NOME POPULAR
Cerejeira-anã; pitanga-anã; pitanguinha-de-mattos; cerejinha-de-mattos; mini-cereja.
NOME CIENTÍFICO
Eugenia mattosii D.Legrand.
FAMÍLIA
Myrtaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - A cerejeira-anã é um arbusto nativo brasileiro, de pequeno porte, com hábito compacto e copa densa, geralmente não ultrapassando cerca de 1 metro de altura. Apresenta grande potencial ornamental, especialmente pela folhagem verde-brilhante, brotações novas levemente avermelhadas e frutificação vistosa.
As folhas são simples, opostas, pequenas, coriáceas a subcoriáceas, brilhantes e de coloração verde intensa, características comuns em muitas espécies da família Myrtaceae. O porte reduzido e a ramificação densa tornam a espécie apropriada para jardins, bordaduras, vasos, pequenos maciços e coleções de frutíferas nativas.
As flores são brancas, delicadas, com numerosos estames, típicas das mirtáceas. A floração pode ocorrer principalmente entre o final do inverno e a primavera, com registros entre agosto e outubro, podendo haver novas florações ao longo do ano em condições favoráveis de cultivo.
Os frutos são pequenos, arredondados, de coloração atrativa quando maduros, com polpa comestível e sabor doce a suave. Além do valor alimentar, os frutos têm importância ecológica, pois podem atrair aves e outros animais frugívoros.
Utilidade - A espécie possui uso principalmente ornamental, sendo indicada para jardins de espécies nativas, canteiros, bordaduras, vasos, maciços baixos e composições paisagísticas em áreas de sol pleno ou meia-sombra.
Os frutos podem ser consumidos in natura e também apresentam potencial para preparo artesanal de sucos, geleias, sorvetes e pequenas receitas caseiras. Por seu porte reduzido, rusticidade e valor ecológico, é uma espécie interessante para projetos de educação ambiental, conservação ex situ e valorização de frutíferas nativas brasileiras.
OCORRÊNCIA
Espécie nativa do Brasil, associada à Mata Atlântica do Sul do país, com ocorrência natural registrada principalmente na região Sul, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Trata-se de uma espécie endêmica do Brasil e considerada ameaçada de extinção na natureza, devido à distribuição restrita e à perda de habitat em áreas de Mata Atlântica.
SUCESSÃO ECOLÓGICA
Espécie não pioneira, associada a estágios mais avançados de regeneração, podendo ser classificada como secundária tardia / espécie de sub-bosque. Em projetos de restauração ecológica, é indicada principalmente para enriquecimento de áreas em recuperação, bordaduras sombreadas, jardins de espécies nativas e ambientes com maior estabilidade ecológica.
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
A frutificação ocorre principalmente na primavera, podendo se estender até o início do verão, especialmente entre outubro e dezembro. Em cultivo, pode apresentar florações e frutificações adicionais ao longo do ano, conforme clima, luminosidade, irrigação e manejo.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
A floração ocorre principalmente no final do inverno e na primavera, aproximadamente entre agosto e outubro.
“Informações morfológicas, ecológicas e de uso elaboradas com base em Royal Botanic Gardens, Kew (2026), Fernandez e Gomes (2020), Unicamp/NIPE (2026) e Moreira (2019).”
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por aves e outros animais frugívoros atraídos pelos frutos carnosos e coloridos. Em áreas cultivadas, a disseminação também pode ocorrer de forma antrópica, por meio da coleta de sementes, produção de mudas e cultivo ornamental.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais atraídos pelas flores brancas com numerosos estames, característica comum em espécies da família Myrtaceae.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
EUGENIA mattosii. Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eugenia_mattosii. Acesso em: 1 out. 2026.
FERNANDEZ, Eduardo; GOMES, Mário. Eugenia mattosii D.Legrand. Lista Vermelha da Flora Brasileira: CNCFlora/Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://proflora.jbrj.gov.br/. Acesso em: 1 out. 2026.
MOREIRA, Ana Maria Fabrício. Preciosidade do sul. Revista Natureza, 28 ago. 2019. Disponível em: https://revistanatureza.com.br/. Acesso em: 1 out. 2026.
MUNIZ, Helton Josué Teodoro. Cambuí-peva (Eugenia mattosii). Colecionando Frutas, [s. d.]. Disponível em: https://www.colecionandofrutas.com.br/eugeniamattosii.htm. Acesso em: 1 out. 2026.
ROYAL BOTANIC GARDENS, KEW. Eugenia mattosii D.Legrand. Plants of the World Online. Disponível em: https://powo.science.kew.org/. Acesso em: 1 out. 2026.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. NIPE — Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético. Eugenia mattosii. Laboratório Vivo. Disponível em: https://www.nipe.unicamp.br/. Acesso em: 1 out. 2026.