Temos na mesa de jogo o Mestre Felipe e três personagens: Igor está interpretando Eristan, um Guerreiro da Natureza seguidor de Genrir; ele possui um aliado chamado Klaus, um Guerreiro do Tempo, e outro chamado Zell, um Guerreiro Dragão seguidor de Kodos. Felipe narra uma cena em que os personagens estão procurando um de seus aliados, que foi capturado por Orcs.
Após estudarem as estratégias, Igor declara que vai atacar um Orc que está caminhando perto da jaula. Como será um ataque surpresa, não será necessário decidir uma Iniciativa para o início do combate. Igor consegue acerto no teste de ataque e rola o dano: o Orc recebe 7 de dano. Após esse ataque, os Orcs se assustam, sacam suas espadas e partem para a luta. Se Eristan tivesse matado o Orc, os outros nem seriam alertados. Se os outros aliados também escolhessem agir durante o ataque surpresa, a cena teria uma vantagem muito maior para todos. Como a rodada surpresa acabou, a Iniciativa deverá ser conferida.
Após a rolagem de Iniciativa, a ordem será a seguinte: Klaus (20), Eristan (19), Zell (18) e por último os Orcs (14). Eles estão jogando no Modo heroico de ações.
Zell declara que gastará sua Ação Heroica assim que a rodada começar (antecipou o turno de Klaus): temendo um ataque conjunto dos Orcs, ele declara que levantará voo, ficando a 24 m de altura (possui 6 de Destreza; como está voando, deslocamento será igual a 12 m; ele resolve gastar a ação para ganhar outro movimento). Como antecipou seu turno com a Ação Heroica, ele só pode realizar uma ação (ou duas, caso tivesse uma ação extra). Vendo isso, o Mestre, interpretando um dos Orcs, fala que também gastará uma Ação Heroica para guardar sua espada e sacar um arco (por não ter a habilidade Saque rápido, isso foi considerado uma ação) e se afastar com seu movimento. Dois personagens estudaram a cena de combate e agiram com Ação Heroica: uma bela tática. O combate continuará seguindo a ordem de Iniciativa, já que ninguém mais declarou o gasto, ou seja, o turno retorna para Klaus.
Klaus declara que irá se teletransportar para trás de um dos Orcs para realizar um ataque. Rolando o ataque e o posterior dano após o acerto, ele provoca 5 de dano. Ele resolve realizar outro ataque, causando a morte do inimigo com o acerto.
Agora é a vez de Igor: ele declara que Eristan vai atacar o Orc sobrevivente do último ataque. Ele resolve gastar uma ação a mais para atacar a cabeça (efeito de +1d10 de dano). Ele consegue facilmente êxito no teste de Ataque distância contra a Defesa, e o Orc recebe 18 de dano: menos um inimigo. Como Zell e o Orc já agiram anteriormente com o uso da Ação Heroica, a rodada acaba. Outra rodada será necessária, já que o único Orc não esboçou nenhuma tentativa de fuga. Cada um recupera a Ação Heroica que foi gasta.
O Mestre pensa numa ação ousada para o Orc sobrevivente: ele declarará o gasto de uma Ação Heroica no início da rodada (Antecipar) para mirar seu arco na direção da jaula! Se ele não fazer isso, ele será o último a agir devido à Iniciativa, e, possivelmente, será derrotado sem fazer nada. Quando o Orc declara sua ação, Klaus declara o gasto de sua Ação Heroica! Ele declara que irá se teletransportar, tentando acertar o Orc durante o deslocamento: uma ação que poderá salvar a vida de seu amigo! Com o resultado dos dados somado com o total de Combate Armas brancas, ele consegue um total de 19. O Mestre narra a cena:
Mestre: Após observar o Orc sobrevivente e impedindo qualquer tentativa de ação do mesmo, Klaus, numa ação impressionante (e ousada), interrompe o Orc e se teletransporta, e, num piscar de olhos, acerta as costas do Orc durante o deslocamento!
Rolando os dados, ele provoca uma grande quantidade de dano (ele está equipando um machado grande). O Orc cai morto no chão, retalhado.
Pelas regras, os aliados tinham que esperar o Orc declarar uma ação ou movimento, pois quando alguém gasta Ação Heroica, ele só poderá ser Interrompido, não Antecipado.
Se Klaus tivesse errado o ataque ou o Orc não tivesse morrido (ou anulado), a cena continuaria, ou seja, o Orc realizaria um ataque contra o aliado indefeso, provavelmente provocando a morte do mesmo (caso nenhum outro aliado fizesse algo para ajudar através de sua Ação Heroica, algo permitido pela regra).
Os Heróis conseguem rapidamente (e sabiamente) salvar seu amigo…