IFSP abre portas para uma especialização em Educação Inclusiva
O Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP Campus de Ilha Solteira disponibilizou uma Especialização online em Educação Inclusiva com 150 vagas para graduados.
Por: Caio Back dos Santos
A Coordenadora Cíntia e o Coordenador Adjunto Maurício durante a Aula de inauguração, realizada em formato de live pelo YouTube
A especialização em Educação Inclusiva aconteceu a partir da inscrição do IFSP Ilha Solteira em um edital da reitoria. Foi feita uma parceria com a Coordenação de aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Esse curso aumentou o número de alunos e servidores, o que auxilia o IFSP a se tornar um campus pleno, com mais servidores e, desse modo, possibilitando que futuramente possa oferecer mais cursos à população.
A especialização conta com 150 vagas para graduados e pós-graduados de todo o Brasil, e as aulas tiveram início em 31 de março deste ano. Os profissionais envolvidos são: Cíntia Martins Sanches, Coordenadora do curso, Maurício Antonio Santini Jr, Coordenador Adjunto do curso, Lucélia Miranda Massoni, docente do campus Itapetininga, Simone Silva Hiraki, docente do campus Ilha Solteira, entre outros professores tutores.
O curso de Especialização é ofertado apenas pelo campus de Ilha Solteira e, por ser online, é possível transmitir a educação pública de qualidade e gratuita para todo o Brasil. Além disso, essa Especialização é indispensável para uma educação mais inclusiva, uma vez que o Brasil é um dos países com mais desigualdade educacional do mundo.
De acordo com, William Rosendo, aluno do curso, “Eu tenho a expectativa de que o curso amplie meus conhecimentos sobre a Educação Inclusiva e meu olhar sobre estudantes neurodivergentes. Profissionalmente falando, percebo uma defasagem muito grande em profissionais qualificados para atender e acompanhar estudantes que precisam de um acompanhamento diferenciado no ensino regular. Então, acredito que após a conclusão desse curso, muitas oportunidades vão surgir nesse sentido.” De acordo com a Coordenadora Cintia, já há a confirmação de uma nova oferta do curso em 2026, quando teremos 200 vagas”. Para mais informações, é possível acessar o site do campus: https://ist.ifsp.edu.br/.
Mudanças na EE Arno Hausser: escola reforma antiga casa da zeladoria para ampliar atendimento a alunos da educação especial
Por: Daniel de Amorim dos Santos
A Escola Estadual Arno Hausser passou por uma mudança significativa nos últimos meses. A antiga casa da zeladoria, que estava desativada, foi reformada e transformada em um novo espaço de atendimento para os alunos da educação especial. A vice-diretora Ieda Dantas Vichete contou como a escola decidiu dar nova vida ao prédio para garantir mais acolhimento e estrutura para os alunos da inclusão.
“Nós temos muitos alunos da educação especial, alunos de inclusão. A nossa sala de recurso era uma sala pequena, que estava ficando apertada. E lá, nessa casa, nós temos vários espaços”, explicou Ieda.
O novo espaço conta agora com duas salas específicas de aula e mais uma sala de apoio, pensada para momentos de regulação emocional e atividades pedagógicas mais flexíveis. A estrutura da casa não foi alterada, mas os cômodos foram adaptados com mesas, materiais pedagógicos e recursos adequados.
“Na questão estrutural não foi mexido, foi mais na adequação do espaço. Os quartos foram transformados em salas de aula, e a sala de estar permaneceu como um espaço com jogos pedagógicos”, disse a vice-diretora.
Entre os materiais adquiridos para o novo espaço estão jogos pedagógicos, ventiladores e um data show, além de diversos recursos voltados para o trabalho específico com os alunos da educação especial. Tudo foi pensado para garantir um ambiente mais completo, acolhedor e estimulante.
“Esse espaço ficou muito acolhedor. Além de poder atender os alunos que são matriculados na sala de recurso, agora conseguimos ampliar o atendimento também aos que precisam desse apoio, mesmo sem estarem matriculados lá.”
A resposta da comunidade escolar tem sido positiva e comovente. Famílias aprovaram o novo ambiente e, segundo a vice-diretora, até alunos que antes resistiam às aulas passaram a se interessar pelo novo espaço.
“Temos alunos que, quando viram o espaço, ficaram encantados. Antes não participavam das aulas, talvez por se sentirem constrangidos. E hoje fazem questão de estar lá, até quando não têm aula no momento.”
A transformação da antiga casa da zeladoria em um espaço de inclusão mostra como a escola pode, com criatividade, cuidado e dedicação, reinventar seus próprios ambientes para atender melhor quem mais precisa. Um gesto simples, mas cheio de significado para toda a comunidade escolar.
Conheça um pouco dos novos espaços de atendimento:
Acessibilidade como direito, não favor.
Por: Lavínia
Apesar dos avanços tecnológicos nos últimos anos, a acessibilidade ainda é um desafio para milhões de pessoas. Rampas quebradas, calçadas irregulares, ausência de sinalização tátil e a falta de intérpretes de libras em serviços públicos e privados são alguns obstáculos. Grande parte dos espaços urbanos ainda não estão adaptados para receber essas pessoas de forma digna.
Especialistas defendem que a inclusão precisa ser pensada desde o planejamento urbano, até a educação. Além disso, pequenas atitudes no dia-a-dia, podem ajudar muito. Como respeitar vagas reservadas, não fazer comentários negativos e até dar mais visibilidade para esses problemas, inclusive, nas redes sociais.
A acessibilidade não deve ser vista como um favor, mas sim como um direito garantido por lei. A inclusão quando praticada de forma real, beneficia a todos. Afinal, todos podem precisar de acessibilidade algum dia.
A acessibilidade é um bem coletivo,
não se trata de caridade, mas de justiça social, é um dever do Estado e da sociedade, somente assim haverá igualdade de oportunidades.