Data de publicação: 12/mai/2014 16:41:45
O mar veio visitar-me:
Com ele trouxe aquela brisa,
Aquela brisa fresca de setembro,
Um aroma salgado e verdejante,
De um azul calmo e reluzante,
Cheio de límpidas ondas brancas
Colidindo com o meu ser.
Por detrás das tímidas ondas brancas,
Uma infinidade de azul enche o mundo
De uma paz suja e podre,
Paz que uns procuram guerreando-se,
Lutando por tudo exceto dignidade.
Onde para este homem civilizado?
Submergido no fundo do mar?
Este mar que é fronteira
Entre povos de todas as raças
Mas ele próprio de uma só cor!
Todos somos da cor do mar,
Quando damos as mãos
E procuramos consolar o próximo.
Todos poluímos o mar,
Mas semeando fogo,
Só poderemos colher cinza.
Nenhum outro mundo nos foi dado
Apenas poderemos viver neste.
Porquê então não o dividirmos?
Afinal somos todos a mesma raça!
Somos todos feitos com a mesma cinza!
Não é preciso criar riqueza
A riqueza existe, naturalmente:
Basta apenas dividi-la.
Somos seres cheios de problemas
Problemas que nós próprios criamos!
Se uma vida é tão efémera,
Porque não dividi-la mais com os outros?
Porque não distribuir o mundo por todos?
O mundo só para uns
Vai acabar sendo destruído...
2003 09 05
Rafael M. Coelho