O mundo de Eri é composto por vários tipos de sociedades e culturas. Toda essa variedade possui um foco principal: os deuses. Mesmo em tempos de guerra, é possível viver bem dentro dos Reinos que compõem o mundo. O Capítulo abordará temas, como estrutura da sociedade, leis, organizações específicas (organizações criminosas, seitas, clãs e guildas), cultura e costumes, calendário, festivais e dias especiais. Basicamente, a sociedade se divide em três camadas: Nobreza, Cidadãos e Soldados.
"Uma pessoa será lembrada (e julgada) por suas ações… Viva a vida.” — Flur
A SOCIEDADE
A nobreza representa cerca de 25% da população. A maioria dos nobres vive na capital Ganevale ou nos Reinos próximos a ela. Sua renda se baseia no rico e variado comércio, escolas de treinamentos, exposições de artes e viagens aos lugares mais lindos e exóticos do mundo. Em tempos de guerra, os nobres esquecem, mesmo que por pouco tempo, a rivalidade por riquezas que existem entre eles, afinal, todos precisam estar unidos na luta contra Gor. Os nobres são divididos em quatro grupos: Clero, Senhores, Líderes e Diplomatas.
O Clero é o responsável pela vigilância dos adeptos dos deuses espalhados pelo mundo. Possuem várias igrejas e Templos localizados nos principais Reinos. O clero é composto principalmente por pessoas de alto conhecimento e virtudes, geralmente separadas por funções: sacerdotes e sacerdotisas cuidam da liderança, os clérigos são os responsáveis pela cura e missões de paz, os paladinos fazem as guardas e proteções dos locais sagrados, e emissários desempenham o papel de pregadores. Muitos deles são escolhidos pelos próprios deuses para pregarem a esperança e fé dentro do mundo.
Os Senhores são os responsáveis pelo controle do comércio, das terras e da circulação de riquezas. Preferem atuar na política que envolve todo o mundo e não costumam se tornar pessoas públicas. Os senhores podem designar um ou mais líderes para uma cidade, assim como estimular o trabalho dentro de um Reino.
Líderes são os responsáveis por manter as leis dentro dos Reinos, atuando diretamente nas cidades que foram designadas pelos Senhores. Um líder deve manter o registro de cada pessoa que mora em seus domínios e pode aplicar qualquer lei que considere importante, desde que seja apenas para promover a justiça e a ordem. Para garantir a segurança, eles contratam serviços de guardas e constroem centros de vigilância e prisões em cada cidade. Para garantir todos os serviços básicos, eles cobram impostos mensais dos cidadãos.
Por último, os Diplomatas, os responsáveis por manter a união entre todas as raças. Cada raça deve designar um Diplomata para representá-la. De tempos em tempos, eles se reúnem para discutir sobre os eventos atuais do mundo, algo muito importante em tempos de guerra.
A segunda camada da sociedade é caracterizada pelos Cidadãos. É a mais numerosa, representando cerca de 50% da população. Sem os cidadãos, nem mesmo a riqueza dos nobres faria com que o mundo crescesse e prosperasse. Possuem a responsabilidade de desempenhar vários tipos de serviços, desde um simples fazendeiro, até um renomado comerciante. Os cidadãos são divididos em três grupos: Trabalhadores, Representantes e Excluídos.
Os Trabalhadores são o grupo com maior número de integrantes. O mundo evolui graças ao trabalho desses cidadãos.
Representantes são os líderes dos trabalhadores e donos de estabelecimentos menores. Possuem total liberdade de reportar algo para o líder local.
Excluídos são os degenerados da sociedade. Esses tipos de cidadãos preferem viver sem trabalho, não pagam impostos e alguns deles praticam vários tipos de crimes nas cidades. Apesar de representar a minoria da população, alguns grupos chegam a se unir para montar verdadeiras organizações criminosas.
A última camada da sociedade, os Soldados, representam 25% da população. Eles são os responsáveis por manter a segurança e a ordem dentro de um Reino. Essa sociedade é dividida em quatro grupos: Generais, Combatentes, Mercenários e Heróis.
Os Generais são os que controlam toda a estratégia de guerra. Após o sequestro do antigo Rei Dagomor, Eri está nas mãos dos cinco Generais Elementais: Yoshiro, o General do Vento; Huk, o General da Terra; Lucy, a General da Luz; Lucirak, o General do Raio; e Lucian, o General do Fogo.
Combatentes são os cidadãos que escolheram seguir a vida militar. Apesar de ser algo muito perigoso, Eri sempre possuiu grandes e corajosos soldados.
Mercenários são os combatentes contratados para ajudar um exército. Apesar de viverem num mundo cercado pela guerra, esses tipos de soldados só se estimulam a lutar quando há algum tipo de recompensa envolvida.
Por fim, temos os Heróis, pessoas que se destacaram das demais por causa de seus feitos e poderes impressionantes. Representam a esperança de vitória num mundo assolado pela guerra.
O COMANDO DE UM REI
Eri sempre foi liderada por um Rei. Apesar de praticamente todos os reis que já passaram por Eri serem de origem nobre, todos foram escolhidos pelo mundo: um simples cidadão sempre teve voz dentro da sociedade. Mesmo Garbag, o Rei Corrupto, tinha laços muito fortes com os cidadãos. Muitos dizem que os deuses ajudam a escolher um novo Rei. Além das qualidades básicas de um governante, os deuses buscam uma pessoa justa e com um olhar de futuro, pois o mundo sempre sofreu mudanças drásticas.
O primeiro Rei surgiu na 3ª Era, a Era dos Homens. Seu nome era Sebastian I, e foi colocado no poder após ser escolhido pela nobreza. As disputas da 2ª Era ainda não haviam cessado, e a escolha do Rei foi a forma encontrada pelos líderes locais para manter a ordem. Seu reinado, marcado pelo fato de ser o primeiro e da visível falta de experiência, não apenas sua, mas também das pessoas que o cercavam, foi, de certo modo, bem-sucedido. As primeiras leis mais rígidas criadas no seu reinado serviram para frear o crescimento do caos e serviram de base para as leis que ainda existem nos dias atuais. Os dois próximos Reis, Sebastian II e Sebastian III, mantiveram a forma de governar, além do nome que o primeiro Rei carregava. Eles tinham laços familiares, mas esse costume do comando do Rei ser hereditário cessou com a morte de Sebastian III. Eri passou vários anos sem o comando de um Rei até a escolha de Garbag.
Um Rei sempre fica no controle até sua morte ou ser retirado do cargo. A imponência de um Rei é tão grande, que isso só aconteceu uma vez e criou muitas das leis celestiais que regem o mundo nos dias atuais. A maioria dos Reis apenas desempenhava papéis políticos, mas, com o passar dos anos, muitos deles começaram a também receber treinamentos militares. Em termos de jogo, o Rei funciona como uma Classe exclusiva. Seu principal poder é o uso de auras, e ele pode ativar mais de uma aura por vez, quebrando o limite que existe. A Aura de Comando afeta a presença das pessoas e faz com que elas obedeçam a qualquer ordem do Rei. A Aura da Imponência serve tanto para forçar as pessoas a manterem o respeito com o Rei, geralmente se ajoelhando, quanto para paralisá-las caso assim ele deseje. A Aura da Batalha fornece Moral Elevado aos exércitos aliados, enquanto que a Aura da Guerra concede Moral Abalado para os inimigos. Por fim, tem-se a Aura Divina, algo dado pelos deuses que faz com que o Rei tenha acesso a qualquer Bênção.