combinou com o que eu estava falando, sobre o abandono do apostolado. O mesmo acontece com o abandono do casamento, as separações. Ambas as coisas aborrecem e perturbam muito a vida das pessoas envolvidas, tanto o abandono do pastorado como o abandono do esposo ou da esposa.
Os padres não se casam justamente porque o casamento exige dedicação integral, 24 horas por dia, dificultando um pouco (ou muito) a vida dedicada ao sacerdócio, ao apostolado.
Creio que o “segredo” para que essas coisas não aconteçam, é a oração. A oração sustenta qualquer tipo de caminhada. Oração convicta, piedosa, realista e, principalmente, humilde.
A humildade é a fonte de nossa segurança. Colocar-se humildemente aos pés do Senhor, falando-lhe todas as nossas dificuldades. Ele nos prometeu, nos Evangelhos, que nunca iria nos abandonar. Nunca!
25/08/2021
Eu ganhei de um antigo amigo um livro com 380 palavras cruzadas da série “Pic nic”, da editora Escala, que é o mesmo tipo das palavras cruzadas da Coquetel. Eu só faço palavras cruzadas da Recreativa. Ali as palavras são correlacionadas, dando assim mais chance de serem descobertas. O tipo dessa Pic nic ou da Coquetel traz muitas palavras soltas, que dificultam o descobrimento.
Nesse referido livro há três níveis: fácil, médio e difícil. É aqui que entra nosso assunto. O que significa ser fácil? E ser médio? E ser difícil?
Então eu percebi que o fácil, para mim era difícil, e o difícil era fácil. No difícil eu consegui fazer quase tudo, mas no fácil não consegui fazer nem a metade.
É muito relativo essa história de fácil e difícil. Depende muito do conhecimento da pessoa. Um médico, por exemplo, que faz operações delicadíssimas, pode achar difícil assar carne. Uma dona de casa, que acha facílimo assar carne, não tem nem ideia de como se faz uma operação dessas.
Isso me levou também a meditar no fato de que nós não temos motivo algum de sermos soberbos, orgulhosos. Nos orgulhar do quê? Muitas pessoas conseguiram estudar porque os pais ganhavam o suficiente. Alguns, que conseguiram galgar o penhasco da glória, quase se mataram para ganharem um pouco de dinheiro a fim de poderem estudar. Outros nem precisam disso: têm dinheiro o suficiente para viverem toda a vida sem fazer nenhum trabalho.
Cada pessoa é sábia naquilo que aprendeu a fazer, naquilo em que viveu sua vida. Não podemos humilhar ninguém nesse sentido. Uma determinada mulher pode ser analfabeta, não saber nem distinguir o seu país de outros países, por exemplo, mas pode saber fritar um bolinho que ninguém mais consegue.
Quando eu era jovem (há muito tempo!) eu gerenciava um bar-mercearia. Era como qualquer outro, mas havia uma particularidade: minha mãe fazia coxinhas de frango e outras frituras semelhantes para vender no balcão e eram especiais, inigualáveis (até hoje tenho saudade das coxinhas que ela fazia). O resultado: nosso bar-mercearia era o mais frequentado do bairro. Até hoje eu acredito que esse tipo de estabelecimento deve ter algo que só nele se encontra, a fim de poder subsistir, atualmente, diante de tantos concorrentes.
Moral da história: só Deus é perfeito. Só Ele sabe fazer tudo com perfeição. Nós somos limitados. Cada um de nós sabe fazer bem alguma coisa, e se nos unirmos na ação, tudo melhora e fica perfeito, pois cada um vai fazer e aquilo que faz com perfeição. Agirmos de modo individualista só estraga o resultado, que nunca será perfeito. Se quisermos fazer bem uma coisa, contemos com a cooperação de outras pessoas. O individualismo leva à imperfeição. Nossa vocação é agir de tal modo que “Deus seja tudo em todos”, como diz S. Paulo num de seus escritos (1Coríntios 15,28).
1- Parafraseando Descartes (Penso, logo existo): Tenho problemas, logo existo.
2- “À custa de tanto repetir que Deus necessita dos homens e que a Igreja necessita de militantes, eu acabei por acreditar nisso. Agia sempre às corridas, de uma ocupação a outra, de uma cidade a outra, de uma reunião a outra. A oração era apressada, as palestras agitadas, o coração ingrato. Após 25 anos, percebi que sobre os meus ombros nada se firmava e que a coluna era falsa, postiça, irreal, criada pela minha fantasia, pela minha vaidade. Tinha caminhado, corrido, falado, organizado, trabalhado, julgado suster alguma coisa; na realidade, todavia, não sustivera coisa alguma”. Carlos Carreto, Irmãozinho de Jesus de Carlos de Foucauld.
3-“ A pura vida contemplativa facilmente nos leva demais para a inatividade ou, o que falando nos devidos termos é ainda pior, a nos absorver com atividades objetivas e relativamente fúteis, ameaçando a perda de uma visão acurada. Por outro lado, uma vida puramente ativa nos leva, mas dia menos dia, à superficialidade e à ignorância e, finalmente, a um ativismo estéril”. Bernardin Schellenberger, monge trapista alemão exclaustrado e pároco de uma aldeia de periferia na Alemanha.
4- “Eu não acredito que uma pessoa que passa horas a fio diante de uma tevê, possa ter disposição para se entregar à oração”. – René Voillaume, Irmãozinho de Jesus de Carlos de Foucauld.
5- “As pessoas se entopem de barulho para não ouvirem seu coração”. J.Lechek.
6-“Quanto mais conhecemos os homens, menos os amamos. Quanto mais conhecemos Deus, mais nós o amamos”. Cura D’Ars
7- “Nossa Senhora e os anjos não podem consagrar a hóstia, nem nos absolver dos pecados. O padre pode”!- Cura D’Ars
8- “As palavras da Consagração que um padre pronuncia, de um pedaço de pão faz um Deus. É mais do que criar o mundo”! – Cura D’Ars.
9- “ O fio de cabelo que nos prende a Deus é a humildade “ – Santa Teresa de Jesus.
10-“Contemplação e pobreza são inseparáveis”. Carlos Carreto.
11- “Se a uma Igreja lhe faltar a opção pelos pobres, essa Igreja não é mais Igreja de Jesus”.- D. Pedro Casaldáliga, sobre o ecumenismo.
12- Seja qual for o desfecho de minha história atual, vou poder dizer, e isso é o meu consolo e minha única certeza: Deus sempre vai me amar!
OUTRAS FRASES DE DIVERSOS AUTORES PARA MEDITAÇÃO.
1- Pe. Ponciano, de Aparecida - “A oração diminui e anula a distância entre nós e Deus.”
2-Sto Inácio de Antioquia (6ª. Feira da 17ª semana comum):
Sobriedade; tolerância; oração incessante; pedir mais sabedoria; vigiar; falar a todos a Palavra de Deus; suportar as fraquezas dos outros; não se cura a tudo com a mesma pomada; acalmar com os orvalhos os ímpetos febris; ser prudente e simples; ser sempre calmo.
3- Brasil Cristão – revista de dez. 2009, pág. 26: “Se você sabe que faz a vontade do Pai, nenhuma dificuldade tirará a sua paz!”
4- Teilhard de Chardin, do livro Hino do Universo, págs 16-17: “Do elemento cósmico em que se inseriu (pela transubstanciação na Consagração da Missa), o Vergo age para subjugar e assimilar a si todo o resto (...) A Hóstia é semelhante a uma fornalha ardente de onde sua chama se irradia e se espalha (...) A vontade divina só me será revelada à medida do meu esforço”. Como Jacó em Gn 32,27, só tocarei Deus se eu me deixar vencer por Ele. O egoísmo, a avareza, o individualismo, nos fecha a qualquer amorização.
5- Só é livre para fazer algo quem está livre de outras coisas.
6- Kant: “Só somos livres se nos dominarmos, se nosso espírito for livre”.
7- Sta. Rosa de Lima: “Sem cruz, não há caminho que leve ao céu”
8- Sto. Agostinho (of. Leit ofício da memória) “Não me mudarás em ti ao me receberdes em comunhão (diz Jesus), mas tu te mudarás em mim”.
9- Pe. Fernando Cardoso (03/09/2010)- Características de umpadre:
1-oração
2-pregar sempre a si mesmo por primeiro
3- ser litúrgico
4- pregar a todos e desinteressadamente
5-Em primeiro lugar se “ALIMENTAR” de Deus para transbordar aos demais.(Ver no YouTube))
10- Medjugorje: “Somos apenas viajantes nesta terra”
11- Sobre a fantasia- ver na 4ª f. 4ª semana comum de Diádoco (neste site, nos textos ou no site da liturgia das horas).
12-Santa Faustina: Não adianta pensar no passado, nem se preocupar com o futuro. Só temos o momento presente.
13- Santo Agostinho (6ª f. 13ª Semana Comum,Of. Leit): Que fez esse homem para merecer “ser assim assumido na unidade da pessoa pelo Verbo coeterno como Pai e ser o Filho Unigênito de Deus? O que fez para merecê-lo? (...) Pela ação do Verbo, ao assumi-lo, este mesmo homem, desde que começou a existir, começou a ser o Filho único de Deus!” (ou seja, sem mérito próprio algum).
14- “A oração deve ser sem gritaria” (S. Cipriano, 11º domingo comum) .
15-”Quando Deus for tudo em todos, não haverá mais desejos, pois Deus é tudo o que uma pessoa pode possuir “ (Ra f. Da 4ª semana da Páscoa,of. Leit.).
16- “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir, em cada rosto de pobre, à procura de teu rosto!” (Jeremias 20,7 e D. Pedro Casaldáliga).
17- Nossa oração incessante e contínua nos prepara para recebermos aquilo que pedimos (Sto. Agostinho, 29º domingo comum)
18- “É melhor mancar no bom caminho que correr fora dele” (Sáb 9ª sem. Comum, of. Leit).
19- “Estulto (bobo, idiota) seria o viajante que, detendo-se no caminho a contemplar as risonhas campinas, esquecesse o fim de sua viagem” (S. Gregório Magno, 4º dom. Páscoa of. Leit)
20-Falar várias línguas é ter várias virtudes, como a humildade, a paciência, a obediência (of. Leituras da festa de Sto. Antônio de Pádua,13 de junho)
21-Se não abandonarmos a vida reta, mesmo calados estamos orando (Sto. Agostinho, sáb. 5ª semana Páscoa, of. Leit.).
22-”Nós pedimos ao Pai:'Pelo vosso Filho Jesus Cristo'. Maria, porém pede : 'Pelo nosso filho Jesus Cristo', que faz toda a diferença no pedido! “ (Pe. Zezinho, 08/10/2010, TV Aparecida).
23- “Ostra feliz não faz pérolas” (Coletada por Rubem Alves. A pérola é consequência dos atritos que o grão de areia produz quando penetra na ostra).
24- Uma pessoa deu à sua inimiga uma lata de cocô. Esta lhe retribuiu com uma caixa de queijo, que ela fabricava em seu sítio, com um bilhete: “Cada um presenteia com o que tem de melhor! (Do livro de Rubem Alves)
25- Mais importante que a potência da lâmpada é o que ela está iluminando. Uma lâmpada de 100 watt pode estar iluminando um monte de esterco, e uma de 40 watt, um buquê de flores.(idem)
26- Ser absoluto nos faz obsoletos (Pe. Zezinho, em seu programa diário na TV Aparecida).
27- S. Cipriano, 1º sábado do Adv.- Não se deixar vencer, não desanimar da luta.
28- Pe. Fernando Cardoso: “Deus se deixa frustrar por um momento, mas não para sempre!”
29 -ALGUNS PENSAMENTOS do livro de Márcio Mendes “Vencendo Aflições, alcançando milagres”. Ed. Canção Nova, 30ª edição, fev. 2010.
pág.14: Deus não desistiu e nunca vai desistir de nós.
pág. 16: Às vezes jogamos fora coisas preciosas de nossa vida.
Pág. 22: Nunca devemos desistir, por mais impossível que pareça a solução dos problemas. Melhor do que falar de Deus, é falar COM Deus.
