NOME POPULAR
banana, pacová
NOME CIENTÍFICO
Musa X paradisiaca L.
FAMÍLIA
Musaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Segundo Harri Lorenzi et al. (2006), a bananeira (Musa × paradisiaca L.), pertencente à família Musaceae, é uma espécie amplamente cultivada no Brasil desde sua introdução no século XVI. As variedades atualmente plantadas possuem origem relacionada ao Sudeste Asiático, sendo resultantes de cruzamentos entre Musa acuminata e Musa balbisiana. Trata-se de uma planta herbácea rizomatosa, de grande porte, podendo atingir entre 3 e 7 metros de altura, com folhas grandes e eretas distribuídas ao longo da haste.Sua inflorescência ocorre em forma de cacho, contendo flores masculinas, femininas e andróginas protegidas por brácteas. Após a frutificação, a haste principal encerra seu ciclo de vida. Entre as cultivares mais difundidas no Brasil destaca-se a banana “Nanica”, pertencente ao grupo genômico AAA, subgrupo Cavendish, popularmente conhecida como banana-d’água.Os frutos apresentam ampla utilização alimentar, sendo consumidos principalmente in natura, além de empregados na produção de doces e outras preparações culinárias. A propagação da espécie ocorre predominantemente por divisão de rizomas e brotações laterais.
Utilidade - Os frutos apresentam ampla utilização alimentar, sendo consumidos principalmente in natura, além de empregados na produção de doces, vitaminas, bolos e outras preparações culinárias. A espécie também possui relevância paisagística, ornamental e socioeconômica, sendo amplamente cultivada em regiões tropicais e subtropicais.
Ano todo
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
As espécies primitivas e selvagens de banana possuem sementes grandes, duras e férteis, diferentemente das cultivares comerciais modernas, que são majoritariamente partenocárpicas (produzem frutos sem fecundação) e praticamente sem sementes viáveis. Um dos principais exemplos de espécie silvestre são: Musa acuminata e Musa balbisiana. Essas duas espécies deram origem à maior parte das bananas cultivadas atualmente por meio de cruzamentos naturais e seleção humana. Nas espécies primitivas, o principal vetor de dispersão de sementes é a zoocoria, especialmente os mamíferos frugívoros, como morcegos e primatas, juntamente com a ave-fauna.
Já nas variedades cultivadas atualmente, entretanto, a dispersão ocorre predominantemente de forma antrópica, por meio do plantio de rizomas, mudas e perfilhos.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização natural pode ocorrer por insetos e morcegos em variedades férteis; entretanto, a maioria das cultivares comerciais apresenta frutos partenocárpicos, desenvolvendo-se sem necessidade de fecundação.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; BACHER, Luis; LACERDA, Marco; SARTORI, Sergio. Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura). Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2006. p. 444.