Data de publicação: 24/abr/2020 18:30
Gostava hoje de fazer o mais belo poema de Natal!
Mas depois olho à minha volta e continuo a ver
O meu semelhante sem vontade para tal,
Continuo a ver o meu semelhante a morrer
Mesmo que fechado na sua própria casa.
Continuo a ver o meu semelhante passar fome
E que nem para se aquecer tem uma brasa.
Passo por ele e nem me lembro que tem nome!
Continuo a ver a destruição do sagrado ambiente
Causada pela poluição do homem insipiente.
Continuo a ver que é difícil o entendimento
Entre a política, a verdade e o bem-estar social
Continuo a sentir mais uma vez neste Natal
A hipocrisia e a simulação no sentimento.
2016 12 25
Rafael M. Coelho