NOME POPULAR
Cereja-do-rio-grande; cereja; cereja-do-mato.
NOME CIENTÍFICO
Eugenia involucrata DC.
FAMÍLIA
Myrtaceae.
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Segundo Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015), A cereja-do-rio-grande é uma árvore caducifólia, de copa densa e ovalada, que pode atingir aproximadamente 8 a 14 metros de altura. É uma espécie nativa das florestas semidecíduas de altitude das regiões Sul e Sudeste do Brasil, sendo também cultivada em outros países como frutífera ornamental.
As folhas são simples, pecioladas, de textura cartácea e glabras em ambas as faces, medindo cerca de 5 a 9 cm de comprimento. Apresentam nervação discreta na face superior. A espécie produz flores solitárias e axilares, sustentadas por pedúnculos de aproximadamente 1 a 3 cm, formadas principalmente entre setembro e novembro.
Os frutos apresentam formato variável, geralmente elipsoide, com superfície lisa, brilhante e coloração que varia do vermelho ao negro-violáceo quando maduros. Possuem sépalas persistentes na porção apical e polpa espessa, carnoso-suculenta, de sabor doce, agridoce ou levemente acidulado. A maturação ocorre, em geral, entre novembro e janeiro.
Utilidade - É cultivada em pomares domésticos, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Seus frutos são consumidos in natura e também utilizados no preparo de geleias, doces, sucos e outros produtos artesanais. Segundo Rigo (2007), a compota de cereja-do-rio-grande é deliciosa e serve até para comer com ave assada ou sobre torrada, junto com cream cheese ou queijo cottage.
Além do valor alimentício, a espécie possui potencial ornamental, principalmente pela beleza da copa, da floração, da frutificação e, em algumas cultivares, pelo tronco de coloração avermelhada.
Novembro a Janeiro
Localização nos Campi
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada principalmente por aves e outros animais frugívoros atraídos pela coloração intensa, pela polpa carnosa e pelo sabor adocicado dos frutos maduros. Em áreas cultivadas, também pode ocorrer dispersão antrópica, por meio do plantio e da propagação por sementes.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos. Como ocorre em muitas espécies da família Myrtaceae, as flores de Eugenia involucrata são visitadas por abelhas e outros insetos atraídos pelos recursos florais.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Lorenzi, Harri, Frutas no Brasil nativas e exóticas: (de consumo in natura) / Harri Lorenzi, Marcos Túlio Côrtes de Lacerda, Luis Benedito Bacher. -- Nova Odessa, SP : Editora Plantarum, 2015. p. 400.
RIGO, Neide. Cereja-do-rio-grande ou cereja-do-mato. Come-se, 28 set. 2007. Disponível em: https://come-se.blogspot.com/2007/09/cereja-do-rio-grande-ou-cereja-do-mato.html. Acesso em: 15 maio 2026.