NOME POPULAR
araçá-piranga, goiabão, araçandiva, araçanduba, araçatunga, goiabarana
NOME CIENTÍFICO
Eugenia leitonii D. Legrand
FAMÍLIA
Myrtaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie arbórea de pequeno a médio porte, de crescimento lento, geralmente atingindo entre 3 e 14 metros de altura. Apresenta copa piramidal alongada. tronco ereto e mais ou menos cilíndrico de 25 a 40 cm de diâmetro, revestido por casca lisa, de cor vermelha-ferrugínea, com descamamento de placas finas e irregulares.As folhas são simples, pecioladas, lanceoladas a elípticas, subcoriáceas, glabras, com nervação bronquidódroma imersa na face superior e proeminente na face inferior, de 9 a 17 cm de comprimento. As flores são brancas, pequenas, com numerosos estames, dispostas solitárias ou em pequenos agrupamentos nas axilas foliares.
Os frutos são do tipo baga, com polpa carnosa e adocicada, globosos, com coloração variando do amarelo-esverdeado ao amarelo quando maduros, contendo geralmente uma única semente (LORENZI, 2008, v. 1, p. 288)..
Utilidade -A madeira é própria para mobiliário de luxo, bem como para a construção naval e civil, como caibros, vigas, esteios, assoalhos. molduras, etc. A árvore é muito ornamental, principalmente pelo verde-brilante das folhas e do vermelho-ferrugíneo do tronco. Seus frutos são indicados para o consumo humano, geralmente na forma in natura e também muito apreciados pela fauna em geral (LORENZI, 2008, v. 1, p. 288)..
OCORRÊNCIA
Espécie nativa do Brasil, com ocorrência associada principalmente à Mata Atlântica, especialmente em formações florestais do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e regiões adjacentes). Ocorre em áreas de floresta estacional semidecidual e ombrófila.
INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS
Espécie semidecídua, esciófita e seletiva higrófita, característica das formações secundárias bem desenvolvidas de solos de várzeas úmidas da Mata Atlãntica, onde a sua ocorrência é rara. É menos frequente no interior da floresta primária densa. Produz anualmente grande quantidade de frutos com sementes viáveis (LORENZI, 2008, v. 1, p. 288).
SUCESSÃO ECOLÓGICA
Espécie secundária inicial a secundária tardia, ocorrendo em ambientes em regeneração, com boa adaptação a áreas parcialmente sombreadas.
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim.
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
Geralmente entre outubro e janeiro, podendo variar conforme condições climáticas locais.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
Predominantemente entre agosto e outubro.
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
Zoocórica, realizada principalmente por aves e pequenos mamíferos que consomem os frutos.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
Entomofilia, com destaque para abelhas nativas (Meliponini) e outros insetos polinizadores.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 5. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008. v. 1, Pág. 288
Lorenzi, Harri, Frutas no Brasil nativas e exóticas: (de consumo in natura) / Harri Lorenzi, Marcos Túlio Côrtes de Lacerda, Luis Benedito Bacher. -- Nova Odessa, SP : Editora Plantarum, 2015.
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)