NOME POPULAR
Nêspera; ameixa; ameixa-amarela; ameixa-japonesa.
NOME CIENTÍFICO
Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.
Sinonímia: Mespilus japonica Thunb.
FAMÍLIA
Rosaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie exótica no Brasil, originária do Japão e de regiões do leste asiático. Atualmente é cultivada em diversas regiões subtropicais e tropicais de altitude. A nespereira é uma árvore frutífera perenifólia, de porte médio, geralmente com 6 a 10 metros de altura. Apresenta copa densa e ramificada, sendo cultivada no Brasil principalmente em pomares domésticos, quintais e áreas comerciais, especialmente na região Sudeste.
Os ramos jovens possuem coloração ferrugínea e aspecto tomentoso. As folhas são grandes, coriáceas, de formato alongado, medindo aproximadamente 12 a 25 cm de comprimento. Quando jovens, apresentam superfície densamente pubescente e esbranquiçada; na fase adulta, tornam-se glabras, lustrosas e de coloração verde intensa. As folhas costumam se concentrar nas extremidades dos ramos, conferindo aspecto ornamental à planta.
As flores são perfumadas e reunidas em panículas terminais de formato piramidal, formadas principalmente entre junho e agosto. Os frutos apresentam formato variável conforme a cultivar, com casca geralmente amarela a alaranjada quando maduros. A polpa é carnoso-suculenta, de sabor doce a levemente ácido, podendo conter de 1 a 3 sementes grandes. A maturação dos frutos ocorre no inverno, especialmente entre julho e setembro, podendo se estender até o início da primavera conforme a cultivar, o clima e as condições locais de cultivo.
Descrição elaborada com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 552).
Utilidade - A nêspera é muito apreciada para consumo in natura, especialmente quando os frutos estão maduros e apresentam polpa suculenta e sabor equilibrado entre doçura e acidez.
Além do consumo fresco, os frutos podem ser utilizados no preparo de compotas, geleias, doces, licores, caldas, sucos e sobremesas. A espécie também possui valor ornamental, devido à folhagem vistosa, floração perfumada e frutificação atrativa.
Julho a Setembro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campi da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão natural é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pela polpa carnosa, adocicada e suculenta dos frutos maduros. Aves e mamíferos podem consumir os frutos e transportar as sementes. Em áreas cultivadas, a disseminação também ocorre de forma antrópica, por meio do plantio e manejo realizado pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais atraídos pelas flores perfumadas reunidas em panículas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 552.