NOME POPULAR
Jambolão; jamelão; jambolão; cereja; azeitona-doce; java plum.
NOME CIENTÍFICO
Syzygium cumini (L.) Skeels
Sinonímia: Myrtus cumini L.; Eugenia jambolana Lam.; Eugenia cumini (L.) Druce; Syzygium jambolanum (Lam.) DC.
FAMÍLIA
Myrtaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie exótica no Brasil, originária da Ásia, especialmente da Índia e do Sri Lanka. O jambolão é uma árvore perenifólia, de copa ampla, frondosa e densa, podendo alcançar cerca de 12 a 20 metros de altura. Apresenta tronco geralmente tortuoso, revestido por casca rugosa, de coloração branco-acinzentada, conferindo aspecto característico à espécie.
As folhas são simples, subcoriáceas, glabras e aromáticas, medindo aproximadamente 8 a 14 cm de comprimento. Possuem nervura principal bem evidente e pecíolo relativamente curto, com cerca de 1 a 3 cm.
As flores são pequenas, reunidas em racemos axilares ramificados, com destaque para os numerosos estames brancos. A floração ocorre principalmente na primavera, entre setembro e novembro.
Os frutos são oblongos, de coloração escura quando maduros, variando do roxo ao quase negro. A polpa é espessa, suculenta, de sabor adocicado, levemente ácido e adstringente. Quando maduros, os frutos liberam pigmento arroxeado intenso, com grande capacidade de manchar mãos, roupas e superfícies. A frutificação ocorre no verão, com maturação dos frutos principalmente entre janeiro e fevereiro.
Descrição elaborada com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 493).
Utilidade - O jambolão foi introduzido no Brasil ainda no período colonial e atualmente ocorre de forma cultivada e subespontânea em várias regiões do país. É muito utilizado como árvore ornamental e de sombreamento, especialmente em áreas urbanas, praças, parques, quintais e margens de vias. Os frutos podem ser consumidos in natura, embora seu sabor adstringente faça com que sejam apreciados de forma variável. Também podem ser utilizados no preparo de sucos, geleias, doces, vinhos, licores e produtos artesanais. A espécie possui ainda importância ecológica, pois seus frutos servem de alimento para aves e outros animais frugívoros.
Janeiro e Fevereiro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campi da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por aves, morcegos e outros animais frugívoros que consomem os frutos maduros e transportam suas sementes. Em áreas urbanas e cultivadas, também pode ocorrer dispersão antrópica, por meio do plantio e transporte de mudas ou sementes pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais atraídos pelas flores com numerosos estames.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 493.