NOME POPULAR
Laranjinha-do-mato; araçá.
NOME CIENTÍFICO
Eugenia speciosa Cambess.
Sinonímia: Phyllocalyx speciosus (Cambess.) O. Berg.
FAMÍLIA
Myrtaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - A laranjinha-do-mato apresenta porte bastante variável conforme o ambiente em que ocorre. Em áreas de restinga, pode desenvolver-se como subarbusto com menos de 1 metro de altura, enquanto em formações florestais, especialmente na Mata dos Pinhais, pode atingir porte arbóreo, com cerca de 10 a 20 metros de altura. As folhas são simples, pecioladas, cartáceas, glabras e discolores, medindo geralmente entre 3 e 5 cm de comprimento, sendo menores nas formas subarbustivas. As flores são solitárias, axilares e brancas, sustentadas por pedúnculos de aproximadamente 15 a 20 mm, formadas principalmente entre outubro e novembro. Os frutos são globosos ou piriformes, podendo apresentar superfície lisa ou levemente verrucosa, às vezes discretamente costada. Permanecem coroados pelas sépalas persistentes e possuem polpa fina, carnosa, um pouco esponjosa e de sabor adocicado. Cada fruto contém, em geral, de 1 a 3 sementes. A maturação ocorre principalmente entre dezembro e janeiro.
Espécie nativa do Brasil, ocorrendo em restingas litorâneas e matas de altitude, com distribuição indicada desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. A frutificação principal ocorre no verão, aproximadamente entre dezembro e janeiro, podendo variar conforme região, altitude, clima e condições locais de cultivo.
Utilidade - É uma frutífera nativa ocasionalmente cultivada, sendo relativamente frequente em seu ambiente natural. Seus frutos são consumidos localmente in natura e também podem ser utilizados no preparo de geleias. As formas arbóreas são citadas como produtoras de frutos de melhor sabor.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 422).
Dezembro a Janeiro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pelos frutos carnosos e adocicados. Aves e pequenos mamíferos podem atuar como dispersores ao consumir os frutos e transportar as sementes. Em áreas cultivadas, também pode ocorrer dispersão antrópica por meio da coleta e plantio de sementes.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos. Como ocorre em muitas espécies da família Myrtaceae, suas flores brancas e vistosas são atrativas para abelhas e outros visitantes florais, que contribuem para o transporte do pólen.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 422.