NOME POPULAR
amora; amora-preta; amora-negra; amoreira-preta; amoreira-negra; amoreira-do-bicho-da-seda
NOME CIENTÍFICO
Morus nigra L.
FAMÍLIA
Moraceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - A amoreira-preta é uma árvore frutífera de porte médio, geralmente caducifólia ou semidecídua, podendo alcançar aproximadamente 4 a 12 metros de altura. Apresenta copa ampla e ramificada, sendo bastante utilizada em pomares domésticos, áreas de cultivo familiar e também em espaços ajardinados, principalmente por sua rusticidade e pela produção de frutos comestíveis. As folhas são simples, alternas, pecioladas, de formato ovalado a cordiforme, com margens serrilhadas ou denteadas. A superfície foliar pode apresentar textura áspera ao toque devido à presença de tricomas. Em plantas jovens, é comum a ocorrência de folhas com variação na forma, inclusive lobadas. As inflorescências surgem geralmente no final do inverno ou início da primavera, reunindo flores pequenas, discretas, pouco vistosas, de coloração clara a esbranquiçada. Os frutos, popularmente chamados de amoras, correspondem botanicamente a infrutescências carnosas formadas pela reunião de pequenos frutículos. Quando maduros, apresentam coloração vermelho-escura a roxo-negra, polpa suculenta e sabor adocicado a levemente ácido.
Utilidade - São muito apreciados para consumo in natura, além de serem empregados no preparo de sucos, geleias, compotas, doces, licores, vinhos, xaropes e sobremesas. Além do uso alimentar dos frutos, a espécie também possui valor ornamental, especialmente pela copa sombreira e pela atratividade para a fauna. As folhas podem ser utilizadas na alimentação do bicho-da-seda, embora a amoreira-branca, Morus alba, seja a espécie mais tradicionalmente empregada para esse fim.
Setembro a Novembro
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada principalmente por aves e outros animais frugívoros que consomem os frutos maduros. Como as infrutescências são carnosas, suculentas e de coloração escura quando maduras, tornam-se atrativas para a fauna, favorecendo a dispersão das sementes após o consumo dos frutos. A espécie também pode ser disseminada de forma antrópica, por cultivo e propagação em pomares e jardins.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente anemófila, ou seja, realizada pelo vento. Essa característica é compatível com suas flores pequenas, discretas e pouco vistosas, reunidas em inflorescências.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Lorenzi, Harri, Frutas no Brasil nativas e exóticas: (de consumo in natura) / Harri Lorenzi, Marcos Túlio Côrtes de Lacerda, Luis Benedito Bacher. -- Nova Odessa, SP : Editora Plantarum, 2015. p. 359.