Pág. 24: Para rezar melhor, é preciso rezar mais.
Pág 27: A tristeza que agrada a Deus é a do arrependimento. “O sofrimento suportado com alegria é um poderoso exorcismo”.
Pág.56/57: Os pecados, mesmo perdoados, nos deixam profundas cicatrizes.
Pág. 61-65: Devemos arrancar sem piedade do coração tudo o que desagrada a Deus, ou seja: para beber vinho, tire antes o chá ou o café que está no copo.
Pág. 71-72: Nunca devemos compactuar com pessoas que pecam, ou seja, nunca devemos aprovar o pecado alheio.
Pág. 114/115: Não se auto condene. Perdoe-se!
30- “A grande traição ou tentação ao Evangelho, por parte dos seguidores de Jesus, é desbastar o Evangelho em suas exigências a tal ponto que caiba em todas as partes e se ajuste em qualquer projeto de vida” (“Vida Religiosa”, de Felicisimo Martinez Diez, pág. 93).
31- Todo vício tem o seu remédio e a virtude contrária (...) mas a vanglória (...) é a única que não tem virtude contrária que a combata. Ela se insinua nos atos mais santos; e até na própria humildade, se não se estiver prevenido, ergue, soberta, a sua tenda (...) A vanglória é chamada pelos santos “o caruncho da santidade.” (São Padre Pio de Pietrelcina).
32- O Deus dos excluídos é o Deus dos que vivem nas condições mínimas de liberdade, ou por não exercer, dadas as condições restritivas do uso do seu sentido e significado na determinação de sua própria existência “ ( “A Revelação de Deus a partir dos excluídos” , Pe. Vítor C. F. Pág. 112).
1-Jer 7,11- Vocês pecam, matam, e depois vêm ao templo oferecer sacrifícios e voltam para casa, achando que podem continuar a pecar!
2- Mc 11,24- “Tudo quanto suplicardes e pedirdes, crede que já o recebestes e assim será para vós.”
3- Mc 11,25- “Quando estiverdes orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai que está nos céus vos perdoe as vossas ofensas”.
4- Gn 18,37- Se Abraão tivesse continuado a oração, talvez Deus perdoasse a cidade mesmo que lá não houvesse 10 justos. Em Jer 5,1, pede para tentarem achar em Jerusalém um só justo e Deus perdoaria a cidade.
5-Lucas 11,10: Quem pede, recebe.
6- João 14,6: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”
7- Isaías 49,15-16:- “Eu nunca te esquecerei”, diz o Senhor.
8- Provérbios 15,17:- “Mais vale um prato de verdura com amor do que um boi cevado com ódio”.
9- Mateus 12,30:- “Quem não está comigo, está contra mim”.
10- Eclesiástico 2,1-6:- “Se te ofereceres para servir o Senhora, prepara-te para a prova (...) não te apavores (...) une-te a Deus e não te separes (...) Aceita tudo o que te acontecer (...) sê paciente nas humilhações (...) o ouro se prova no fogo, e os eleitos, no cadinho da humilhação. Conserva tua confiança na doença e na pobreza. Confia no senhor e Ele te ajudará. Endireita teus caminhos e espera nele”.
11- Oséias 2,16-17: “Vou levá-la ao deserto e aí lhe falarei ao coração. Aí lhe devolverei as videiras, e o vale das desgraças se transformará em portas de esperança.
12- Miquéias 7,19- Deus jogará no mais fundo do mar os nossos pecados.
13- Salmo 138,8-9:- “Completai em mim, Senhor, a obra começada! Vossa bondade é eterna!”
14)- Mateus 20, 1-16:- O dono do campo deu uma moeda para cada um, no final do dia: o amor de Deus é infinito e pleno, não faz diferença entre uma pessoa e outra: Deus nos ama por igual e infinitamente. Vamos continuar, no céu, a intensidade de amor com que o amamos aqui na terra. Aí é que está a diferença: no nosso amor por ele, e não no amor dele por nós.
15-Jeremias 12,5b- Se não nos sentirmos em segurança no nosso dia a dia, muito menos a sentiremos nos dias de tribulação!
16- Eclesiástico 3,20 (grego 18):- “Quanto maior fores, mais humilde deves ser”
17- Salmo 61 (62), 2-3:- “Só em Deus minha alma tem repouso”.
18- Tiago 2,13:- “ A misericórdia triunfa sobre o juízo” (ou seja: se tivermos misericórdia, o juízo final vai ser mais ameno para nós).
19- Provérbios 16,20: 'Quem escuta a Palavra do Senhor com atenção, encontra a felicidade”.
20- Provérbios 17,22:- “Coração alegre, corpo contente; espírito abatido, ossos secos”.
21- Eclesiástico 30,22-27- (Grego 21-25): A alegria é a vida do homem e aumenta a sua vida.
22- 1Coríntios 10,13: “Deus não permitirá que sejais tentado acima de vossas forças”.
23- Salmo 94,11:- “Deus conhece os nossos pensamentos”.
24- Colossenses 2,15-3,4: Muitos ensinamentos não são divinos, mas humanos.
25- 2Cor 2,12-3,6: Somos o perfume de Cristo.
26-2Cor 9,1-15:- “Deus ama quem partilha com alegria.
27- Sofonias 1,1-7:- “Silêncio diante do Senhor Deus!”
28- Isaías 56,10: Não devemos ser sentinelas cegas, nem cães mudos! S. Gregório desenvolve esse tema no ofício das leituras do 27º domingo comum (ver site no início desta página)
29- Lucas 11,24-26 – O recalque é como esses sete demônios que voltam à pessoa com maior força.
30_ 1 Pedro 5,8:- É impossível ser glutão e homem de Deus ao mesmo tempo! Santo Antão viveu no deserto, penitente, e morreu com 104 anos!
31- Romanos 8, 17-18:”Os sofrimentos da vida presente não têm proporção com a glória que deverá revelar-se em nós”. E 2Cor 4,17: “A presente tribulação é momentânea”.
32- Sabedoria 11,24-25:- Se Deus odiasse algo, não o teria criado!
33- Efésios 1,4:- Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis.
34- Salmo 55,9:- “De minha vida recolheste cada lágrima”. Vers. 4:- “Quando o medo me invadir, ó Deus Altíssimo, porei em vós minha confiança!”.
35- Isaías 65, 17: “Jamais lembrarei as coisas passadas!”
36-"Deus enxugará toda lágrima dos nossos olhos".(Apoc 21,4)
Trechos selecionados por assunto:
1- SOBRE A SANTIDADE
“Sede perfeitos (...) como o Pai celeste é perfeito”. (Mt 5,48)
“Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lev 19,2; Lev 11,44; Lev 21,26; Lev 20,7;Êx 22,30; 1ª Pd 1,16; )
“Para que o sirvamos em santidade e justiça” (Lc 1,75)
(Deus, o Pai) “Nos escolheu em Cristo, antes da construção do mundo, para sermos em amor, santos e imaculados a seus olhos” (Ef.1,4)
“A vontade de Deus (...) é a vossa santificação (...) Deus não nos chamo à impureza, mas à santidade” (Tess 4,3.7).
(...)”Vai e de agora em diante não pequeis mais”(João 8,11)
“Filho, dá-me teu coração e faze que teus olhos aprovem e gostem dos meus caminhos” (Prov. 23,26).
“Na Cidade Celeste não entrará coisa alguma impura nem quem cometa abominações e diga mentiras, mas somente os que estão escritos no livro da vida do Cordeiro” (Apoc 21,27)
“Por isso, caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre imaculados e irrepreensíveis na paz” (2ª Pd 3,14)
“O Senhor (...) usa de paciência convosco. Não deseja que ninguém pereça. Ao contrário, quer que todos se arrependam” (2ª Pd 3,9)
“Vigia, (olha) por ti mesmo e pela instrução dos outros com insistência. Assim fazendo, hás de salvar a ti mesmo e aos que te ouvirem”.(1ª Tim 4,16).
“E disse para ela: Os pecados te estão perdoados(...) A tua fé te salvou, vai em paz!” (Lc 7,48.50).
2- ACEITAR-SE
“A verdade vos libertará” (João 8,32).
(...) “Deus é Deus de lealdade e não de falsidade” (Dt 32,4).
(...) “Justos e verdadeiros são teus caminhos, ó Rei das Nações!” (Isaías 11,5).
“A justiça será o cinto de seus quadris e a fidelidade (A verdade), o cinto de seus rins” (Isaías 11,5)
“Estas são as coisas que deveis fazer: falai a verdade uns com os outros”.(Zc 8,16).
“Por isso renunciai à mentira. Cada um diga a verdade ao próximo” (Ef.4,25)
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14,6)
3- TRECHOS SOBRE A ORAÇÃO
“Para mostrar que é necessário orar sempre, sem nunca desanimar, Jesus contou uma parábola.(...) Digo-vos que em breve (Deus) lhes fará justiça (àqueles que pedem com fé). Mas quando vier o Filho do Homem, encontrará fé na Terra?” (Lc 18,1.8)
O amigo importuno :- se um amigo vier lhe pedir pão de madrugada e insistir, você acabará lhe dando o pão só para que ele não o importune mais, se não for por causa da amizade. Se isso acontece entre pessoas humanas, quanto mais Deus não nos dará o que lhe pedimos com insistência, se o que lhe pedimos for para o nosso bem? (Lc 11,58)
O fariseu e o publicano: O publicano nem entrou no templo, pois era considerado impuro pelas autoridades, mas apenas ficou na porta, humildemente, implorando o perdão de seus pecados, de cabeça baixa. O fariseu, imponente, rezava julgando o publicano, “fazendo média” com ele. Jesus disse que o publicano saiu perdoado, mas o fariseu, além de não ter sido perdoado, saiu com um pecado a mais. A oração deve, pois, ser insistente, mas humilde e confiante. (Lc 18,9-14).
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas e tu não quiseste! Tua casa ficará deserta! “ (Mt 23,37-38).
“ Ó Deus(...) a ti procuro, de ti tem sede minha alma; minha carne por ti anseia, como a terra ressequida, sedenta, sem água!” (Sl 63(62),2
“O Senhor é meu Pastor: nada me falta! Em verdes pastagens me faz repousar, conduz-me às fontes tranquilas e reanima minha vida” (Sl 23(22) 1-3a).
“O homem que confia no Senhor será como uma árvore plantada junto da água, que lança suas raízes para a corrente; não teme quando chega o calor; sua folhagem permanece verde; num ano de seca não se preocupa e não pára de produzir frutos" (Jer 17,8 e Salmo 1).
"Mesmo que alguma mãe se esquecesse do filho que gerou, eu não te esqueceria! Eu e tatuei na palma de minhas mãos!" (Is 49,15-16)
"Eu nunca te esquecerei!" (Is 44,21c)
"Eu te amei com um amor eterno, por isso conservei meu amor por ti!" (Jer. 31,3)
"Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos juntos" (Apoc 3,20).
"Eu te aconselho a comprares meu ouro provado no fogo, para te enriqueceres, e vestes brancas, para te vestires e não aparecer a vergonha de tua nudez, e colírio, para ungir teus olhos, a fim de poderes ver. Eis que venho como um ladrão. Feliz quem vigia e guarda suas vestes para não andar nu e não serem vistas suas vergonhas".
28/12/2017
Evangelho Mateus 2, 13-18
Irmão e irmãs, três dias depois do natal, a festa dos santos inocentes produz em nós uma surpresa dolorosa, pois depois de tanta alegria e tanta doçura, ouvimos a narrativa da matança dos inocentes.
Herodes, enfurecido porque não conseguiu informação dos Magos, resolveu mandar matar todos os meninos menores de dois anos em Belém e seus arredores. Essa matança é a expressão mais repulsiva, da crueldade e da ambição pelo poder. Sabemos, por fontes não bíblicas, que Herodes foi um déspota que viveu assombrado pelo medo de perder o poder. Ele raciocinava apenas segundo as categorias do poder.
Suspeitava de todos, e sua suspeita era tão doentia que no ano 7 Antes de Cristo ele mandou matar seus filhos Alexandre e Aristóbulo e três anos depois eliminou mais um filho, Antípatro, também por se sentir ameaçado por ele.
