NOME POPULAR
Seriguela; ceriguela; ciriguela; ciruela
NOME CIENTÍFICO
Spondias purpurea L.
Sinonímia: Spondias cirouella Tussac; Spondias crispula Beurl.; Warmingia pauciflora Engl.
FAMÍLIA
Anacardiaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie originária das florestas tropicais da América Central, atualmente cultivada em várias regiões tropicais do mundo. A serigueleira é uma árvore de pequeno porte, caducifólia, com copa baixa e bastante ramificada, geralmente atingindo de 4 a 7 metros de altura. É uma frutífera tropical amplamente cultivada no Brasil, principalmente em regiões de clima quente.
As folhas são compostas, pinadas, medindo cerca de 18 a 24 cm de comprimento, formadas por vários pares de folíolos pequenos, membranáceos e aromáticos. A emissão da nova folhagem ocorre geralmente junto ao período de floração, conferindo aspecto ornamental à planta.
As flores são pequenas e discretas, podendo ser masculinas, femininas ou andróginas, presentes na mesma planta. Surgem principalmente na primavera, acompanhando a brotação dos novos ramos.
Os frutos são drupas elipsoides, de casca fina e coloração vermelha a vermelho-arroxeada quando maduros. A polpa é amarelada, suculenta, doce-acidulada e saborosa, envolvendo um caroço fibroso. A espécie apresenta crescimento rápido e frutificação precoce, sendo muito valorizada em pomares domésticos. A frutificação ocorre principalmente da primavera ao verão, com maior concentração entre novembro e fevereiro, podendo variar conforme clima, região, manejo e condições locais de cultivo.
Descrição elaborada com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 72).
Utilidade - A seriguela é amplamente cultivada em pomares domésticos de regiões tropicais do Brasil, especialmente no Norte e Nordeste, onde é bastante apreciada e comercializada em feiras livres, mercados regionais e supermercados.
Os frutos são consumidos principalmente in natura, devido ao sabor agradável, suculento e levemente ácido. Também podem ser utilizados no preparo de sucos, polpas, geleias, doces, sorvetes, licores e bebidas. Em algumas regiões, são empregados como ingrediente em preparações com aguardente e açúcar, incluindo bebidas artesanais semelhantes à caipirinha.
Novembro a Fevereiro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campi da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pela polpa suculenta e adocicada dos frutos maduros. Aves, mamíferos e outros animais podem consumir os frutos e transportar suas sementes. Em áreas cultivadas, a propagação e disseminação também ocorrem de forma antrópica, principalmente por estacas.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos visitantes das flores. As flores pequenas e numerosas podem atrair abelhas, moscas e outros insetos, que contribuem para o transporte do pólen entre as flores.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 72.