Além dos vários conflitos internos, Lucian, agora no poder, deve enfrentar um problema maior: a guerra contra Gor. O Capítulo explicará o passo a passo de como funciona o Sistema de Guerra.
Movidos por sede de vingança, riquezas ou apenas por proteção, os Reinos de Eri – Gor devem conviver com a guerra. É comum um Reino querer tomar o território de seu inimigo a fim de expandir sua zona de influência e poder. Cidades que hoje continuam erguidas e triunfando já passaram por esse tipo de guerra. Um Reino pode atacar um inimigo menor a fim de evitar que ele cresça e invada seu Reino num futuro próximo. Estrategistas de guerra dizem que um inimigo, mesmo menor, continua sendo um inimigo, e não deve, de forma alguma, ser menosprezado. O termo “inimigo” é muito amplo e geralmente é traçado na mente dos líderes. Líderes defensivos tendem a ser neutros, o que não impede as ações dos inimigos, movidos geralmente por desejos acima da compreensão lógica. Tudo isso gera a vingança: um Reino pode querer se vingar de um passado de derrotas e mortes. A vingança talvez não traga o local de volta, muito menos as pessoas que pereceram nos campos de batalha. Ela é algo particular, e quem se alimenta dela sabe qual é o sabor da dor e sofrimento. Também é comum observar Reinos aliados se unirem para derrotar seus inimigos. Alianças fortalecem o laço entre líderes de pensamentos diferentes, geralmente com algum tipo de ganho ou vantagem.
PODER DE DEFESA
Quanto mais bem protegido é um Reino, mais difícil será destruí-lo. Esse valor varia de 0 a 100. Um Poder de Defesa igual a 0 caracteriza um Reino com nenhum tipo de fortificação. Um Reino com 100 em Poder de Defesa irá se mostrar uma verdadeira fortaleza.
As estruturas também possuem uma espécie de Pontos de vida, algo que caracterizará se um objeto está em bom estado ou poderá se quebrar. Para determinar quantos Pontos de vida as estruturas de um Reino possuem (torres, muros, estrutura das residências, entre outros), multiplique o Poder de Defesa por 100. Isso será importante caso um exército ataque uma cidade ou Reino: a partir da quantidade de dano, o Mestre terá uma ideia do que foi destruído ou não.
Por exemplo, uma aldeia simples possui apenas 5 de Poder de Defesa. Os Pontos de vida das estruturas desse local são iguais a 500. Um ataque que cause 250 pontos de dano fará com que metade da cidade seja destruída ou avariada, por exemplo. Se apenas 20 pontos de dano fossem aplicados, o Mestre poderia considerar que poucas casas foram atingidas.
PODER DE GUERRA
Representa a força militar na região. Nessa avaliação, serão consideradas a quantidade de soldados, presença de guardas, aliados e maquinários de guerra. Esse valor também varia de 0 a 100. A partir do valor de Poder de Guerra de um Reino, será possível determinar a quantidade de soldados prontos para a guerra que ele possui: para isso, basta multiplicar o valor de Poder de Guerra por 100 (um Reino com 50 em Poder de Guerra possui 5000 soldados). Geralmente, um Reino possui tropas de infantaria, arqueiros e cavalaria. Para um melhor detalhamento, cada Reino de Eri – Gor será descrito nos Capítulos posteriores com as informações completas dos seus exércitos.
REGRAS
Depois de discutir estratégias, planejar ataques e cuidar de provisões, a guerra marcada (ou não) começará! Para facilitar o combate envolvendo muitos combatentes, o Mestre poderá utilizar as regras de tropas. O uso dessas regras é indicado quando há mais de um combatente de um mesmo tipo envolvido num combate (um grupo de 20 Orcs, por exemplo). Nesse caso, os combatentes podem ser agrupados em tropas que variam de 10 a 1000 soldados. O sistema de guerra visa o combate envolvendo múltiplos combatentes: os Heróis derrotarão hordas de inimigos.
Para montar, por exemplo, uma tropa de Esqueletos comandados por um Necromante, será necessário apenas decidir a quantidade, olhar as características desse monstro no Capítulo Monstros e Combatentes, e adicionar pequenas alterações. Será interessante o Mestre separar tropas de acordo com seu tipo. Por exemplo, Goblins lutam melhor com outros de sua espécie (imagine uma tropa de aranhas junto com lobos…). Além disso, será melhor também separá-los de acordo com a forma de lutar (infantarias podem atrapalhar ataques dos arqueiros, por exemplo).