Em contraste com as canções natalinas, ouvimos hoje o grito, o choro de Raquel. Ela chora seus filhos mortos e seu lamento é inconsolável. Ela mesma não quer ser consolada porque seus filhos não existem mais. O clamor da mãe desolada é como um grito dirigido a Deus. Mesmo que não queira ser consolada, a desolação da mãe é um pedido de consolação, que não pode ser dada a não ser por Deus. De fato, a única consolação da mãe é a vida dos filhos.
Somente a ressurreição pode superar a injustiça e revogar a constatação amarga dos filhos que já não existem. Por que celebrar os santos inocentes na Oitava do natal? Natal é uma festa bonita que nos faz contemplar o recém-nascido no presépio, nos faz tomar consciência do dom que Deus nos faz de si mesmo, de seu amor pela humanidade. A festa dos santos inocentes, porém, não quebra o clima natalino, pelo contrário, nos faz tomar consciência da seriedade do natal de Jesus.
O menino nascido em Belém é a Luz do Mundo. Mas as trevas imediatamente se opõe ,não quer ser iluminada por essa luz. A festa de hoje nos mostra essa luta, entre Luz e Trevas, Jesus veio vencer as trevas, mas sua vitória passa pelo sofrimento. A Festa de hoje nos adverte: hoje começa a realizar-se a Salvação. Nossa primeira atitude é a de reconhecer que precisamos da Salvação.
Não precisamos fingir sermos grandes pecadores e não o somos, mas precisamos confessar que em nós estão presentes as raízes do pecado. Em nós está presente o egoísmo que nos faz insensíveis ao sofrimento alheio, que faz ver o outro como adversário a ser eliminado. Nós temos a necessidade da luz, do salvador, para ver que Herodes ainda está vivo em nós e que precisamos do amor salvador para vencer o pecado.
Também nós podemos estar do lado de Herodes, podemos também nós agir como Herodes. Herodes está vivo, não só nos outros, mas também em nós. Está vivo quando o egoísmo se desenvolve socialmente, quer nas muitas formas de corrupção que se difunde de maneira capilar, quer na formação de organizações criminosas que ferem a dignidade da pessoa.
Essas organizações ofendem gravemente a Deus, prejudicam os irmãos e lesam a criação, revestidos de uma gravidade ainda maior, se tiver conotações religiosas. Herodes está vivo no drama dilacerante da droga, com a qual se lucra, desafiando leis morais e civis. Herodes vive na devastação dos recursos naturais, na poluição em curso, na indiferença e na insensibilidade pelas vítimas indefesas, das guerras esquecidas. Herodes prolonga sua colheita de inocentes na tragédia das vítimas da exploração do trabalho, nos tráficos ilícitos de dinheiro como também na especulação financeira que assume características nocivas para os sistemas econômicos e sociais, lançando na pobreza milhões de homens e mulheres.
Herodes continua sua obra de morte na prostituição que diariamente ceifa suas vítimas inocentes, sobretudo entre os mais jovens roubando-lhes o futuro. Herodes prossegue seu extermínio no abominável tráfico de seres humanos, nos crimes e abusos contra os menores. Herodes perdura na escravidão que ainda espalha o seu horror em muitas partes do mundo, na tragédia frequentemente ignorada dos imigrantes, sobre quem se especula indignamente na ilegalidade.
Será que Herodes pode se converter? Ainda temos tempo. Nós podemos nos converter, e é essa a mensagem do Natal: o pecador jamais deve se desesperar da possibilidade de mudar de vida. O Natal proclama uma mensagem de confiança para todos. Mesmo para aqueles que cometeram crimes hediondos porque Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva.
Que a Festa dos Santos Inocentes nos faça acolher o Salvador. Dele temos necessidade absoluta para que Herodes não continue a sua matança!
Dom Júlio Endi Akamine
16/10/2024
O padre, de boa vontade, chega meia hora antes ou até mais. Aos poucos alguns fieis entram na igreja para a missa do dia de semana.
Na paróquia que frequento, se houvesse 17 pessoas, contando com o padre e dois coroinhas, era muito.
Eis um pequeno trecho do que Vagner C.Da Silva compilou no blog: “A importância do Rosário”, sobre a Importância da Santa Missa:
(…)“na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor. A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador; é o Dom soberano do Seu amor.” São Tomás de Aquino
São João Maria Vianney disse: “Agradeçamos, pois, ao Divino Salvador por Ter nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós as ondas da divina misericórdia. A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade; de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece.”
Dizia Santo Agostinho: “Na hora da morte, as Missas a que houveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa, é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Em cada Missa, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Assistindo com devoção à Santa Missa, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam. Diminui o império de satanás sobre ti mesmo. Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível. Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte. Será ratificada no Céu a bênção que do Sacerdote recebes na Santa Missa.
E São Francisco de Assis dizia:
“Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Eucaristia e deslumbrado por essa clemência tão caridosa de Nosso Senhor (...)”
Também disse São Boaventura:
“A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz.”
São Lourenço disse:
“Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa.”
E São Jerônimo dizia:
“Nosso Senhor Jesus Cristo nos concede tudo o que Lhe pedimos na Santa Missa; e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-Lhe e que, entretanto, nos é necessário. Cada Santa Missa a que assistires, alcançar-te-á, no Céu, maior grau de glória.”
Também Santa Matilde:
“Todas as Missas têm um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo, com uma devoção e amor acima do entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação da humanidade.”
E afirmava São João Crisóstomo:
“Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos.”
E eu lhes pergunto: será que não vale a pena fazer uma forcinha para ir à missa do dia de semana sempre que pudermos?
(set 2016)
Ao meditar a Via Sacra deparei-me com uma coisa que resolve muitas de nossas dúvidas: se não podemos evitar a crucifixão de Jesus, como os que acreditaram nele e o seguiram na Via Crucis, pelo menos imitemos Verônica, enxugando seu rosto, confortando-o na caminhada para o Calvário.
Todos estamos também carregando a nossa cruz, seguindo Jesus, ao atendermos seu pedido: “Quem quiser vir após mim, pegue sua cruz e me siga!”(Mateus 16,24). Ele não disse: “Vá à minha frente”, ou “Vá ao meu lado”, ou mesmo “Vá em meu lugar”. Ele disse: ‘Venha após mim e me siga”! Ele abriu-nos o caminho, ele foi à nossa frente. É como a mãe que come uma colherada da sopinha que está dando ao filho para que ele veja como é gostosa e vai-lhe fazer bem.
Jesus disse, também, que se quisermos fazer-lhe algo, façamos ao pobre, ao necessitado. Aí está a nossa resposta: enxugamos o rosto de Jesus quando enxugamos os de nossos irmãos e irmãs desamparados.
Como fazer isso?
Ora, há tantos que sofrem por aí, aos quais nada podemos fazer além de consolar, confortar, diminuir os sofrimentos. Por exemplo, os doentes incuráveis. Tenho um amigo testemunha de Jeová que está com câncer e a quimioterapia está fazendo muito mal a ele. Eu sempre lhe digo: “Peça à Mãe que o Filho atende”! Ele sorri, mas eu sei que ele talvez nunca faça isso. Se fizesse, talvez Maria conseguisse para ele a graça da cura.
Se esperarmos o “poder” de curar todo mundo, tirar todos da miséria, reunir os separados, nada faremos! Nunca o conseguiremos!
Portanto, mãos à obra! Não hesitemos em animar os desanimados, dar algo para o faminto comer, dar um abraço nos solitários e tristes, chorar com os que choram... São Paulo não nos pede para fazer calar os que choram, mas sim, nos pede para chorar com eles! (Romanos 12, 15).
Sobretudo, que tal aprendermos a ouvir? Somos acostumados a falar sem ouvir! Quando alguém nos fala sobre sua dor de perna, em vez de o ouvirmos e nos condoermos, logo conseguimos encontrar em nós mesmos alguma outra dor maior do que a dor de perna dele e a comentamos!
O correto seria ouvir a pessoa, comentar a dor de perna dele, e, se fosse o caso, aí, sim, poderíamos exemplificar o fato com a nossa dor.
Muitas vezes a pessoa não quer soluções, mas apenas alguém para ouvir as suas queixas, alguém para desabafar suas mágoas! Só pelo fato de o (a) ouvirmos, ele (ela)sentirá uma melhora em seu problema.
Ser como Verônica! Ela não podia evitar a morte de Jesus, mas confortou-o com o que tinha às mãos: um pedaço de pano, segundo a bela tradição oral, recebeu a marca do rosto de Jesus.
Confortando os que precisam de um conforto, estaremos recebendo a marca da face de Cristo em nossa mente e em nossa alma, e isso nos dará a força necessária para pegarmos novamente nossa cruz, se a deixamos cair, e seguir Jesus no caminho do Calvário que, na verdade, é o caminho da Salvação.
Essas duas palavras, “Jesus-Cáritas”, que significa “Jesus-Amor”, eram usadas pelo Beato Carlos de Foucauld, o “Irmão Carlos”.(1858 -1916). Tinha sido alcoólatra, mulherengo e milionário, mas renunciou a tudo para viver no deserto do Saara, com o povo tuaregue.
Nunca entenderemos verdadeiramente quão grande e terno é o amor de Jesus por nós. Esse seu amor, diz o Zé, faz as grades da prisão ou outros sofrimentos parecerem nada! Procuremos entender “Qual é a largura e o comprimento, a altura e a profundidade do conhecimento do amor de Cristo, que supera qualquer conhecimento” (Ef. 3,17-19).
Esse amor de Jesus é mostrado no Evangelho em várias ocasiões e com várias pessoas diferentes. Com Judas, por exemplo. Jesus, traído, lavou os pés do seu traidor! (João 13,5). Judas poderia ter aproveitado o momento para voltar atrás e pedir perdão. O papa João Paulo I disse a esse respeito, que, enquanto o bom ladrão (São Dimas) obtinha o perdão de tudo o que fizera e entrava no céu, nesse mesmo tempo, Judas se enforcava por causa do desespero.
A santidade e o poder de Jesus foram sentidos pela mulher que sofria de hemorragia, ao tocar em suas vestes (Lc 8, 40), por São Pedro em Lc 5,8: “Afasta-te de mim, Senhor, que sou um homem pecador”, por Dimas “Lembra-te de mim quando estiveres em teu reino” (Lc 23, 42-43) e por tantos outros. Não teriam sido sentidos também por Judas, ao beijar Jesus? “Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?” (Lc 22, 48). Judas não confiou em Jesus como Pedro, que pediu perdão e foi perdoado: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo” (João 21,17). Pedro, noutra ocasião, recusou-se a abandonar Jesus, ele e os demais apóstolos. Desta vez, Judas ainda acreditava que poderia ser feliz sendo apóstolo: “Simão Pedro respondeu a Jesus: ‘Senhor, a quem iremos nós? Só tu tens palavras de vida eterna; e nós acreditamos e conhecemos que tu és o santo de Deus’” (João 6, 70).
Esses santos, como nós, lutavam submetidos a duas forças: uma que os elevava ao paraíso, mas outra que os rebaixava à materialidade, ao pecado. E como diz Rom 7, 23-25: “Pela razão eu sirvo à lei de Deus, mas pelos instintos egoístas, sirvo à lei do pecado. Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” (v. 19).
“Senhor, a quem iremos? Só tu tens palavra de vida eterna!” E digo com o salmista (Salmo 27, 4):
Em Hebreus 12, 4 é-nos aconselhado a reagir, mudar de vida, lutar até o “derramamento de sangue”, se for preciso, para vencer o pecado (Hb 12, 4). Como esse versículo incomoda! Ser tíbio, disse Jesus a Santa Faustina, é “permanecer na ilusão de que estamos no caminho certo, pecando e se confessando, sem uma mudança real de vida”. É como o doente que finge a si mesmo que é sadio e, assim, nunca procura o médico. É, aliás, o que sentiam os fariseus, tão criticados por Jesus.
