NOME POPULAR
Tamarindo; tamarino; tamarina; tamarinho; jubaí; cedro-mimoso.
NOME CIENTÍFICO
Tamarindus indica L.
Sinonímia: Tamarindus occidentalis Gaertn.; Tamarindus officinalis Hook.; Tamarindus umbrosa Salisb.
FAMÍLIA
Fabaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - O tamarindeiro é uma árvore semidecídua, de copa ampla, densa e baixa, geralmente com 10 a 15 metros de altura. Apresenta tronco curto e ramificação abundante, formando uma copa bastante característica e ornamental. As folhas são compostas pinadas, formadas por numerosos pares de folíolos pequenos e opostos, conferindo aspecto delicado à folhagem. As flores são andróginas, dispostas em racemos axilares curtos, e surgem principalmente entre setembro e outubro.
Os frutos amadurecem no verão e são legumes indeiscentes, popularmente conhecidos como vagens, medindo aproximadamente 5 a 9 cm de comprimento. Possuem casca marrom, rígida e quebradiça quando maduros, marcada externamente pela presença das sementes. No interior, encontram-se geralmente de 3 a 7 sementes envolvidas por uma polpa pastosa, de coloração marrom, sabor acidulado e aroma característico. Há também cultivares com polpa mais adocicada, como a cultivar tailandesa conhecida como Thai Sweet.
Espécie originária da África tropical, com antiga introdução e cultivo na Índia. No Brasil, foi introduzida há muito tempo, provavelmente pelos colonizadores portugueses, tornando-se comum em regiões tropicais. A floração ocorre principalmente na primavera, entre setembro e outubro. A frutificação ocorre principalmente no verão, com amadurecimento entre dezembro e março. No Sudeste brasileiro, a colheita pode se estender pelo outono, especialmente entre abril e maio, conforme as condições climáticas, o estágio de maturação dos frutos e a permanência das vagens secas na planta.
Utilidade - O tamarindo é uma frutífera exótica amplamente cultivada em regiões tropicais do Brasil, especialmente em pomares domésticos e quintais. Sua polpa pode ser consumida ao natural, mas é mais frequentemente utilizada no preparo de sucos, refrescos, xaropes, doces, geleias, molhos, chutneys e pratos da culinária brasileira e internacional. Além do uso alimentar, a árvore possui valor ornamental pela copa ampla e pela folhagem delicada, podendo ser empregada em áreas abertas, parques, pomares e jardins de grande porte.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 265).
Dezembro a Março
Abril a Maio
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais atraídos pela polpa comestível dos frutos. Mamíferos e outros frugívoros podem consumir a polpa e contribuir para a dispersão das sementes. Em áreas cultivadas, a dispersão também ocorre de forma antrópica, por meio do plantio e transporte de sementes pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos. As flores do tamarindeiro são visitadas por abelhas e outros insetos atraídos pelos recursos florais, favorecendo a formação dos frutos.
Vídeo
Um Pé de quê? TAMARINDO - Tamarindus indica, publicado em 15 de jan. de 2021
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ALx-5LmF4og
Dirigido por Estevão Ciavatta, apresentado por Regina Casé, produzido pela Pindorama Filmes
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 265.
UM PÉ DE QUÊ? Um Pé de Quê? TAMARINDO - Tamarindus indica. YouTube, 15 de jan. de 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ALx-5LmF4og. Acesso em: 17 maio 2026.