NOME POPULAR
uva-japonesa; uva-chinesa; mata-fome; tripa-de-galinha.
NOME CIENTÍFICO
Hovenia dulcis Thunb.
FAMÍLIA
Rhamnaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Segundo Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015), a uva-japonesa é uma árvore caducifólia, de copa arredondada e porte pequeno a médio, podendo atingir aproximadamente 10 a 20 metros de altura. Apresenta tronco cilíndrico, revestido por casca acinzentada, fissurada, e ramos geralmente esbranquiçados. As folhas são simples, cartáceas, glabras e brilhantes, medindo cerca de 6 a 14 cm de comprimento. As inflorescências aparecem em panículas axilares e terminais, formadas por pequenas flores brancas, produzidas principalmente entre outubro e dezembro. Após a fecundação das flores, parte dos ramos das inflorescências se torna carnosa, suculenta e adocicada, adquirindo coloração marrom. Essa estrutura é conhecida como pseudofruto e constitui a parte consumida da planta. Os frutos verdadeiros são pequenas cápsulas secas, globosas, localizadas nas extremidades dos pedúnculos carnosos, contendo sementes marrons, duras e brilhantes.
Utilidade - No Brasil, a espécie é cultivada principalmente com finalidade ornamental e frutífera, especialmente na região Sul, onde também pode ocorrer de forma subespontânea. Os pseudofrutos são consumidos frescos ou utilizados no preparo de geleias e outros produtos artesanais.
Outubro a Dezembro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, associada ao consumo dos pseudofrutos por animais. Embora a parte atrativa da planta seja o pedúnculo carnoso e adocicado, os frutos secos com sementes podem ser transportados ou eliminados por aves e mamíferos. Estudos realizados no Sul do Brasil registraram consumo por aves e mamíferos, além de dispersão secundária por formigas, indicando diferentes mecanismos de dispersão da espécie.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A dispersão é predominantemente zoocórica, associada ao consumo dos pseudofrutos por animais. Embora a parte atrativa da planta seja o pedúnculo carnoso e adocicado, os frutos secos com sementes podem ser transportados ou eliminados por aves e mamíferos. Estudos realizados no Sul do Brasil registraram consumo por aves e mamíferos, além de dispersão secundária por formigas, indicando diferentes mecanismos de dispersão da espécie.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Lorenzi, Harri, Frutas no Brasil nativas e exóticas: (de consumo in natura) / Harri Lorenzi, Marcos Túlio Côrtes de Lacerda, Luis Benedito Bacher. -- Nova Odessa, SP : Editora Plantarum, 2015. p. 545.