Só com a oração e uma rígida vigilância é que conseguimos vencer a tibieza e não ofendemos a Jesus de maneira alguma. Jesus se queixa a Santa Faustina que nós o recebemos de manhã, na comunhão, mas à tarde já o ofendemos!
Vejo São Dimas, “o bom ladrão”, como um exemplo de como devemos “saborear” de corpo e alma a salvação oferecida a nós pelo coração misericordioso de Jesus. Eu acho que ele era um menor abandonado, que nunca teve o amor materno ou paterno. Precisou roubar para viver e acabou se acostumando a essa vida. Mas encontrou Jesus no final da sua vida e não deixou escapar a oportunidade (Lc 23, 39-43). O que deve ter impressionado Dimas, que reconheceu os próprios pecados e testemunhou que achava aquele homem (Jesus) inocente, foi o perdão que Jesus pediu para os seus algozes: “Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem!” (Lc 23, 34). Se Dimas tivesse se encontrado com Jesus antes, talvez fosse o 13° apóstolo. Muitos, na prisão, como Dimas, nunca tiveram a mão materna que lhes acariciasse, ou mesmo nunca sentiram a ternura e o acalanto da mão de Deus!
Nós temos a oportunidade de nos encontrar com Jesus no decorrer de nossas vidas. Muitas pessoas têm oportunidade, mas não se convertem, e até pioram! Entretanto, há outros que, aproveitando o fato de serem como que “os prediletos de Jesus”, por causa dos sofrimentos, abraçam essa oportunidade de redenção, purificação e “unção”. Eles são “ungidos”, em seu sofrimento, para uma nova vida, vida de alegre convívio com os que lutam por uma vida de santidade junto a Deus, uma vida nova de seres criados “à imagem e semelhança de Deus”. Todos, se quisermos, podemos viver com Jesus para sempre!
Muitas besteiras ou idiotices que as pessoas falam e fazem ou fizeram em seu passado, não são maldosas; são como “armaduras de aço”, que colocam para se protegerem dos perigos e para não deixarem que o amor os comprometa com a beleza de uma vida diferente, que não conhecem, ou até acham impossível, e por isso sentem diante dela uma total insegurança. É assim que eu entendo o porquê de sua insistência na “malandragem”.
Houve casos, numa prisão em que está um amigo meu, anos atrás, de pessoas que cortaram a cabeça do outro colega de prisão e jogaram futebol com ela. Como entender tamanha selvageria? É de se perguntar se um dia podemos colher algum bom fruto se fizermos algum trabalho com eles. Mas... podemos tirar frutos até dos espinheiros! O “figo da Índia”, fruto do cacto, é saboroso, mas tem muitos espinhos! Se tivermos paciência de tirar a casca cheia de espinhos conseguiremos saborear o fruto. E como tem sementes! Essas sementes podem, se plantadas, da outros bons frutos. Infelizmente a sociedade só vê os espinhos e não procura a parte boa desses frutos. Se conseguirmos mostrar a eles a misericórdia do Coração de Jesus, na certa mudariam. Jesus é todo misericórdia e bondade!
Precisamos todos dizer, todos os que sofrem, como São Dimas, “o bom ladrão”: “Senhor, lembra-te de mim quando estiveres em teu reino”. E Jesus, percebendo nossa sinceridade, nossos corações tão mal tratados e desprezados, tão humilhados e sofridos, nos acolherá e nos dirá como ao bom ladrão: “Em verdade eu te digo que (hoje mesmo) estarás comigo no paraíso” (Lc 23,42-43). Jesus pode, também, nos dizer como à mulher adúltera: “Eu também não te condeno; podes ir, e não peques mais” (João 8,3-11). Ou, ainda, como disse ao paralítico: “Teus pecados estão perdoados” (Mt, 9,2). Ou nos garantirá, como garantiu à pecadora, em Lc 7,47: “Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela demonstrou muito amor”.
Ao apelarmos para a misericórdia de Jesus, estamos, na verdade, apelando, hoje, para aquele que será nosso juiz no julgamento final. É como diz Santa Teresinha: “Sou como uma lebre que, para fugir dos cães que a perseguem, refugia-se, esperançosa, esperando ser bem cuidada, nos braços do caçador, dono dos cães”.
Sejamos como um perfume deixado em nós por Jesus, na comunhão, e perfumemos os demais. Consolados por Jesus, podemos também consolar os demais, como nos garante 2ª Cor 1,3-5.
Muitos não têm, infelizmente, ajuda psicológica e de reeducação, de que precisam. Por isso, têm de recorrer à oração, à paciência, à amizade, ao perdão e à misericórdia! É preciso deixar-se amar por Jesus! Ele nos amou primeiro, antes que existíssemos (Jer 1,5 e 1a João 4,19).
Deixemos Jesus entrar em nossa vida! Ele bate à porta. Se o deixarmos entrar, Ele irá entrar em nossa casa e ceará conosco, e nós com Ele. É a comunhão íntima e perfeita entre corpo, alma e divindade (Apoc 3,20): “Eis que bato à porta. Quem me ouvir e abrir para mim a porta, eu entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”.
Jesus nos convida a nos colocarmos sob sua proteção: “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do fardo e eu vos aliviarei” (Mateus 11,28). E Frei Carlos Mesters nos diz: “Deus é um Pai que nos ama com um coração de mãe”.
Os doentes, sofredores, moradores de rua, cegos, deficientes físicos, desempregados, num grupo, e os menores infratores, ladrões, assassinos, traficantes, prostitutas, garotos de programa, dependentes químicos, alcoólatras, num outro grupo. Há também um terceiro grupo de marginalizados da sociedade, que são os milionários e os ”ídolos” do cinema, música e tevê.
Essas pessoas todas se isolam em pequenos grupos e acabam não participando da vida comum da sociedade. Vamos nos ater aos pobres, que são marginalizados pelos ricos.
Jesus nasceu pobre, mas não na miséria, como tantos hoje vivem. Havia, no tempo dele, pessoas marginalizadas, como os doentes, leprosos, pecadores, possessos.
Jesus viveu a vida toda na classe pobre. Quando ele tocava algum marginalizado para curá-lo, não descia de classe, mas curava a pessoa e esta é que “subia” da classe dos legalmente impuros para a classe dos purificados.
O estudo pode ser um meio de se sair da marginalização, assim como o trabalho, quando feito por gosto e com sabedoria. Um faxineiro, por exemplo, com estudo, pode saber, melhor do que os que não têm nenhum estudo, como melhorar suas condições econômicas, financeiras e na sociedade, até que se forme e comece a exercer sua profissão. Ele se sobressai em qualquer coisa que faça.
Jesus não quer ver ninguém vivendo na miséria. Quando manda renunciar a tudo o que se possui, se preocupa com os que vivem na abundância e se desviam do bom caminho: acabam “descartando” Deus de suas vidas.
“Felizes os pobres em espírito” (Mt 5,3). O que é ser pobre em espírito? O Beato Carlos de Foucauld dizia: “Nós temos conosco, ao redor de nós, um Pai que nos ama com um amor infinito e que é Todo-Poderoso. E por que então estaríamos inquietos pelas coisas materiais? Que loucura”!
Diz mais: “Você é meu irmão, o que me pertence é seu; um pouco de lama ou de lã não me separará do meu irmão. Eu o amo, tome tudo o que você quiser; querendo você mais, tome mais, tome tudo, tudo o que eu tenho é seu, irmão bem amado. Eu o amo, tudo o que eu tenho é seu”.
Os continuadores do pensamento do Irmão Carlos de Foucauld foram o Pe. René Voillaume e a Irmãzinha Madalena. Eles diziam que o ideal de pobreza é a que vive um operário comum.
Atualmente penso que uma família deve ter possibilidade de possuir casa, automóvel, tirar férias, estudar os filhos, alimentar-se bem, ter possibilidade do lazer.
A vida de maior pobreza deveria ser seguida pelos (as) religiosos (as), mas, como diz Felicisimo (sic) Diez, as congregações religiosas deveriam “repassar” o dinheiro extra que entra para os pobres, em vez de embelezarem fazerem reformas sem fim nos prédios e pertences da congregação. Não basta que seus membros sejam pobres. A congregação também deve ser.
As congregações inspiradas no Beato Carlos de Foucaul vivem essa vida simples, mas têm poucas vocações. As Irmãzinhas de Jesus trabalham como operárias ou empregadas domésticas, ou faxineiras, ou em qualquer profissão pobre. Os Irmãozinhos de Jesus e os Irmãozinhos do Evangelho, idem. Vivem plenamente inseridos na vida do pobre.
Enfim, ser “pobre em espírito” é, mesmo com a capacidade de ganhar bem, renunciar parte disso para partilhar com os pobres e necessitados.
Nosso modo de vida deve ser de economia, nunca desperdiçarmos, vivermos de nosso trabalho, nunca às custas dos outros, evitando o que for supérfluo, o consumismo desnecessário, as falsas necessidades criadas pela mídia. Que nossa casa seja simples, mas confortável e nossas visitas possam sentir-se à vontade, sem aquelas manias de que não podem sujar isto ou aquilo, tendo que tomarem cuidado exagerado com a limpeza da casa. Havia uma vizinha de casa assim! Quando eu entrava na casa (eu tinha uns 10 anos), ela me seguia com a vassoura, varrendo meu rastro. O resultado é que nunca mais fui à casa dela.
Quanta gente viveu e vive a pobreza evangélica! Acreditemos neles! Foram pessoas felizes, sem traumas, sem depressões, numa paz e energia de ação social invejáveis!
Nunca podemos abandonar os marginalizados, sejam eles pobres ou ricos. Um doente, por exemplo, é um necessitado, mesmo sendo rico! Um dia não haverá mais necessitados, como diz S. Paulo, e “Deus será tudo em todos” e, como acrescenta Sto. Agostinho, não haverá mais desejos, porque Deus é tudo o que uma pessoa pode desejar!
Alguns dizem: “os pobres são assim porque são preguiçosos” A preguiça dos pobres muitas vezes vem da má alimentação. Não basta dar dinheiro, mas é preciso remover o empecilho que os impedem de viver uma vida mais tranquila.
Alguns vendem os alimentos recebidos pelas entidades sociais para comprarem drogas, cigarros, bebidas... É uma realidade triste, mas também um desafio real: transformar as más inclinações das pessoas. Tarefa difícil, que só se consegue com os mutirões de ações, em que todas as facetas das pessoas sejam abordadas. Os cursos rápidos de capacitação também são eficazes, como corte e costura, tricô, crochê, marcenaria, pintura, de pedreiro, padeiro etc.
Jesus nunca deu dinheiro aos pobres de seu tempo: deu-lhes alimento e a cura, para que pudessem ganhar o próprio sustento. Como diz o Pe. René Voillaume em seu livro “Irmão de Todos” (nós publicamos um resumo no site), Jesus curou apenas algumas pessoas, encontrou-se com algumas outras, mas nunca agiu para multidões. Aliás, ele próprio era pobre!
Outro problema é não dar apenas a promoção material, mas também e especialmente a espiritual. Não adianta nada promover o pobre e deixá-lo ateu ou sem a palavra de Deus! Seria bom que ele participasse de algum pequeno grupo da comunidade, onde poderia ser melhor ajudado e promovido. Aliás, precisamos tentar criar mais os pequenos grupos, a fim de que essas pessoas possam sentir-se bem, mais à vontade, do que na multidão.
Se assim agirmos, a luz de Deus resplandecerá sobre nós. Muitos pobres não frequentam a Igreja (com i maiúsculo e minúsculo) porque lá não se sentem à vontade. Essa é uma grande verdade!
O sistema evangélico é menos “pesado” que o católico e atrai, por isso, mais pessoas. Precisamos “desburocratizar” nossas comunidades, deixá-las mais acessíveis! Formar mais comunidades de base nos bairros! Aliás, temos muita coisa nesse sentido, mas quase não são conhecidas, ou muitas vezes limitam-se à ação política e acabam deixando a vida de oração de lado, muitas vezes passando a confiar mais na força física ou mental do que no auxílio divino. Se os evangélicos conseguem, por que não nós? Deus por acaso não é Todo Poderoso? Quem o segue pode passar fome? Ou você duvida?
