NOME POPULAR
Pitanga; pitanga-vermelha; pitanga-comum; ginja.
NOME CIENTÍFICO
Eugenia uniflora L.
Sinonímia: Eugenia michelii Lam.; Stenocalyx michelii (Lam.) O. Berg; Stenocalyx lucidus O. Berg; Eugenia costata Cambess.
FAMÍLIA
Myrtaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie nativa do Brasil, com ocorrência em matas semidecíduas do planalto e da bacia do Paraná, desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, além de restingas ao longo da costa brasileira. A pitangueira é uma espécie nativa brasileira, de porte bastante variável, geralmente com 6 a 12 metros de altura. Apresenta comportamento semidecíduo e pode emitir brotações a partir das raízes, formando touceiras em determinadas condições.
As folhas são simples, cartáceas, glabras e aromáticas, medindo aproximadamente 3 a 7 cm de comprimento. Quando amassadas, liberam odor característico, típico de várias espécies da família Myrtaceae.
As flores são brancas, solitárias ou reunidas em pequenos grupos de duas a três, surgindo nas axilas das folhas. A floração ocorre principalmente entre agosto e novembro.
Os frutos são globosos e costados, com sulcos bem marcados, apresentando variação de tamanho, forma e coloração conforme a variedade ou cultivar. Quando maduros, podem ser vermelhos, alaranjados, arroxeados ou quase negros. A polpa é suculenta, aromática, de sabor doce a acidulado e, em alguns casos, levemente resinoso. A frutificação ocorre da primavera ao verão, com maturação dos frutos principalmente entre outubro a janeiro.
Descrição elaborada com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 426).
Utilidade - A pitangueira é amplamente cultivada em pomares domésticos, quintais, praças e áreas urbanas em praticamente todo o Brasil. Também pode ser encontrada em ambientes naturais, especialmente em formações associadas à Mata Atlântica e restingas.
Os frutos são consumidos principalmente in natura, sendo bastante apreciados pelo sabor característico e aroma marcante. Também são utilizados no preparo de sucos, geleias, doces, sorvetes, licores, polpas e outros produtos artesanais. Além do uso alimentar, a espécie possui grande valor ornamental e ecológico, pois apresenta floração atrativa, frutos coloridos e grande importância para a fauna, especialmente aves que consomem seus frutos.
Outubro a Janeiro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campi da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por aves e outros animais frugívoros atraídos pela coloração intensa, aroma e polpa suculenta dos frutos maduros. Em áreas urbanas e cultivadas, também pode ocorrer dispersão antrópica, por meio do plantio e propagação realizados pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais atraídos pelas flores brancas, com numerosos estames, típicas da família Myrtaceae.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 426.