Um espaço para todos: como a Arno Hausser apoia os alunos da Educação Especial
Por: Fernanda Vaz Barbosa
A Escola Arno Hausser se destaca em nossa cidade por seu compromisso com a inclusão e o acolhimento de alunos da Educação Especial. Para fortalecer esse atendimento, a escola agora conta com o apoio fundamental da função de Professor de Ensino Colaborativo, uma inovação implementada recentemente no estado de São Paulo. A responsável por essa função em nossa escola é a Professora Marta Martins, que traz uma nova abordagem para a educação inclusiva. Mas você sabe o que faz um Professor de Ensino Colaborativo? Nesta reportagem, conversamos com a Professora Marta para esclarecer essa função essencial e explicar como ela contribui para uma educação mais inclusiva e eficaz.
O Professor de Ensino Colaborativo desempenha um papel crucial na inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE) nas salas de aula regulares. Trabalhando em parceria com os professores regulares, esse profissional ajuda a adaptar atividades, métodos de ensino e materiais didáticos para garantir que todos os alunos possam participar plenamente do processo de aprendizagem. Além disso, o Professor de Ensino Colaborativo oferece suporte pedagógico, realiza o acompanhamento individual dos alunos com NEE e colabora no planejamento das aulas, sempre visando uma educação inclusiva e de qualidade.
Olá, Professora Marta! Tudo bem? Poderia nos explicar como é o seu trabalho na Escola Arno Hausser como Professora de Ensino Colaborativo?
Professora Marta Martins: Já atuo como professora de Educação Especial na escola, e agora também assumi o papel de Professora de Ensino Colaborativo. Esse trabalho consiste em uma estratégia pedagógica em que o professor do ensino regular e o professor especialista planejam juntos procedimentos de ensino para atender aos alunos que são o público-alvo da Educação Especial. O Professor de Ensino Colaborativo funciona como um elo entre o professor da sala de recursos e o professor da sala regular, observando o que é trabalhado na sala de recursos e levando essa informação ao professor da sala regular. Minha função é sentar com esse professor e ajudá-lo a planejar aulas e adaptar atividades para os alunos com necessidades especiais, levando em consideração as especificidades de cada um.
Marta, você poderia nos explicar como foi o processo para a escola conseguir o suporte dessa nova função de Professor de Ensino Colaborativo para auxiliar os professores e alunos especiais, garantindo um ensino mais efetivo?
Professora Marta Martins: Foi um processo necessário porque os alunos precisam desse suporte que o Professor de Ensino Colaborativo oferece, tanto para os professores quanto para a gestão escolar. Este professor trabalha articulando as atividades para os alunos com necessidades específicas, como os alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Deficiência Intelectual (DI). O Professor de Ensino Colaborativo prepara essas atividades junto com os professores regentes, ou seja, os professores das salas de aula regulares, e também com os professores da sala de recursos. Essas atividades são mais simples, sucintas e adaptadas para que esses alunos possam compreender e realizar as tarefas de forma eficaz. Utilizamos diferentes estratégias e metodologias específicas para cada aluno, garantindo que eles participem das aulas de maneira ativa, em vez de ficarem apenas desenhando ou sem fazer nada. Assim, as atividades que eles realizam estão relacionadas ao que os outros alunos estão aprendendo, mas são adaptadas para atender às suas necessidades.
A implementação da função de Professor de Ensino Colaborativo na Escola Arno Hausser reflete o compromisso da instituição em oferecer um ambiente educativo verdadeiramente inclusivo. Com o trabalho conjunto entre professores e a dedicação de profissionais como a Professora Marta Martins, a escola continua a garantir que todos os alunos recebam a atenção e o suporte necessários para seu pleno desenvolvimento.
Professora Marta da educação especial e a aluna Lorrayne da educação especial (NEE), acompanhadas da repórter Fernanda Vaz