Nunca praticar o aborto sob hipótese alguma! sempre preservar a vida em qualquer estágio.
Nunca odiar a quem quer que seja; sempre amar!
Nunca um cônjuge trair o outro; sempre ser fiel no casamento!
Nunca mentir, nem por brincadeira; sempre falar a verdade!
Nunca duvidar da bondade de Deus; sempre confiar em Deus!
Nunca duvidar do poder de Deus; sempre confiar no poder de Deus!
Nunca desanimar, seja qual for o problema; sempre estar animado!
Nunca deixar a oração; sempre rezar (orar)!
Nunca falar palavrões; sempre falar só o que for bom!
Nunca falar besteiras ou piadas sujas; sempre falar o que edifica!
Nunca buscar a riqueza; sempre buscar uma simplicidade de vida!
Nunca buscar o prazer ilícito; sempre praticar a sobriedade!
Nunca ofender a Deus nem ao próximo; Sempre tratar bem a Deus e ao próximo!
Nunca ser “porcalhão”; sempre praticar a higiene!
Nunca deixar de estudar; sempre estudar e ler coisas boas!
Nunca ficar ociosos; sempre fazer exercícios físicos!
Nunca se deixar viciar por nada; sempre vigiar para não cair nos vícios!
Nunca perder a serenidade, a paciência; sempre ser calmo e paciente!
Nunca zombar de quem quer que seja; sempre respeitar a todos!
Nunca ser preguiçoso; sempre ser ativo e trabalhador!
Nunca ser supersticioso; sempre confiar na presença de Deus!
Nunca comer ou beber demais; sempre ser sóbrio!
Nunca recalcar coisa alguma. Sempre se aceitar totalmente!
Nunca julgar ninguém; sempre ouvir antes de criticar!
Nunca deixar a luta; sempre lutar para ser santo!
(Pe. Fernando Cardoso)
O profeta Baruc insiste nas acusações contra o pecado coletivo, o pecado da comunidade dos judeus. A esse respeito, desejo fazer aos leitores a seguinte observação: Nossa Senhora, nas aparições dos últimos tempos – refiro-me àquelas aprovadas pela Igreja - sempre tem insistido na penitência, na conversão e na oração pelos pecadores, pois ela é advogada dos pecadores e consoladora dos aflitos. Nossa Senhora é Mãe, não apenas dos justos e dos cristãos em estado de graça, mas é Mãe também daqueles que se desviaram. É Mãe dos pecadores, daqueles que nunca se recordaram dela e dos que nunca pronunciaram seu nome nem jamais recitaram uma Ave Maria. Nossa Senhora, Mãe solícita de cada pecador, percebe melhor do que ele a pobreza em que se encontra - pobreza, pois o pecado na realidade é um nada.
O animalzinho racional que somos - chamados do nada à divinização apesar dos pecados cometidos - diz a Deus: “Não! Eu não quero ser divinizado, prefiro permanecer no estado animal e, dessa maneira, cava a própria ruína. Nossa Senhora, que do alto da sua glória, como Mãe, contempla toda essa tragédia, bate às portas desses corações e, se não encontra nenhuma resposta por parte deles, bate às portas dos nossos corações.
Tocados por Maria, queremos ir a Jesus, mas não desejamos caminhar sozinhos. Estendemos nossas mãos aos pecadores e continuamos a repetir a grande solidariedade que os uniu a Jesus. Santa Teresa do Menino Jesus, embora não estivesse entre os maiores pecadores, desejava, no final de sua vida, sentar-se à mesa com todos eles. Queria ir para o céu, mas não sozinha. O pecado contrário a tudo o que acabo de dizer recebe o nome de farisaísmo. É o pecado dos que rejeitam qualquer contato com os pecadores vulgares, uma vez que se julgam sem pecado, credores de Deus e superiores aos demais.
Convençamo-nos de que Jesus não veio a este mundo para redimir apenas pecadinhos sem grande estrago moral. Ele veio para todos os grandes pecadores, quaisquer que sejam suas faltas. Não há pecado, por maior que seja, que não possa ser dissolvido no detergente poderoso que é o Seu Sangue. O Filho de Deus também Se sentou à mesa em companhia de pecadores notórios e chegou a arrancar acusações fortes provindas daqueles que se julgavam sem pecado. Em certa ocasião, saiu em favor desses grandes pecadores, citando o Profeta Oseias: ”Misericórdia Eu quero e não sacrifício.”
Existem aqueles que carregam na consciência crimes nefandos, como tráfico de drogas, corrupção de menores, pornografia, prostituição, corrupção nos níveis econômicos e políticos. Nossos meios de comunicação os conhecem perfeitamente. De todos eles deseja Deus sinceramente a conversão, a fim de não os dever punir com a condenação eterna. Ele, hoje, os entrega às súplicas e intercessão de todos nós, para podermos tomar parte no drama de suas conversões.
13/11/17
Muitas vezes tenho sentido medo incrível do juízo particular, após a minha morte, e, por consequência, do juízo final.
A salvação é minha preocupação constante, e acho que também é a de muitas outras pessoas.
Entretanto, hoje ao meio-dia, ao ler a leitura breve da oração dessa hora, nesta segunda feira da quarta semana da Liturgia das Horas, minha mente e meu coração, de repente, como por inspiração divina, se aclararam. Meus olhos se fixaram no trecho ali determinado de Sabedoria 15,1.3: “Tu, nosso Deus, és bom e verdadeiro; lento para a ira, governas o universo com misericórdia. (...) Conhecer-te é a justiça integral, e reconhecer tua soberania é a raiz da imortalidade”.
Nós vemos Deus como um carrasco de espada em punho, pronto para decepar nossa cabeça a qualquer sinal de pecado. Que erro! Deus nos ama e nos quer com ele! Não está a fim de condenar-nos, a não ser se não quisermos ficar com ele.
Nada temos a perder! Por que tanto medo do inferno? Por que vivermos traumatizados ou com a síndrome do pânico por medo do nosso julgamento após a morte? Deus nos quer, nos ama e nos ajudará a vencermos nossos limites, pecados, manias, preocupações, ambiguidades! Ele é nosso Pai! Deixemos de vez o medo dele! Aproximemo-nos dele e ele sempre nos amparará.
O versículo 2, omitido na Liturgia das Horas, é este: “Mesmo pecando somos teus, pois reconhecemos tua soberania, mas não pecaremos, sabendo que te pertencemos”. Veja bem: mesmo com o pecado Deus não nos desampara, mas aguarda e “torce” para que nós nos arrependamos, a fim de podermos estar sempre com ele. Ele não nos forçará a entrarmos no céu. Mas é o que ele deseja, mais até do que nós mesmos desejamos.
Diz Efésios 3,20: “Deus é poderoso para realizar em nós muito além, infinitamente além de tudo o que nós podemos pedir ou conceber”.
É preciso mais do que isso para convencer você?
09/04/16-
Meu grande amigo, G.B.D., boliviano, morreu hoje, sábado, dia 09/04, de manhã. Tinha 76 anos.
Gostava de cantar. Estava preocupado porque não conseguia dar os agudos que sempre deu, e até foi ao médico. Infelizmente, morreu de um dia para o outro. Ficou doente há alguns dias, foi ao hospital, mas o mandaram de volta. Pensa-se que seja do coração.
Em janeiro eu copiei da internet (ele não sabia mexer com isso) algumas músicas: Granada, El Ruiseñol, Boemia, El Pastor, e outras desse gênero. Ele nem teve tempo de usufruir das letras!
Em nossas conversas, falava-me de sua juventude como guerrilheiro na Bolívia e países vizinhos. Como sobrevivera no sertão, sem comida, alimentando-se de bichinhos e insetos, e sem água.
Às vezes cantávamos juntos, caminhando na praça. Não morava com a família, mas tinha esposa e uma filha, já adulta. Quase não se viam, pois era separado da esposa.
Sempre me animava: ”Coragem! As coisas vão melhorar! Ânimo! Faça exercícios físicos!
Ele comia de marmita, comprada de um tipo de restaurante e me levava a carne de frango, quando vinha: detestava comer frango. Para compensar, eu levava pão para ele, de vez em quando.
Enviou, no ano passado, um HC ao Tribunal Superior de Justiça, pedindo para tornar hediondo os crimes feitos pelos políticos, sobretudo de roubo e desvio de dinheiro. Pediu para alguém colocar na internet, e soube estar com muitas assinaturas.
Há alguns dias reclamou de dores nos rins e no corpo. Como já disse, foi ao hospital, mas nada encontraram nele. O médico fez uma bateria de exames, cujo resultado não deu tempo para ele receber.
Hoje de manhã, às 6 horas, fui visitá-lo, pedi a bênção de Deus para ele e que Deus perdoasse todos os seus pecados. Em seguida fui fazer a minha Hora Santa diária e nem havia ainda terminado, quando soube que havia falecido. Fiquei agradecido a Deus por ter dado tempo de absolvê-lo de seus pecados.
Diz a bíblia que há amigos mais queridos que um irmão (Provérbios). Esse foi um deles. Senti muito sua morte, mas ainda “não caiu a ficha”. Nos próximos dias sei que vou sentir mais do que hoje sua falta. Entretanto, apesar de estar longe da família, ele morreu em paz, sem nenhuma ou quase nenhuma dor. Uma senhora vizinha dele é quem descobriu que ele estava morto, ao levar-lhe um pouco de café com leite e pão para o café da manhã. O corpo vai ser levado para outro Estado, onde sua família mora. Sua filha o vira no Natal.
Para quem ama a Deus e ao próximo, para quem luta pela liberdade, como ele lutou quando jovem, lá na Bolívia, a morte é tranquila, é como um sono, é uma passagem. O Gastón, decerto, vai rogar por mim, seu amigo, a Deus. Que ele já esteja no paraíso! É bom termos amigos verdadeiros, pois sem eles, a vida é tão vazia!
Eu acabara de escrever uma poesia quando resolvi escrever também este “devaneio”. Eis a poesia, e uma que eu já havia escrito, sobre a amizade:
- 09/04/16
MEU AMIGO GASTÓN (76 a)
Meu amigo acabou de morrer,
sua alma deve estar no céu!
Ele, que sempre soube viver,
sempre viveu “ao léu”.
Lutou pela liberdade,
boliviano guerrilheiro exemplar,
mestre da caridade,
amigo que sempre vou amar!
Pela manhã o visitei,
ele estava desanimado.
Com muita fé o abençoei
e pedi que Deus perdoasse seus pecados.
Voltei para casa amargurado,
uma hora depois, o desenlace!
Ouvi no fone, em tom marcado:
“Gastón morreu! Serenou-se sua face”!
Granada, El Ruiseñol,
você cantava no capricho!
Junto às cores do arrebol
nos agudos ou no “cochicho”.
Gastón, meu sempre amigo,
abrace Jesus por mim,
que ele seja sempre nosso abrigo,
um dia estarei aí, enfim!
MEUS AMIGOS
Não sei quantos amigos eu já tive,
não sei quantos ainda me restam,
apenas um ou outro ainda vive,
presentes quando as “ondas se encrespam”
Amigo verdadeiro é Jesus,
desceu das mordomias do céu,
nasceu para morrer numa cruz,
livrou-nos o do inferno fogaréu!
Amigo verdadeiro nos ama,
ajuda-nos a viver numa boa!
Ao ver-nos na sarjeta nos chama,
de ouvir-nos chorar, não enjoa.
Eu transcrevi algumas dessas músicas que copiei para ele. Estão na página AS MÚSICAS DE MEU AMIGO
18/02/2018
Um amigo meu me enviou este relato:
“Como você sabe, eu já estou velho e várias vezes me atrapalho um pouco para fazer algumas coisas que antes fazia com facilidade.
Sou viúvo, como você sabe, vivo sozinho, mas às vezes recebo visitas que querem trocar ideias comigo sobre elas mesmas ou sobre algum outro assunto, geralmente espiritual.
