NOME POPULAR
Longana; longan; olho-de-dragão.
NOME CIENTÍFICO
Dimocarpus longan (Lour.) Steud.
FAMÍLIA
Sapindaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - A longaneira é uma árvore frutífera de porte médio, geralmente com 8 a 18 metros de altura, apresentando copa baixa, ampla e bastante ramificada. É uma espécie exótica no Brasil, originária da Ásia, com distribuição nativa indicada desde o sul da China até a Tailândia, sendo cultivada principalmente por seus frutos doces e aromáticos.
As folhas são compostas, paripinadas, formadas por 2 a 5 pares de folíolos glabros, discolores, com cerca de 8 a 16 cm de comprimento. As flores são andróginas, pequenas e reunidas em panículas terminais de aproximadamente 10 a 20 cm, formadas principalmente entre agosto e setembro.
Os frutos são globosos, com casca fina, quebradiça e de coloração castanho-amarelada quando maduros. A polpa é translúcida, suculenta, muito doce e agradável, envolvendo uma semente escura e brilhante, característica que explica o nome popular “olho-de-dragão”. A maturação ocorre, em geral no verão, entre fevereiro e março, podendo variar conforme clima, manejo, irrigação e condições locais de cultivo.
Utilidade - A longana é uma das frutas mais populares da Ásia, com grande importância comercial em países produtores. No Brasil, seu cultivo ainda é menos difundido, mas tem despertado interesse de produtores devido ao sabor agradável dos frutos e ao potencial de mercado. Os frutos são consumidos principalmente in natura, sendo apreciados pela polpa doce, translúcida e suculenta. Também podem ser utilizados em sobremesas, compotas, sucos, caldas e preparações doces.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 659).
Fevereiro a Março
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pela polpa doce e suculenta dos frutos. Aves e mamíferos podem consumir os frutos e contribuir para a dispersão das sementes. Em áreas cultivadas, também ocorre dispersão antrópica, por meio do plantio e da propagação realizada pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais atraídos pelas inflorescências. A presença de flores numerosas reunidas em panículas favorece a visitação por insetos polinizadores.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 659.