NOME POPULAR
amendoeira-da-praia, amendoeira-da-Índia, castanhola, sete-copas, chapéu-de-sol, guarda-sol
NOME CIENTÍFICO
Terminalia catappa L.
FAMÍLIA
Combretaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Árvore tropical de médio a grande porte, podendo atingir cerca de 20 a 35 m de altura, com copa ampla, horizontal e estratificada em camadas, característica que lhe confere aspecto de “guarda-sol”. O tronco é reto, com casca pardo-acinzentada. As folhas são simples, grandes, coriáceas e agrupadas nas extremidades dos ramos, geralmente com formato obovado, podendo adquirir coloração avermelhada ou amarelada antes da queda, pois a espécie é caducifólia em determinadas épocas do ano.
As flores são pequenas, esbranquiçadas ou esverdeadas, reunidas em inflorescências alongadas. O fruto é uma drupa oval ou elipsoide, de aproximadamente 3,5 a 7 cm de comprimento, com polpa fibrosa e caroço duro contendo uma semente comestível semelhante a uma amêndoa.
Utilidade - É amplamente utilizada na arborização urbana e paisagismo, especialmente em regiões costeiras, devido à copa ampla que proporciona sombra. A madeira é resistente à água e já foi empregada tradicionalmente na construção de canoas. Diversas partes da planta possuem uso medicinal popular, incluindo folhas e cascas com propriedades antioxidantes, antimicrobianas e digestivas.
Informações ecológicas - A amendoeira-da-praia (Terminalia catappa L.) é uma espécie tropical heliófita, adaptada a ambientes de alta luminosidade, solos arenosos e condições costeiras, tolerando ventos fortes e moderada salinidade. Embora seja nativa do sudeste asiático, encontra-se amplamente naturalizada em regiões tropicais do mundo, incluindo o Brasil, onde é frequentemente utilizada na arborização urbana e paisagismo de áreas litorâneas.
Ecologicamente, apresenta crescimento relativamente rápido e elevada produção de folhas e frutos, contribuindo para a formação de serapilheira e ciclagem de nutrientes no solo. Seus frutos são consumidos por aves, morcegos e pequenos mamíferos, que atuam como agentes de dispersão das sementes, enquanto suas flores são visitadas principalmente por insetos polinizadores, especialmente abelhas.
Devido à sua copa ampla e densa, a espécie exerce papel importante na provisão de sombra e abrigo para a fauna, além de auxiliar na estabilização de solos arenosos em ambientes costeiros. Em determinadas regiões, porém, pode apresentar comportamento subespontâneo ou potencialmente invasor, competindo com espécies nativas por espaço e luminosidade.
OCORRÊNCIA
Espécie nativa do sudeste da Ásia e da região indo-pacífica, atualmente cultivada e naturalizada em diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, encontra-se amplamente distribuída, principalmente em áreas urbanas e litorâneas, sendo considerada uma espécie exótica naturalizada.
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim. O fruto possui polpa fibrosa com sabor levemente ácido e uma semente interna comestível semelhante à amêndoa.
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
Geralmente ocorre no final da primavera e verão, podendo variar conforme o clima regional.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
Normalmente ocorre na primavera e início do verão.
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
Principalmente zoocórica, realizada por animais como morcegos e aves que consomem os frutos e dispersam as sementes.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
Predominantemente insetos, especialmente abelhas e outros insetos nectarívoros.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; BACHER, Luis Benedito; TORRES, Mario Antonio Virmond. Árvores e arvoretas exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2018.
Mapa omline com a localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Mapa estático com a localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Fonte: UM PÉ DE QUÊ?. Amendoeira – Terminalia catappa. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=AJTDaRqeBfc
Acesso em: 4 mar. 2026.