A Taxonomia de Bloom é um modelo amplamente reconhecido que permite o planeamento de aulas e a avaliação da aprendizagem, ajudando os professores a estruturar objetivos educativos e a criar atividades que ajudam a promover o pensamento crítico e outras competências mais elaboradas incluindo a sua aplicação prática em diferentes cenários de aprendizagem.
Desenvolvida por Benjamin Bloom nos anos 50 e atualizada em 2001, a taxonomia organiza a aprendizagem em seis níveis hierárquicos, do mais simples ao mais complexo. A versão revista substitui os substantivos originais por verbos de modo a dar mais importância às ações dos alunos.
Recordar (Remember)
Descrição: Recuperar informação básica de forma precisa.
Exemplo: Identificar factos ou conceitos chave.
Atividade: Criar um questionário com IA generativa, como cartões de memória interativos.
Compreender (Understand)
Descrição: Explicar ideias ou conceitos.
Exemplo: Resumir uma história ou interpretar um gráfico.
Atividade: Usar ferramentas de IA para criar diagramas explicativos ou mapas mentais colaborativos.
Aplicar (Apply)
Descrição: Utilizar conhecimentos em situações novas.
Exemplo: Resolver problemas matemáticos ou aplicar leis científicas.
Atividade: Criar cenários hipotéticos com ferramentas de IA para explorar a resolução de problemas reais.
Analisar (Analyse)
Descrição: Dividir informações em partes e compreender as relações.
Exemplo: Comparar diferentes perspetivas num texto.
Atividade: Utilizar IA para gerar debate e análise de textos literários.
Avaliar (Evaluate)
Descrição: Fazer avaliações com base em critérios definidos.
Exemplo: Avaliar a validade de uma fonte de informação.
Atividade: Criar rubricas para projetos de grupo com apoio de IA e realizar discussões avaliativas.
Criar (Create)
Descrição: Produzir algo novo combinando ideias e conhecimentos adquiridos previamente.
Exemplo: Desenvolver um projeto interdisciplinar.
Atividade: Usar IA generativa para criar histórias, protótipos e produtos multimédia.
Inovação na sala de aula:
Criar cenários de aprendizagem que envolvam múltiplos níveis da taxonomia, desde a compreensão até à criação.
Usar plataformas de IA para personalizar atividades e fornecer desafios adequados ao nível de cada aluno.
Feedback e Avaliação:
Definir objetivos claros para cada nível e alinhar as avaliações ao nível de complexidade pretendido.
Exemplo prático:
Para o ensino das ciências, pode-se:
Pedir aos alunos que recordem os estados da matéria (Nível 1: recordar).
Explicar como as mudanças de temperatura afetam os estados (Nível 2: compreender).
Simular uma experiência num laboratório virtual (Nível 3: aplicar).
Comparar os resultados das experiências virtuais e reais (Nível 4: analisar).
Debater qual o método experimental mais eficiente (Nível 5: avaliar).
Criar um vídeo ou apresentação sobre as descobertas (Nível 6: criar).
Bloom, B. S. (1956). Taxonomy of Educational Objectives: The Classification of Educational Goals.
Anderson, L. W., & Krathwohl, D. R. (2001). A Taxonomy for Learning, Teaching, and Assessing.
Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Taxonomia_dos_objetivos_educacionais
Taxonomia de Bloom: o que é e como aplicar: https://estudaescolas.com.br/blog/taxonomia-de-bloom
Bloom’s Taxonomy of Educational Objectives, Erin Stapleton-Corcoran, CATE Instructional Designer (January 25, 2023)