Aluno no do IFSP passa direto em medicina na UFMS
Aluno do IFSP de Ilha Solteira passa em medicina na UFMS e revela seus métodos de estudo.
Por: Lucas Samuel dos Santos oliveira
Sara Okajima
O aluno, Alisson Renzo Pereira de Souza, foi aprovado em medicina na UFMS e em enfermagem na UFMG no vestibular de 2024. Ele evidenciou os seus métodos de estudo, além disso, esclareceu como lidou com a redação e, principalmente, como manteve sua disciplina em relação aos estudos para o vestibular.
Os métodos de estudo que o Alisson usou foram: ver os conteúdos que ele não tinha visto, ou que não lembrava, utilizando os flashcards (cartões de estudo os quais ajudam a memorizar informações) e post its para decorar fórmulas e conceitos; Priorizava o entendimento do conteúdo antes de tentar memorização, assim, sempre fazia revisões ativas, com listas de exercícios e se necessário revisão de todo o conteúdo, se possível, no mesmo dia em que o conteúdo foi passado; Quando havia dúvidas, sanava com os professor ou com o apoio de videoaulas ou com as apostilas didáticas; Fazia simulados e redações com frequência, e tentava relacioná-las com conteúdos que consumia, como livros e filmes; Por fim, Alisson se esforçou bastante na parte de gramática, além de ler muitas redações nota 980/1000.
Para passar em medicina é necessária muita disciplina, ou seja, estudar um pouco todos os dias, ter responsabilidades com a rotina de estudo, esforçar-se constantemente e lembrar o porquê você está fazendo aquilo. Uma sugestão do Alisson foi que sua inspiração partiu dos métodos e rotinas de estudo de alguns estudantes do curso desejado. Por isso, ele fazia cronogramas de estudo com as aulas da semana, exercícios e correções e os distribuía pela semana. O importante é ser realista com o tempo e com a capacidade de realização das atividades programadas.
Finalmente, é imprescindível começar o quanto antes para o entendimento e organização do melhor método de estudo baseado nas individualidades de cada indivíduo.
Abaixo segue o link para a entrevista completa: https://drive.google.com/file/d/1EFQqc0yPmnEPhb0heIPUr8pK-Ov8Xtr6/view?usp=drivesdk
Servidor do IFSP IST é o primeiro escritor surdo, a se tornar membro correspondente da academia Taubateana de letras
Ex-aluno surdo do curso de Letras Libras, Eliandro fez história ao integrar a Academia Taubateana de Letras
Por: Taís Vitória Martins de Souza e Yasmin Menezes Araújo
Aos 20 anos, através da Educação de Jovens e Adultos (EJA), o autor descobriu o poder das letras. Hoje, com formação em Letras (Libras) pela UFJF, em Letras Português e Inglês, dois mestrados (Linguística Aplicada pela UNITAU e Educação Profissional e Tecnológica pelo IFRS) e doutoramento em Ciências Humanas e Sociais na UFABC, ele trilha um caminho de superação e dedicação à literatura. "Comecei a ler e escrever aos 20 anos, quando tive acesso à educação pela EJA", relata.
Sua jornada literária iniciou-se em 2017, com o poema "O mundo vazio". A "literatura surda", para o autor, transcende a simples escrita. É a expressão da identidade, das vivências e da língua da comunidade surda, utilizando a Língua de Sinais, o SignWriting e narrativas visuais como ferramentas de resistência, valorização e combate a preconceitos. "É uma forma de promover o reconhecimento identitário e fortalecer a comunidade surda em uma sociedade predominantemente ouvinte", afirma. Obras como "Cinderela Surda" são adaptadas para incorporar elementos da perspectiva surda, inspirando identificação e pertencimento cultural. Ele define a literatura surda como: "produção cultural e artística que expressa a identidade, as vivências e a língua das pessoas surdas".
As inspirações do autor emanam das vivências da comunidade surda, da riqueza da Língua de Sinais e da necessidade de valorizar a identidade surda. Ele busca adaptar narrativas e criar conteúdos que reflitam essas experiências, promovendo representatividade, inclusão e empoderamento cultural. Segundo o autor, suas inspirações vêm "das vivências e histórias da comunidade surda, da riqueza da Língua de Sinais e da necessidade de valorizar a identidade surda."
Entre os autores surdos que o inspiram, destacam-se Sueli Ramalho Segala (Brasil), com o livro "A Imagem do Pensamento – Libras", Helen Keller, com a autobiografia "A História de Minha Vida", Emmanuelle Laborit, Pierre Desloges e Carlos Skliar. Cláudio Henrique Nunes Mourão, poeta e pesquisador, é citado por sua tese sobre a "Literatura Surda: experiência das mãos literárias", definindo-a como a expressão cultural em línguas de sinais, destacando o papel das "mãos literárias" na narrativa e na identidade surda.
A produção acadêmica do autor pode ser acessada no seguinte link: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/65961. Sua obra e a de outros autores surdos convidam a uma reflexão sobre a inclusão e a diversidade na Literatura
Eliandro servidor do IFSP IST