Ontem, sábado, após o almoço, resolvi jogar fora uns papeis velhos que há tempo eu guardo. Ou seja, dei uma limpada no meu armário de livros e cadernos. Joguei muita coisa fora, e a sala ficou toda suja de restos de papel picado e poeira. Nesse ínterim telefonou-me um casal perguntando se podia me visitar após a missa das 17 horas. Eu também ia a essa missa. Eu disse que sim, mas dei uma olhada naquela confusão que havia deixado e lembrei-me de que a mulher do casal é uma pessoa muito ordeira, e gosta de tudo em seu lugar e limpíssimo. Fiquei apavorado. Já eram quatro horas.
Parei com a minha cata de cadernos antigos e comecei a limpar a sala, pôr tudo no lugar, passar pano no chão etc. Já eram 16:30 h. Tomei banho rapidamente e aproveitei lavar o banheiro. Às 16:55 h, consegui me vestir. Naquela pressa toda, vi que ia chegar atrasado e falei para o meu Anjo da Guarda: “ um a zero para o demônio! Você não conseguiu fazer com que eu não me atrasasse!”
Vesti-me, e às 17 horas peguei o lixo todo que eu havia produzido e ia sair quando o saco de lixo se abriu e aquela poeira toda, misturada com o papel picado caiu ao chão da entrada da sala. Fiquei preocupado, mas não me apavorei. Aceitei o fato de que iria chegar atrasado à missa. Lembrei-me de que o padre não achava bom quando alguém chegasse atrasado e diz que quem chegar atrasado, não comungue, porque perdeu o Ato Penitencial. Voltei-me ao meu Anjo da Guarda e lhe disse: “ dois a zero para o diabo”.
Fui pegar calmamente a vassoura, a pazinha, e, ao varrer o lixo, lembrei-me de que a vassoura estava molhada: eu acabara de usá-la no banheiro. O lixo ficou todo emplastrado no chão. Desanimado, vi mesmo que só iria à missa para não cometer pecado, mas não iria comungar, e acharia um local bem no fundo para o padre não me ver. Olhei para o meu Anjo da Guarda e lhe disse: “Três a zero para o demônio”.
Finalmente consegui limpar mais ou menos o chão, coloquei o lixo num outro saquinho e saí para a missa, jogando-o no latão externo do prédio onde moro. Cheguei às 17:14h, pensando numa maneira de entrar para que o padre não me visse.
Ao entrar na igreja, para minha surpresa, o padre e os ministros estavam ainda próximos à porta, prontos para a procissão de entrada, que ainda não começara. Fiquei surpreso e envergonhado diante do meu Anjo da Guarda, que decerto estava rindo de mim naquela hora. Dei um tapinha nas costas do padre, que é muito meu amigo, e lhe disse: “Obrigado por atrasar-se”! Ele me olhou envergonhado, por estar começando a Missa atrasado, coisa que nunca fazia, e me deu uma desculpa: “Tive um casamento numa outra igreja”! Eu sorri e entrei triunfalmente na igreja, sem precisar me esconder, e pude comungar.
Logo que me ajoelhei para cumprimentar Jesus Eucarístico disse-lhe, envergonhado, mas ao mesmo tempo feliz por ter constatado a força do Anjo da Guarda:
“Senhor, agradeço-vos o ótimo dia que passei hoje e peço-vos perdão por não ter confiado no poder do meu Anjo da Guarda”. Aí eu me dirigi ao meu Anjo com essas palavras: “três a zero para você, e me perdoe. Nunca mais vou desconfiar de sua proteção”!”
(setembro 2016)
Meditando as 3ª. 7ª e 9ª estação da Via Sacra, vemos que Jesus caiu por três vezes e por três vezes levantou-se. Que necessidade tinha ele de levantar-se? Ia morrer de qualquer maneira! Tanto faz se ele morresse a caminho do Calvário ou lá em cima! Para quê levar uma cruz tão pesada?
Ele poderia ficar caído e deixar que o matassem ali mesmo. Duvido que sofreria mais do que sofreu levando a cruz até o fim. Você já pensou nisso? Pois eu pensei muitas vezes, e me admiro dele ter pegado a cruz, em vez de se deixar fazer o que quisessem ali mesmo no caminho.
Por que ele fez isso? Talvez para ensinar-nos a levar a cruz até o fim, sem desânimo, levantando-se sempre que cairmos. Ele não desanimou, não ficou caído no caminho, e nos incentiva a fazermos o mesmo. Sua misericórdia é infinita e sempre que quisermos nos levantar, nos estenderá a mão.
Mas... e quando nossos filhos caírem em alguma falta grave, em algo que prejudique sua vida futura, o que poderemos fazer? Que atitude tomar? Perdoar? Mandar embora de casa?
O método do “ Amor Exigente” diz que se o filho ou a filha não quiserem obedecer às regras da casa por causa de drogas, ou de alcoolismo ou qualquer outro motivo, os pais deveriam permitir que ele fosse embora até que, chegado ao “fundo do poço”, retornem, desejando a cura e disposto a obedecer às normas do lar.
Talvez isso seja o que o pai da parábola do filho pródigo fez: deixou ir embora. A diferença é que o pai, que na parábola representa Deus, ficou todos os dias olhando para o horizonte esperando que o filho resolvesse voltar. Ele queria estar ali, esperando-o. Tanto isso é verdade que ele estava ali, “de plantão” quando o filho voltou. Esse ato mostra que ele fazia isso diariamente!
Quando viu o filho, ao longe, correu ao seu encontro, beijou-o, abraçou-o, e mandou que o vestissem com roupas limas e pusessem nele as sandálias e o anel, sinais de dignidade e honra. Nem esperou que o filho pedisse perdão. O filho disse que pecara, mas não consta que pediu perdão. Queria ser recebido como um empregado. O filho mais velho, que nunca havia saído, não quis perdoar o irmão mais novo, não quis recebê-lo de volta.
Jesus não contou essa parábola em vão. Ele quis nos dizer que devemos ser como esse pai misericordioso, ou seja, respeitar a liberdade dos filhos, mas estar sempre prontos para receber os filhos de volta.
Isso é válido também para as pessoas em geral, como nossos amigos e colegas, ou no relacionamento patrão-empregado.
Quem de nós já não caiu alguma vez? Na certa, esperamos que nos tratassem com compreensão e com uma nova chance de recomeço. Por que, então, hesitamos tanto em fazer o mesmo com os outros?
É preciso, por outro lado, levarmos em consideração que o mesmo remédio não é eficaz para todos. Cada um deve ser tratado com suas próprias tendências, caráter, limites. Nós não somos iguais. O remédio não é igual para todos.
Devemos também lembrar que perdoar não é deixar sem punição. Podemos perdoar, mas também exigir uma retratação. Uma senhora teve a filha morta por um rapaz. Este não tinha família. Ela denunciou-o, ele foi preso, mas... sua única visita era a própria mãe da vítima que acabou convertendo-o e ganhando-o para Cristo e para a sociedade.
Sendo assim, pode ser que vamos piorar a situação se simplesmente mandarmos embora o filho faltoso.
A misericórdia que temos vem de Deus, que sempre nos acolhe e nos dá oportunidade de recomeço, de uma vida nova. Quantas vezes tivemos essa oportunidade?
O Amor Exigente tenta resolver o problema de um modo. cabe a você resolver, em conjunto com os demais da família (isso é importante) como vai resolver o seu problema.
(23/11/13)
Em Macabeus 6,8-13, lemos que o rei Antíoco, após a derrota, lastimou seus feitos malignos contra as pessoas. Dizem os versículos 12 e 13:
"Agora, porém, assalta-me a lembrança dos males que cometi em Jerusalém, quando me apoderei de todos os objetos de prata e ouro que lá se encontravam e mandei exterminar os habitantes de Judá sem motivo. Reconheço agora que é por causa disso que estes males se abateram sobre mim. Vede com quanta amargura eu morro em terra estrangeira!".
E 2º Macabeus 9,28 completa:
"Assim este assassino e blasfemo, no meio dos piores sofrimentos, do mesmo modo como havia tratado os outros, terminou a sua vida em terra estranha, nas montanhas, no mais lastimável dos destinos".
Essa é a leitura de hoje, sábado da 33ª semana do Tempo Comum par.
Sempre medito em como será a minha última hora de vida, se eu estiver consciente. Poderei até me arrepender dos pecados ou mesmo das orientações errôneas que eu tenho dado aqui e ali, mas nunca poderei refazê-las, não poderei fazer planos! Imagno a angústia que isso me fará sentir! É a diferença entre morrer em paz ou morrer angustiado!
Amigo(a) leitor(a), imagine-se também na hora da morte, como tantos santos faziam (alguns exagerados entravam nos túmulos do cemitério e ali se deitavam, para meditar). Quando eu faço isso (entenda bem, meditar sobre a morte, e não me deitar nos túmulos), sinto-me mais forte e corajoso para a luta, e na certa o mesmo acontecerá com você. Leia, se tiver tempo, a esse propósito, "O(a) eremita feliz", que publiquei com este artigo.
(Setembro 2016)
As fraternidades Jesus-Cáritas, baseadas no carisma do Beato Carlos de Foucauld, têm, em seu diretório, a orientação para que todos os seus membros façam um dia mensal de deserto.
Eu, pessoalmente, sempre tive uma dificuldade imensa de fazer o dia todo de deserto. Prefiro fazer, mais vezes, momentos de deserto, com duração de uma ou duas horas, ou mesmo a metade de um dia. Acho mais produtivo!
Quanto a fazer o dia todo, das 8 às 16 h, por exemplo, poderia ser feito nos dias de retiro e de assembleia das fraternidades e um dia por semana no mês de Nazaré.
Procuro fazer pelo menos a manhã de deserto aos sábados, e isso tem-me ajudado muito, nos últimos anos. Eu emendo o momento de deserto com a Hora Santa.
Não consigo me isolar do barulho de onde moro, nem ficar sozinho, mas o próprio Jesus teve que se acostumar a isolar-se mesmo no meio de muitas pessoas e confusão, como lemos em Lucas 9,18: “Estando Jesus orando A SÓS, no MEIO dos discípulos...” Ou seja, ele se isolou apenas mentalmente, mas continuou materialmente no meio da multidão.
Acredito que seja uma solução para os que não encontram um dia todo para isolar-se no dia de deserto, principalmente porque os momentos de deserto podem ser feitos mais amiúde.
(QUE NÃO ESTAVAM MORTOS) CONTO
Na vila em que eu morava havia um senhor muito conhecido na cidade. Certo dia ele morreu. Todos sentiram sua morte. Sua nora estava com um bebê de alguns meses.
No meio da madrugada ela olhou para o sogro e disse, desolada, meio fora de si: “Coitado! Morreu com a boca tão seca!”, destraidamente, espirrou um pouquinho de leite materno em seus lábios.
O “defunto” lambeu os lábios, sentou-se no caixão e disse, meio assustado com o ambiente, sem entender o que ocorrera: “Tô com fome!”. É desnecessário dizer que não ficou um só no velório!
O caixão usado na época (anos 50) para os pobres era de madeira tipo caixote, bem comum, com um pano roxo em lugar da pintura. O senhor acordado pelo leite guardou-o num quartinho de despejo e serviu para guardar suas ferramentas de trabalho.
Ele morreu de verdade muitos anos depois, num banco de jardim. Ficou lá por muitas horas: ninguém acreditava que ele estivesse realmente morto.
Outro caso desse tipo deu-se em Osasco: um padre, por sinal amigo meu, que era também advogado (já faleceu) fora fazer as exéquias de uma senhora, mas desconfiou que não estivesse morta. Fez alguns testes (do espelho. Não quis fazer a da alfinetada no calcanhar por medo que a mulher desse um pulo no caixão). Confirmada a suspeita, chamou um médico, que constatou que a mulher estava, realmente, viva.
O padre mandou levá-la ao quarto e fazer sumir o caixão e tudo o que parecesse velório. Horas depois a mulher acordou da catalepsia e tudo voltou ao normal.
Há ainda hoje alguns casos como esses, e aparecem na mídia. É preciso maior cuidado para que tal coisa não mais ocorra! Anos atrás disseram que um certo ator de televisão havia morrido mesmo só depois de enterrado, mas isso nunca foi confirmado nem provado.
