NOME POPULAR
Guabiroba-alaranjada; guabiroba; guabirova; guariba
NOME CIENTÍFICO
Campomanesia xanthocarpa O. Berg.
Sinonímia: Campomanesia malifolia O. Berg; Campomanesia crenata O. Berg; Campomanesia dusenii Kausel.
FAMÍLIA
Myrtaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie nativa do Brasil, com ocorrência desde Minas Gerais e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul, em diferentes formações florestais dessas regiões. A guabiroba-alaranjada é uma árvore semidecídua, de copa densa e alongada, geralmente com 4 a 15 metros de altura. Apresenta tronco canelado e descamante, característica que auxilia no reconhecimento da espécie em campo.
As folhas são simples, pecioladas e bem desenvolvidas no período de floração. Uma característica marcante da espécie é a presença de pequenos tufos de pelos nas axilas das nervuras principais, na face inferior da folha. As flores são solitárias, brancas, com pedúnculos glabros e geralmente mais longos que as próprias flores, sendo formadas principalmente entre setembro e novembro.
Os frutos são arredondados, lisos, de coloração amarela a alaranjada quando maduros. Possuem polpa suculenta, firme e de sabor doce, sendo bastante apreciados para consumo local. A frutificação ocorre no final da primavera e início do verão, especialmente entre novembro e dezembro.
Utilidade - É uma frutífera nativa cultivada em pomares domésticos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Também é facilmente encontrada em seu habitat natural, sendo uma das guabirobas mais conhecidas no país.
Os frutos são consumidos principalmente in natura, devido ao sabor doce e agradável, podendo também apresentar potencial para uso em sucos, geleias, doces e preparações artesanais.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 384).
Novembro a Dezembro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campi da Unicamp (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pelos frutos carnosos, doces e alaranjados. Aves e pequenos mamíferos podem consumir os frutos e contribuir para a dispersão das sementes. Em áreas cultivadas, também pode ocorrer dispersão antrópica, por meio da coleta e plantio de sementes.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos. Como ocorre em muitas espécies da família Myrtaceae, suas flores brancas são atrativas para abelhas e outros visitantes florais, que auxiliam no transporte do pólen.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 384.