NOME POPULAR
Caqui; cáqui; dióspiro; kaki; Japanese persimmon
NOME CIENTÍFICO
Diospyros kaki Thunb.
Sinonímia: Embryopteris kaki (Thunb.) G. Don.
FAMÍLIA
Ebenaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - O caquizeiro, espécie originária da Ásia, com cultivo tradicional em países como China, Japão e Coreia. Foi introduzida no Brasil por volta de 1890, é uma árvore decídua, de porte médio, geralmente com 6 a 12 metros de altura. É uma espécie frutífera originária da Ásia e foi introduzida no Brasil no final do século XIX, tornando-se amplamente cultivada, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
As folhas são coriáceas, lustrosas na face superior e verde-aveludadas na face inferior, medindo aproximadamente 8 a 25 cm de comprimento. Durante o outono, podem adquirir coloração avermelhada, conferindo valor ornamental à planta.
As flores são formadas na primavera, entre setembro e novembro e podem ser masculinas, femininas ou andróginas. Embora apresente diferentes tipos florais, a espécie pode comportar-se fisiologicamente como dioica, com separação funcional entre flores masculinas e femininas em diferentes indivíduos ou cultivares.
Os frutos amadurecem no outono, especialmente entre março e junho, podendo variar conforme cultivar, clima, altitude, manejo e região de cultivo. Apresentam formato variável conforme a cultivar. Possuem polpa suculenta, de coloração amarelo-avermelhada a marrom, com sabor doce, podendo apresentar ou não taninos, característica que influencia a adstringência dos frutos.
Utilidade - O caqui é uma frutífera exótica amplamente cultivada no Brasil, tanto em pomares domésticos quanto em escala comercial, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Seus frutos são muito apreciados para consumo in natura, quando maduros, devido à polpa doce, macia e suculenta.
Também podem ser utilizados no preparo de doces, compotas, geleias, sobremesas, sucos e passas. Algumas cultivares são destinadas ao consumo fresco, enquanto outras se destacam pela produção de frutos com melhor conservação e aproveitamento culinário.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 247).
Março a Junho
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão natural é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pela polpa adocicada dos frutos maduros. Aves e mamíferos podem consumir os frutos e contribuir para a dispersão das sementes. Em áreas cultivadas, a disseminação ocorre principalmente de forma antrópica, por meio do cultivo, enxertia e plantio realizado pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais. Em algumas cultivares comerciais, a formação dos frutos pode ocorrer com baixa dependência de polinização, inclusive por partenocarpia, dependendo do material genético e das condições de cultivo.
Vídeo
Um Pé de Quê? Abacate, publicado em 23 de ago. de 2016
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=0_vJ66FHgBg
Dirigido por Estevão Ciavatta, apresentado por Regina Casé, produzido pela Pindorama Filmes
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 247.
UM PÉ DE QUÊ? Abacate. Direção de Estevão Ciavatta. Apresentação de Regina Casé. Produção de Pindorama Filmes. YouTube, 23 ago. 2016. 1 vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0_vJ66FHgBg. Acesso em: 22 maio 2026.