NOME POPULAR
jeniparana, jandiparana, janiparandiba, japaranduba, japuaranduba, pau-fedorento, general, mucurão
NOME CIENTÍFICO
Gustavia augusta L.
FAMÍLIA
Lecythidaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Altura de 6-10 m, com tronco de 20-30 cm de diâmetro. Folhas simples, membranáceas, glabras de 15-25 cm de comprimento (LORENZI, 1992).
Utilidade - Madeira moderadamente pesada, dura, fedorenta enquanto verde, moderadamente durável quando protegida de sol e chuva. A madeira é boa para construção civil e marcenaria. A árvore é extremamente ornamental, principalmente pela delicadeza e perfume de suas flores; pode ser empregada com sucesso no paisagismo em geral, o que já vem sendo feito na região centro-sul do país, principalmente na arborização de pequenos jardins. Os frutos são muito consumidos por roedores (LORENZI, 1992).
As raízes são usadas como poderoso laxante e as folhas como descongestionantes e contra a icterícia. A casca serve para o curtimento e couros. A polpa é em algumas regiões comida assada ou cozida com arroz (INFOBIOS, 2007).
A espécie Gustavia augusta L., pertencente à família Lecythidaceae, produz frutos grandes que contêm sementes ricas em óleo vegetal. Em algumas regiões da Amazônia, povos tradicionais e comunidades locais utilizam essas sementes para a extração artesanal de óleo, que pode ser empregado na culinária, principalmente como gordura vegetal para preparo de alimentos, e também em usos cosméticos, devido às propriedades emolientes do óleo. Além disso, o fruto pode servir como recurso alimentar para fauna silvestre e, em certos contextos, para consumo humano após preparo adequado. Embora o uso tradicional seja conhecido em comunidades amazônicas, ainda há pouca documentação científica detalhada sobre a exploração sistemática desse óleo, sendo seu aproveitamento mais associado a práticas etnobotânicas
Informações ecológicas - Planta perenifólia, esciófita, característica da floresta amazônica. Ocorre preferencialmente na mata de terra firme de solos argilosos ou arenosos e, ocasional na várzea onde atinge o maior porte. Apesar de ocorrer na mata primária densa, pode ser encontrada também em formações abertas e secundárias. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis (LORENZI, 1992).
As flores são visitadas por abelhas, borboletas e pássaros. Macacos conseguem abrir os frutos e comer sua polpa e sementes.
OCORRÊNCIA
Região amazônica, na floresta situada em terrenos argilosos ou arenosos e ocasional na várzea.
SUCESSÃO ECOLÓGICA
Secundária tárdia
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim, o arilo que envolve as sementes, mais indicado para extração de óleo vegetal
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
A maturação de seus frutos ocorre predominantemente nos meses de março a maio.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
Floresce durante grande parte do ano, porém com maior intensidade nos meses de outubro a dezembro.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do brasil. Nova Odessa, Sp: Editora Plantarum, 1992. 352 p. (Volume I).
Infobibos - Informações Tecnológicas. Gustavia augusta L. 2007. Ficha Técnica em Hypertexto. Disponível em: <http://www.infobibos.com/Fichas/Gustavia_augusta/>. Acesso em: 11/7/2022
Mapa online com a localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Mapa estático com a localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)