NOME POPULAR
Carambola; caramboleira
NOME CIENTÍFICO
Averrhoa carambola L.
Sinonímia: Averrhoa acutangula Stokes; Averrhoa pentandra Blanco; Connaropsis philippica Villar.
FAMÍLIA
Oxalidaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Espécie originária da Ásia, especialmente da Indonésia e da Malásia. Foi introduzida no Brasil no início do século XIX. A caramboleira é uma árvore perenifólia, de porte médio, geralmente com 5 a 10 metros de altura. Apresenta copa alongada, densa e bastante ramificada, sendo cultivada em pomares domésticos e, em menor escala, em plantios comerciais.
As folhas são compostas, imparipinadas, com raque de aproximadamente 10 a 16 cm de comprimento. Possuem de 4 a 5 pares de folíolos cartáceos, levemente pubescentes, com coloração mais clara na face inferior, medindo em torno de 3 a 7 cm de comprimento. As flores são andróginas, pequenas, reunidas em cimeiras axilares nos ramos terminais do ano. A floração ocorre principalmente durante o verão. Os frutos são bagas oblongas, profundamente costadas, com cinco arestas bem marcadas. Quando cortados transversalmente, apresentam formato de estrela, característica marcante da espécie. A casca é fina e amarelada quando madura, e a polpa é suculenta, podendo variar de ácida a doce, conforme a cultivar. Os frutos são ricos em ácido oxálico e amadurecem principalmente no inverno, especialmente entre junho e agosto, podendo variar conforme clima, cultivar, manejo e condições locais de cultivo.
Descrição elaborada com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 505).
Utilidade - A carambola é uma frutífera exótica amplamente cultivada no Brasil, especialmente em pomares domésticos. Seus frutos são consumidos principalmente in natura, sendo apreciados pela aparência ornamental, sabor refrescante e textura suculenta. Também podem ser utilizados no preparo de sucos, saladas, doces, geleias, compotas, caldas, sobremesas e decoração de pratos, devido ao formato estrelado das fatias.
Observação sobre consumo:
Embora a carambola seja consumida in natura e utilizada em sucos, saladas, doces e geleias, seu consumo deve ser evitado por pessoas com doença renal, insuficiência renal ou função renal comprometida, pois a fruta contém oxalato e caramboxina, substâncias que podem causar intoxicação nesses casos. Para pessoas saudáveis, recomenda-se consumo moderado, evitando ingestão excessiva ou grande quantidade de suco concentrado.
Atenção: pessoas com doença renal ou função renal comprometida devem evitar o consumo de carambola, devido à presença de oxalato e caramboxina. Para os demais consumidores, recomenda-se consumo moderado.
Junho a Agosto
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie nos campi da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pela polpa suculenta dos frutos maduros. Aves e pequenos mamíferos podem consumir os frutos e contribuir para a dispersão das sementes. Em áreas cultivadas, a disseminação também ocorre de forma antrópica, por meio do plantio, enxertia e manejo realizado pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais atraídos pelas flores pequenas reunidas nos ramos.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 505.