Pelo sim e pelo não, estejamos sempre prontos para a morte, seja antes ou depois de sermos enterrados!
“Como poderia uma águia explicar a uma galinha como é voar nas alturas?” (pergunta o Frei Carlos Mesters). E agora pergunto eu: como poderia um peixe em desova explicar aos sapinhos que moram na nascente de um rio, do qual ele veio, como é viver na imensidão das águas do rio? Como você poderia ensinar um cego de nascença a distinguir as cores?
Da mesma forma, como poderia Jesus, que como Deus vivia no céu, nos mostrar a magnitude e a beleza do céu, da vida eterna?
Conversei ontem com um adventista que tentava me convencer que não devemos esperar nada mais do que está escrito na bíblia. Deus é aquilo que mostra a bíblia, ou seja: os maus vão queimar no inferno para sempre, inclusive o demônio, sem perdão, sem chance alguma. Eu tentei explicar-lhe que Deus é muito, muito, muito mais do que nos mostra a bíblia! Tentei lhe explicar que a misericórdia de Deus é infinita, e que para ele nada é impossível, mesmo a conversão e a felicidade eterna do próprio demônio!
A bíblia é inspirada por Deus, mas com palavras humanas, que não conseguem abranger toda a sua magnitude e divindade. É uma pequena parte da tradição oral. É a ponta do Iceberg que é o Reino de Deus.
Por mais que nossa imaginação tente, nunca vamos sequer imaginar a doçura, a paz, a suavidade, a grandeza da vida celeste.
Se conseguíssemos vislumbrar uma bilionésima parte do que é o paraíso, já estaríamos convertidos há muito tempo!
São João Bosco tinha sonhos proféticos. Um deles, por exemplo, foi o de que seria construída uma cidade no coração do Brasil (que sabemos hoje que é Brasília).
Certa noite ele sonhou com seu ex-aluno, São Domingos Sávio, que lhe mostrou, no horizonte, uma fagulha de luz que deixou S. João Bosco com os olhos ofuscados por uma semana. S. Domingos Sávio lhe disse, então, que aquele minúsculo foco de luz era infinitamente menor do que a luz de Deus, mas com ele se poderia iluminar o universo todo (Apoc 22,4-5)
Amigos (as, nossa mente, nosso coração e nossa alma devem ir muito além do horizonte bíblico para captarmos um pouquinho da misericórdia e da magnitude de Deus.
Jesus não conseguia mostrar com palavras essa realidade: usava parábolas. São Paulo disse que esteve no céu, mas não conseguia explicar com palavras o que vira. A coisa é séria e verdadeira! Tudo é possível para Deus, acreditem nisso!
A bíblia nos fala que quando Jesus disse ser mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu, os discípulos lhe perguntaram: “Então, quem pode salvar-se?” Jesus lhes disse:” Aos homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível!” (Mt 19,25-26).
Temos uma maneira pão -dura e mesquinha de ver os desígnios de Deus a nosso respeito. Como diz Isaías 55,8-9, “Com efeito, meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são os meus caminhos, diz o Senhor. Quanto os céus estão acima da terra, tanto meus caminhos estão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos”.
Isso me faz muitas vezes olhar as belezas do mundo como se fossem uma flor murcha, em vista da glória que Deus quer nos mostrar, e que vale a pena viver a santidade. Já S.Paulo dizia que para ele tudo era lixo (esterco) em vista do que Deus estava preparando no céu. E você, o que diz?
"Muito Além do Horizonte" em poesia
Estou chegando.
Meu horizonte se aproxima.
O caminho está terminando.
As cores, se esmaecendo.
Meus cabelos, rarefeitos.
Minha boca, várias próteses.
A pele amassada,
inchada,
enrugada,
com pintas da velhice.
A música já não me comove.
O ocaso já não me atrai.
O riso já não me faz rir.
As ausências... já não me toco..
Meus olhos... como falham!
Os sofrimentos que me aprisionam...
não mais me aprisionam tanto.
Os amigos... diminuíram.
Os inimigos... eu os ignoro.
As ambições... se enferrujaram.
Meu time predileto...
... Eu tinha um time predileto?
Não me lembro!
Hoje (12/02/12) a Whitney Houston morreu!
Mas... quem era mesmo essa cantora?
Meu horizonte se aproxima.
A vida eterna está chegando para mim.
Aguardo esse sublime instante,
Esse bendito horizonte,
Essa viagem de encontro com o Cordeiro Imolado,
Esse ponto de núpcias entre os dois horizontes,
para ser realmente feliz,
para ver muito além deste meu pobre horizonte,
para vislumbrar maravilhas que nem a bíblia,
nem mesmo Jesus conseguiram definir com exatidão:
elas vão muito além de qualquer palavra humana ou divina.
A única imagem que tenho, é a que,
além deste horizonte,
brilha não mais este sol que me queima agora,
mas a infinita Luz de Deus! (Apoc. 22,4-5).
(12/02/2012)
(24/07/2015)
“Mundo, mundo, vasto mundo, seu eu me chamasse Raimundo, seria uma rima, não uma solução” (Carlos Drumond de Andrade).
Minhas avós me paparicavam muito. Uma delas era professora rural e a outra, professora de crochê e tricô. A primeira, portuguesa; a outra, italiana.
Nasci no final da segunda guerra mundial. A fome grassava no mundo, mesmo no Brasil. O que nos salvou é que nossa vida era muito simples. Usávamos balas de mel como açúcar, pois não havia esse produto em lugar algum.
Que mundo é esse em que fui colocado por meus pais e por Deus? Sofrimentos, guerras, maldades, prazer pelo prazer, fome, doenças, injustiças, violência!
“Nada te perturbe”, dizia Santa Teresa de Jesus. Como não me perturbar? Até tirei um site do ar por ter esse nome. Comecei a perceber que no mundo de hoje não há como ficar alienado da vida. Mesmo quem segue a vida contemplativa não pode descuidar dos pobres e das injustiças. Os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres. Os ricos não se saciam! Querem cada vez mais! Veja os escândalos do ano de 2015, como o da Petrobrás!
Por que tanto luxo, tanto dinheiro? Eu não tenho coragem de pagar 200 reais por uma garrafa de vinho, por exemplo. Mas tem gente que tem... O paladar do vinho sempre vai ser o mesmo, seja barato ou caro. Se não , não é mais vinho!
Diz Amós 3,15: “Derrubarei a casa de inverno como a casa de verão; as casas de marfim perecerão, e as grandes casas serão destruídas, diz o Senhor”! E em 6, 1-6: “Ai dos que (...) dormis em camas de marfim e vos espreguiçais sobre o vosso leito (...), que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente perfume, mas não vos afligis com a ruína de José!”
O mundo está sendo conduzido ao autoextermínio. Não vamos ver isso, mas talvez o vejam nossos netos ou bisnetos. Entretanto, ainda resta uma esperança! A nossa conversão, a nossa mudança de vida, para uma vida mais simples, sem grandes riquezas, sem roubos, sem violências, sem vícios desenfreados, com muita misericórdia no coração. “Que a sensatez e a misericórdia corram como um rio perene!” (Amós 5,24).
O mundo que temos aí é visto como um paradigma: “não podemos mudá-lo”, dizem os conformistas. Acham que o mundo não pode ser mais justo e mais irmão.
O conceito que temos do mundo é um mundo desprovido de paz, de harmonia, de amor.
Muitos têm preconceito de tudo o que não entra em seus padrões construídos pela própria educação que receberam!
23/05/2013
A 1ª leitura da missa da quinta-feira da sétima semana do tempo comum ímpar, é Eclesiástico 5,1-8, deveria ser meditada por nós com muita seriedade. Une-se, talvez, com Isaías 55,6-7:
"Procurai o Senhor enquanto ele se deixa encontrar, invocai-o enquanto ele está perto. Abandone o ímpio seu caminho, e o homem mau, seus pensamentos, e volte ao Senhor, pois terá compaixão dele, ao nosso Deusk, porque é rico em perdão".
Eclesiástico 5,5-7: " Não sejas tão seguro do perdão para acumular pecado sobre pecado. Não digas: 'Sua misericórdia é grande para perdoar os meus inúmeros pecados'"; "Não demores a voltar para o Senhor e não adies de um dia para o outro".
Diz também Jeremias 7,1-11, principalmente os versículos 9-10:"Roubar, matar, cometer adultério, jurar falso, queimar incenso a baal, correr atrás de deuses estrangeiros, que não conheceis, depois virdes e vos apresentardes diante de mim, neste Templo onde o meu nome é invocado e dizer: 'Estamos salvos', para continuar cometendo estas abominações!" v. 15: "Eu vos expulsarei de minha presença, como expulsei todos os vossos irmãos e toda a raça de Efraim!"
O pe. Fernando Cardoso disse, na homilia de 16/12/2010, no seu site:"De Deus não se zomba! Deus se deixa frustrar por um momento, mas não para sempre!"
É hora, amigos(as), de seguirmos Hebreus 12,4: "Vós não resististes até o derramamento de sangue em vosso combate contra o pecado!"
É difícil lutar contra as tentações, mas não vejo outra saída para sermos realmente felizes! Não posso continuar adiando a minha conversão, nem você! Pode ser que eu ou você não tenhamos tanto tempo assim para ganharmos o céu! Pensemos nisso!
12/04/16-
O que é, realmente, tentar a Deus? Diz Mateus 4,7: “Respondeu-lhe Jesus (ao diabo): ‘também está escrito: não tentarás ao Senhor teu Deus”. Jesus disse isso ao maligno quando esse lhe pedira para atirar-se do alto do Templo, que Deus mandaria anjos para segurá-lo e nada lhe acontecer.
Essa citação é do Deuteronômio 6,16: “Não tentarás o Senhor teu Deus como o tentaste em Massa”. Em Massa, Moisés batera duas vezes na rocha para obter água, e alguns dizem que é por isso que ele foi castigado em não entrar vivo na Palestina. Ele deveria ter batido uma só vez, demonstrando, assim, a confiança em Deus. Mas outros falam que Moisés foi castigado porque o povo não quis entrar em Canaã, negando, desse modo, o poder de Deus e o estariam tentando. (Também Êxodo 17,2.7 e Números 14,22).
Em Atos 15,10: “Agora, pois, por que tentais a Deus, impondo ao pescoço dos discípulo um jugo que nem nossos pais nem mesmo nós pudemos suportar”?
A Bíblia de Jerusalém diz:
“Tentar a Deus é intimá-lo a dar provas, exigindo uma intervenção ou um sinal”.
Eis as citações:
Atos 5,9: A história de Ananias e Safira, que pretenderam enganar, por meio dos Apóstolos, o Espírito Santo, presente entre os irmãos, aos quais eles mentiram.
Judite 8,11-17: Se Deus não os atendesse, eles iriam entregar a cidade aos inimigos. Vers. 15-17: “Se Deus não quer nos socorrer em cinco dias, ele tem poder para fazê-lo no tempo em que quiser, como também pode destruir os nossos inimigos! Não se encurrala a Deus como um homem, nem se pode submetê-lo como a um filho do homem. Por isso, esperando pacientemente a salvação dele, invoquemo-lo em nosso socorro. Ele ouvirá nossa voz, se for de seu agrado”.
Também Sabedoria 1,1-2: “Deus se deixa encontrar por aqueles que não o tentam, ele se revela aos que não lhe recusam a fé”.
Eu acho que ficou bem claro! Tentar a Deus é exigir que Ele nos faça algum bem, algum milagre, é achar que Ele tem obrigação de nos dar este ou aquele milagre.
Deus faz o que bem entender, nos ama apaixonadamente e está pronto para nos atender, mas do jeito e no tempo que Ele desejar. Diz Efésios 3,20,que Deus é poderoso para realizar por nós, em tudo, muito além, infinitamente além do que pedimos ou pensamos.
Disse bem Judite, no texto citado, que devemos invocá-lo e esperar pacientemente sua intervenção, no tempo e do modo como ele desejar.
O que pensar dos que “determinam” a graça de Deus, como se vê em algumas religiões (por exemplo, o R.R. Soares) e mesmo em alguns grupos da Igreja Católica (como alguns da RCC)?
