NOME POPULAR
wampi, vampi, wampee
NOME CIENTÍFICO
Clausena lansium (Lour.) Skeels.
FAMÍLIA
Rutaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie frutífera exótica pertencente à família Rutaceae, a mesma dos citros, originária do sul da China e amplamente cultivada no Sudeste Asiático. É conhecida popularmente como wampi, vampi ou wampee. Apesar de pouco difundida no Brasil, apresenta grande potencial para cultivo em regiões tropicais e subtropicais, tanto para consumo doméstico quanto para mercados especializados.
Trata-se de uma árvore perene de pequeno a médio porte, geralmente atingindo entre 4 e 8 m de altura, podendo, em condições favoráveis, alcançar dimensões superiores. Possui copa densa, arredondada e bastante ornamental, sendo indicada também para arborização de quintais e jardins. O tronco é relativamente curto, com ramificação abundante.
As folhas são compostas, alternas, pinadas, de coloração verde-escura e brilho intenso, com odor aromático característico quando maceradas, lembrando o de espécies cítricas. Essa característica é típica da família Rutaceae, devido à presença de óleos essenciais.
As flores são pequenas, esbranquiçadas a amareladas, aromáticas e reunidas em inflorescências terminais. São melíferas, atraindo abelhas e outros insetos polinizadores, o que torna a espécie interessante para sistemas agroecológicos e manutenção da biodiversidade.
Os frutos são bagas ovais ou arredondadas, medindo cerca de 2 a 4 cm de diâmetro, com casca fina e coloração amarela a castanha quando maduros. A polpa é translúcida, suculenta, de sabor doce com leve acidez, sendo considerada de excelente qualidade. O consumo é feito principalmente in natura, mas também na forma de sucos, doces, compotas e bebidas fermentadas.
Utilidade - A espécie Clausena lansium, conhecida popularmente como wampi ou vampi, apresenta diversas utilidades de grande importância alimentar, medicinal, ecológica, ornamental e econômica, sendo considerada uma frutífera exótica com potencial crescente no Brasil. Seu principal uso está relacionado ao consumo dos frutos, que são bastante valorizados no Sudeste Asiático e possuem sabor doce com leve acidez, lembrando uma combinação entre uva, lichia e frutas cítricas. Os frutos podem ser consumidos in natura ou processados na forma de sucos, geleias, compotas, doces cristalizados, vinhos, licores e bebidas fermentadas artesanais. Além disso, apresentam valor nutricional relevante, destacando-se o teor de vitamina C, compostos antioxidantes, açúcares naturais e minerais, o que confere potencial para aplicação como alimento funcional e nutracêutico.
Outro aspecto importante refere-se ao uso medicinal tradicional, especialmente na medicina chinesa e em sistemas terapêuticos do Sudeste Asiático. Diferentes partes da planta, como folhas, casca, sementes e raízes, são utilizadas no tratamento de problemas respiratórios, inflamações, distúrbios digestivos, febres e dor de garganta. Estudos científicos têm identificado a presença de alcaloides, flavonoides, terpenos e outros compostos bioativos com potencial anti-inflamatório, antimicrobiano, antioxidante e até antitumoral, embora muitas dessas aplicações ainda estejam em fase experimental.
A espécie também apresenta relevância ornamental e paisagística, sendo utilizada em jardins tropicais, quintais produtivos e sistemas de arborização de pequeno porte. A copa densa, as flores aromáticas e os frutos decorativos conferem valor estético, além de permitir a integração entre produção de alimentos e paisagismo funcional. Nesse contexto, o wampi se destaca como uma alternativa interessante para projetos de agroecologia e agricultura urbana.
Informações ecológicas - Do ponto de vista ecológico, a planta contribui para o aumento da biodiversidade, pois suas flores são ricas em néctar e atraem abelhas e outros polinizadores. Dessa forma, pode ser utilizada em sistemas agroflorestais, jardins de polinizadores, recuperação de áreas degradadas e projetos de restauração ambiental. Sua integração com outras frutíferas tropicais, como banana, citros e lichia, favorece a diversificação produtiva e a estabilidade ecológica dos sistemas agrícolas.
OCORRÊNCIA
A espécie Clausena lansium (wampi ou vampi) é originária da Ásia tropical e subtropical, com centro de origem no sul da China e regiões adjacentes do Sudeste Asiático. No Brasil encontramos exemplares principalmente em pomares domésticos, coleções e sistemas agroflorestais, sem registros relevantes de naturalização.
SUCESSÃO ECOLÓGICA
A espécie Clausena lansium (wampi ou vampi) é geralmente classificada como espécie secundária inicial a secundária tardia, dependendo das condições ambientais e do sistema ecológico onde é cultivada ou ocorre.
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim, muito apreciado in natura.
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
No Sudeste do Brasil, especialmente no Estado de São Paulo (como na região de Campinas), o wampi costuma frutificar entre o final da primavera e o início do verão, geralmente, de outubro a janeiro, com pico entre novembro e dezembro.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
No final do inverno e início da primavera (agosto a setembro).
DISPERSÃO DE SEMENTES
A dispersão de sementes da espécie Clausena lansium (wampi) ocorre principalmente por zoocoria, ou seja, por meio de animais que consomem os frutos e transportam as sementes, uma vez que os frutos do wampi são carnosos, suculentos e doces, características típicas de plantas que evoluíram para serem dispersas por fauna frugívora.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, H. et al. Frutas no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2006.
Mapa de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Mapa de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)