NOME POPULAR
Buriti, miriti, buritizeiro
NOME CIENTÍFICO
Mauritia flexuosa L. f.
Sinonímia: Mauritia vinifera Mart.; Mauritia sphaerocarpa Burret; Mauritia minor Burret; Mauritia flexuosa var. venezuelana Steyerm.
FAMÍLIA
Arecaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie nativa da América do Sul, amplamente distribuída no Brasil. Ocorre naturalmente na região Amazônica, Brasil Central e em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Minas Gerais e São Paulo, principalmente em áreas úmidas, matas de várzea e locais periodicamente inundados. O buritizeiro é uma palmeira nativa, solitária, perenifólia e dióica, ou seja, apresenta indivíduos masculinos e femininos separados. Pode alcançar de 4 a 25 metros de altura, desenvolvendo caule ereto, com diâmetro variável e presença de raízes visíveis na base. A espécie é típica de ambientes úmidos, ocorrendo naturalmente em áreas de várzea, margens de rios, brejos, veredas e locais sujeitos a alagamentos periódicos. Suas folhas são grandes, em forma de leque, costapalmadas, reunidas no alto do caule, conferindo aspecto ornamental e bastante característico à planta. As inflorescências são grandes e ramificadas, com numerosas ráquilas. Os frutos possuem casca dura, coloração castanho-avermelhada quando maduros e polpa fina, carnosa e rica em vitamina A. A espécie é considerada de grande importância ecológica, pois seus frutos servem de alimento para diversas espécies da fauna silvestre. A frutificação do buriti pode variar conforme a região, o regime de chuvas e as condições ambientais locais. Em muitas áreas do Brasil, a produção de frutos ocorre principalmente entre o verão e o outono.
Descrição elaborada com base em Lorenzi et al. (2006, p. 82).
Utilidade - Os frutos do buriti podem ser consumidos in natura ou utilizados no preparo de doces, sucos, sorvetes, cremes, geleias, licores e outros produtos alimentícios. Tradicionalmente, também é preparada uma bebida conhecida como “vinho de buriti”, obtida a partir da polpa dos frutos amolecidos em água e posteriormente batidos. Além do uso alimentar, o buriti possui grande valor cultural, econômico e ecológico em várias regiões do Brasil. A polpa é valorizada pelo teor de carotenoides, especialmente pró-vitamina A. As folhas e fibras podem ser utilizadas em artesanato, cobertura, cestaria e outros usos tradicionais. A espécie também é importante na conservação de áreas úmidas, pois está associada a ambientes de nascentes, veredas e matas de várzea.
Dezembro a Maio
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais que consomem os frutos e transportam as sementes. Diversas espécies de aves, mamíferos e peixes podem atuar na dispersão, especialmente em ambientes alagáveis. Em áreas úmidas, a dispersão também pode ser favorecida pela água, caracterizando contribuição hidrocórica.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos visitantes das inflorescências. Por ser uma espécie dióica, a presença de indivíduos masculinos e femininos próximos é importante para a produção de frutos.
Vídeo
Um Pé de Quê? Buriti, publicado em 27 de abr. de 2020
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=t_LEa5SMZn4
Dirigido por Estevão Ciavatta, apresentado por Regina Casé, produzido pela Pindorama Filmes
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; BACHER, Luis Benedito; LACERDA, Marco; SARTORI, Sergio. Frutas brasileiras e exóticas cultivadas: de consumo in natura. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2006. p. 82.
UM PÉ DE QUÊ? Buriti. Direção de Estevão Ciavatta. Apresentação de Regina Casé. Produção de Pindorama Filmes. YouTube, 27 de abr. de 2020. 1 vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=t_LEa5SMZn4. Acesso em: 07 junho 2026.