NOME POPULAR
Laranja; laranja-doce.
NOME CIENTÍFICO
Citrus sinensis (L.) Osbeck
Sinonímia: Citrus aurantium var. sinensis L.
FAMÍLIA
Rutaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie provavelmente originária do sul da China e nordeste da Índia, tendo sido introduzida no Brasil no início do período de colonização. A laranjeira-doce é uma árvore perenifólia, espinescente, de porte médio, geralmente com 5 a 10 metros de altura. Apresenta copa arredondada, ramificada e folhagem persistente, sendo uma das frutíferas cítricas mais cultivadas no Brasil.
As folhas são subcoriáceas, glabras, lustrosas e aromáticas, medindo aproximadamente 7 a 15 cm de comprimento. Possuem pecíolo com alamento variável, característica comum em espécies cítricas.
As flores são muito perfumadas, brancas, podendo ocorrer isoladamente ou reunidas em pequenos agrupamentos de 2 a 6 flores. A floração ocorre principalmente entre agosto e setembro.
Os frutos são globosos ou subglobosos, com casca aromática e de difícil remoção. A polpa é suculenta, dividida em 10 a 14 gomos, com sabor variando de subácido a doce, podendo apresentar sementes ou ser praticamente sem sementes, conforme a cultivar. A maturação dos frutos ocorre do verão ao inverno, aproximadamente entre dezembro e agosto, podendo variar conforme cultivar, clima, manejo, irrigação e região de cultivo.
Utilidade - A laranja-doce é uma frutífera exótica amplamente cultivada em pomares domésticos e comerciais em praticamente todo o Brasil, constituindo uma das bases mais importantes da citricultura nacional. Seus frutos são consumidos principalmente in natura, frescos, e também utilizados para produção de sucos naturais e industrializados. Além disso, podem ser empregados no preparo de doces, geleias, caldas, sobremesas, licores e outros produtos alimentícios.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 628).
Dezembro a Agosto
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão natural é predominantemente zoocórica, realizada por animais que consomem os frutos e podem transportar suas sementes. Em áreas cultivadas, no entanto, a disseminação ocorre principalmente de forma antrópica, por meio do plantio, enxertia, produção de mudas e manejo agrícola.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas, atraídas pelas flores brancas, perfumadas e produtoras de néctar. Em algumas cultivares cítricas, também pode ocorrer autopolinização ou formação de frutos com baixa dependência de polinização cruzada.
Vídeo
Um Pé de Quê? Laranjeira, publicado em 18 de dez. de 2020
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ETd97qz3-Qc
Dirigido por Estevão Ciavatta, apresentado por Regina Casé, produzido pela Pindorama Filmes
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 628.
UM PÉ DE QUÊ? Laranjeira. Direção de Estevão Ciavatta. Apresentação de Regina Casé. Produção de Pindorama Filmes. YouTube, 18 de dez. de 2020. vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ETd97qz3-Qc. Acesso em: 22 maio 2026.