Vou falar para vocês sobre um amigo meu que, infortunadamente, teve que ir trabalhar num alojamento rude no meio do mato, na construção de uma represa, mas nunca deixou sua religiosidade, sua preocupação em praticar o seu cristianismo.
No seu primeiro Natal no alojamento do mato, já nos anos 2000, cumprimentou um colega de trabalho e ele lhe respondeu dizendo: “Aqui não existe Natal”. Os únicos dois dias de Natal em que ficara sem estar com a família foram em 1.962 e 1.963.
Jesus nasceu numa cocheira, em meio aos jumentos dos hóspedes daquela pousada em Belém. Foi o melhor lugar encontrado pelo dono para que Maria desse à luz. Os anjos, no céu, acharam estranho ao ver o Deus, que até nove meses atrás adoravam no céu, entre luzes e cores, nascido num cocho de capim, a que enfeitamos um pouco chamando de manjedoura. E foram anunciar o nascimento a rudes e marginalizados pastores.
Os magos chegaram, com seus presentes: ouro → Jesus é rei; incenso: → Jesus é Deus; mirra: → Jesus é homem. Tanto os pastores como os magos eram marginalizados pela sociedade daquele tempo. Os pastores, porque suas ovelhas invadiam as plantações alheias e eles cheiravam a ovelhas; os magos, por não serem do povo de Deus.
O que há de comum entre eles? Eu acho que duas coisas: a marginalização de uma sociedade hipócrita e a simplicidade de vida. Eles eram puros de coração e, como tais, podiam ver a Deus: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). A humildade do nascimento de Jesus nos ensina o verdadeiro caminho que nos conduz ao céu. Deus ama a simplicidade. Se não fosse assim, não teria nascido numa pobreza daquelas.
A fundadora das Irmãzinhas de Jesus, Irmãzinha Madalena, inspirada no Padre Carlos de Foucauld, aconselhava as suas discípulas a “estarem sempre no presépio, simples e pobres como Jesus”, ou seja, devem deixar de lado o luxo e as coisas supérfluas, deixar de lado a vaidade e a arrogância e abraçar a simplicidade, além do principal, que é estarem sempre na presença de Jesus! Em Mateus 6,25 a 34, Jesus nos dá uma orientação segura de como poderemos alcançar o Reino de Deus, confiando não nas nossas forças, mas na dele: se buscarmos o seu Reino, tudo o que precisarmos para nossa sobrevivência nos será dado por acréscimo!
Hoje o Natal está deturpado e comercializado. São Nicolau, bispo santo e caridoso, “virou” um papai-noel sem graça nenhuma. O amor e a ternura foram substituídos por presentes, nem sempre dados com sinceridade, e caricaturas de amizade. Muitos transformaram o Natal numa festa pagã e ficam o dia todo de Natal numa “ressaca”, pois já se embebedaram na véspera. Como li num artigo, mudaram-se os votos de “Feliz Natal” por “Boas Festas”, para não incomodar os que não acreditam ou não ligam para Jesus. Por outro lado, muitos passam o seu Natal num leito de hospital ou ao lado de leito de alguém doente.
Muitos do alojamento valorizavam, no Natal, a presença da família, essa família truncada e “decepada” pela falta do “cabeça”, o pai, ou mesmo do irmão e do filho. Sempre é preparada, lá no meio do mato, uma festa com presentes para as crianças, churrasco, bolo, frutas, refrigerantes. Cada trabalhador dá uma quantia de dinheiro para financiar a festa. Não se fala de Jesus. Não há comemoração religiosa, só a familiar, e só com as famílias que podem se deslocar para lá. Poucos são os que podem viajar para as suas cidades.
Quando o padre pode ir, é celebrada a Missa de Natal, mas sempre alguns dias antes, ou mesmo uma semana antes. Absolutamente ninguém se lembra do aniversariante. É impressionante! E também deprimente. São pouquíssimos os que praticam a religião. Há muitos evangélicos entre eles, mas evitam essas comemorações, principalmente os da Testemunhas de Jeová (que não comemoram nem seus próprios aniversários).
O desejo do meu amigo era falar-lhes que Jesus nasceu por todos nós, para nos libertar de nossos pecados, de nossas angústias, para dar-nos esperança e confiança. Entretanto, tudo o que conversam é que presente os filhos vão ganhar e o que vão comer na festa.
Ele procurou viver o seu Natal se não na alegria, pelo menos na paz. Essa paz parte da consciência de que estava, como Jesus, num lugar simples, pobre, monstruosamente inseguro e deprimente.
Nos dois primeiros anos, ele fez a celebração de Natal sozinho. No 3° ano, conseguiu cinco amigos e a fizeram juntos. Uma celebração pobre, como aquela manjedoura. Mas, como nunca antes, eles se sentiram no presépio, amados por Deus, na presença dos anjos. Os seis se emocionaram. No pátio, ali ao lado, os outros colegas se empanturravam de carne e refrigerante. O aniversariante não foi lembrado.
Esta é a frase dita por Jesus em João 10,18: “Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho o poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; essa é a ordem que recebi do meu Pai”.
Hoje é o domingo do Bom Pastor, de que gosto muito. Essa frase de Jesus tem um conteúdo muito profundo ao qual muitas vezes não prestamos atenção. Ele a diz logo após lembrar que ele é o bom Pastor, que conhece as ovelhas e elas o conhecem. Há vários pontos importantes para refletir:
1- Jesus sempre foi 100% Deus e 100% homem. Ele sempre teve tudo sobre controle. Ele deu a vida porque quis! Tinha poder de não se deixar prender, se quisesse. Um homem que caminhou sobre um mar revolto, que ressuscitou várias pessoas, como Lázaro, o filho da viúva de Nain, a menina, que curou cegos, paralíticos, surdos-mudos, que perdoou a tantos pecadores, não teria ele o poder de livrar-se dos que o queriam matar?
Aliás, várias vezes ele escapou de mãos que já o haviam agarrado para matá-lo, como naquela vez em que o levaram ao mais alto do templo para atirá-lo de lá para baixo.
Jesus tinha todos “em suas mãos”, sob seu poder. Não era um fantoche, ou um boneco, ou um homem que parecesse estar perdido, sem saber o que fazer: ele sabia perfeitamente o que estava fazendo. Seu objetivo principal era obedecer ao Pai, vivendo sua vida humana na mais perfeita obediência, o que significava viver o mais perfeitamente possível a vida humana, com todas as suas limitações, abdicando, como diz Filipenses 6, ao seu poder divino enquanto vivesse aqui na terra.
Ele usou seu poder nos outros, mas não em si mesmo.
É isso que torna valiosa sua morte: ele a enfrentou livremente, para nos ensinar a obediência, para nos salvar. Ele fez o contrário dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, que desobedeceram frontalmente a Deus.
Nossa ignorância é tanta a seu respeito, que acho que Ele ri de nós ao ver o quanto desconhecemos de sua atuação em sua vida terrena! Ele nunca deixou de ser Deus. Ele só podia morrer por nós se deixasse que o matassem. E após sua morte, ressuscitou, e está gloriosamente reinante à direita do Pai.
2- “Eu conheço minhas ovelhas e elas me conhecem” (Jo 10,14). Qual é a intensidade desse conhecimento que Jesus exige de nós? Um conhecimento superficial? Um conhecimento como a gente se conhece um ao outro? Não! Jesus pede que suas ovelhas O conheçam “Assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai”.
Pergunto: será que nós conhecemos Jesus, o Bom Pastor, com tanta plenitude quanto o Pai o conhece e Ele conhece o Pai? Sei que para nós isso é impossível, mas não para Jesus. Para Ele, tudo é possível. Só estou dizendo isto porque muitos dizem que O conhece plenamente. É importante que saibamos que ainda não O conhecemos como o Pai O conhece, e é com essa plenitude de conhecimento que Jesus quer que o conheçamos: “Conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai.”
Pedido semelhante ele faz em relação à união e ao amor: “Pai Santo(...) que eles sejam um, assim como nós somos um” (Jo 17,11). Quando chegaremos a ser unidos entre nós da mesma forma, com a mesma união que as pessoas da Santíssima Trindade são unidas? Quanto ainda nos fala para isso? Mas é justamente esse nível de amor e união que Jesus pede de nós!
3- “É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente” (Jo 10,17). Ou seja: Deus ama Jesus porque Ele faz sua plena vontade. Quanto mais fizermos a vontade de Deus, mais seremos capazes de perceber o Seu amor por nós. E receberemos nossa vida novamente já aqui na terra, ao vivermos na paz celeste depois de termos “dado a vida” espiritualmente, aos irmãos, para cumprirmos a vontade do Pai, e no céu, após a nossa morte material.
Em João 14 vemos várias vezes como o Pai nos ama se fizermos sua vontade, pois como Jesus disse, “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor” (Jo 15,10)
4- Jesus é nosso Pastor e nos conhece plenamente, como Ele conhece o Pai. Se Ele tinha seu poder divino, mesmo ainda estando aqui na terra, quanto mais agora, que ressuscitou!
Em 1ª Samuel 16,7, quando Samuel se indignou por ter Deus escolhido como rei um fracote, Davi, ele recebeu esta resposta: “O homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”.
Amigos (as)! Se nós, pobres mortais, muitas vezes, ao ver pessoas não-amadas ou que nunca receberam um carinho materno ou/e paterno fazerem certas maldades, nos condoemos, em vez de odiá-las, quanto mais Deus, que olha os corações e não o exterior!
Fiquemos em paz! Confiemos nele! Ele sabe e conhece o nosso passado! Deus nos conhece muito mais do que nós nos conhecemos. Ele sabe que algumas coisas que fazemos são decorrentes de uma infância perturbada, massacrada, abandonada. E isso vai entrar em sua defesa no julgamento!
Jesus nos compreende, nos ama e nos acolhe com muito amor, sejamos nós quem sejamos. Ele quer, é certo, que nós o conheçamos como Ele nos conhece. Mas, enquanto isso não acontece, despojemo-nos de nós próprios e nos coloquemos junto a Ele! Desvistamo-nos de nossa arrogância, de nossa autossuficiência, de nossa vaidade, e coloquemo-nos confiantes em seus braços, como ovelhas sem defesa, porque, como diz Pedro 5,7, “ Lançai sobre o Senhor todas as vossas preocupações, porque Ele cuida de vós!”.
15/04/2019
Em comparação com muitos amigos meus que já faleceram, eu já estou na prorrogação. Ou seja, ainda tenho um tempinho para consertar os erros das jogadas que fiz no jogo da minha vida. Foram muitas faltas, mas muitos gols. Não sei qual dos dois conjuntos foi maior. O importante é nunca desanimar, pois enquanto estou na prorrogação, posso ainda acertar o jogo. O juiz está atento ao relógio e a qualquer momento vou ouvir o apito final. Será que nessa hora estarei no time vencedor?
É isso que penso ao visitar as famílias pobres, dentro do esquema dos vicentinos. Nossa intenção não é apenas dar cestas básicas, mas prepará-los para a vida social, profissional, e para a vida eterna.
Vejo com pesar que muitas pessoas e organizações lutam pelo bem-estar dos pobres, mas não e preocupam com sua parte espiritual.
Diz Jesus em Marcos 8, 36, que não adianta nada ao homem ganhar o mundo todo se perder a sua alma. Muitas dessas organizações ou grupos, a fim de proporcionar o bem-estar às pessoas, ajudam-nas com meios condenados pela Igreja, entre eles até mesmo facilitando o aborto ou os métodos abortivos de limitação de filhos.
De nada adianta para a vida eterna, por exemplo, algum partido político “consertar” o país à custa de coisas que ofendem a Deus.
Nossa vida terrena é curta, mas a que vem depois desta é eterna. Não vale a pena perdermos a outra em detrimento desta.
Como eu já disse no início, já estou na prorrogação e acredito na ajuda aos mais pobres, mas creio que essa ajuda deve ser completa: encher de alimentos tanto a barriga quanto a alma. Na verdade, de nada adianta estar com a barriga cheia e ir para o inferno...