NOME POPULAR
Jabuticaba-da-praia; baguaçu; jamelão-silvestre; murta.
NOME CIENTÍFICO
Eugenia astringens Cambess.
Sinonímia associada: Eugenia rotundifolia Casar.
FAMÍLIA
Myrtaceae.
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - A jabuticaba-da-praia é uma espécie nativa brasileira com ocorrência associada ao leste e sul do país, principalmente em formações de Mata Atlântica e restinga. Registros botânicos indicam ocorrência em estados como Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Pertence à família Myrtaceae, com hábito arbustivo a arbóreo, associada principalmente a ambientes de Mata Atlântica, especialmente formações litorâneas e restingas. Bases botânicas registram a espécie como arbusto ou árvore, de ocorrência no leste e sul do Brasil. Apresenta folhas simples, opostas, coriáceas, de coloração verde e aspecto ornamental. As flores são pequenas, brancas, típicas de Myrtaceae, e surgem nos ramos, favorecendo a visitação por insetos. Segundo o site Colecionando Frutas, a espécie é tratada como jabuticaba-da-praia sob o nome Eugenia rotundifolia, sendo indicada como frutífera de restinga. Os frutos são elípticos a alongados, medindo aproximadamente 2 a 3,5 cm de comprimento. Apresentam casca fina, inicialmente amarelada e posteriormente escura, quase negra, quando completamente maduros. A polpa é fina, com cerca de 4 a 5 mm, envolvendo a semente. O sabor pode ser levemente adstringente, característica que se relaciona ao epíteto específico astringens.
Utilidade - A espécie possui potencial ornamental e ecológico, especialmente para uso em jardins de espécies nativas, coleções botânicas, projetos de educação ambiental e enriquecimento de áreas com vegetação de restinga ou Mata Atlântica. Os frutos podem ser consumidos in natura, embora apresentem sabor variável e certa adstringência, não sendo apreciados por todos. Também podem ser aproveitados no preparo de sucos, geleias e produtos artesanais, principalmente em contextos de valorização de frutas nativas pouco conhecidas. O fruto também tem relevância ecológica por servir de alimento para a fauna silvestre. A frutificação é indicada principalmente para o período de inverno, com registros entre junho e agosto, especialmente entre julho e agosto, conforme informações associadas ao site Colecionando Frutas.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Muniz ([s. d.]), com atualização taxonômica conforme Plants of the World Online e Flora e Funga do Brasil.
Junho a Agosto
Localização nos Campi
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada principalmente por aves e outros animais frugívoros atraídos pelos frutos carnosos e escuros quando maduros. Em Myrtaceae brasileiras, as aves são registradas como um dos principais grupos dispersores de sementes.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, com destaque para abelhas. Estudos sobre Myrtaceae no Brasil indicam que as flores dessa família são visitadas principalmente por abelhas, que coletam pólen e atuam como polinizadoras da maioria das espécies.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
GRESSLER, Eliana; PIZO, Marco Aurélio; MORELLATO, Leonor Patrícia Cerdeira. Polinização e dispersão de sementes em Myrtaceae do Brasil. Revista Brasileira de Botânica, v. 29, n. 4, 2006.
JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO. Eugenia astringens Cambess. Flora e Funga do Brasil. Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/. Acesso em: 27 maio 2026.
MUNIZ, Helton Josué Teodoro. Jabuticaba da praia (Eugenia rotundifolia). Colecionando Frutas, [s. d.]. Disponível em: https://www.colecionandofrutas.com.br/eugeniarotundifolia.htm. Acesso em: 27 maio 2026.
ROYAL BOTANIC GARDENS, KEW. Eugenia astringens Cambess. Plants of the World Online. Disponível em: https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:593665-1. Acesso em: 27 maio 2026.