NOME POPULAR
Romã; romãzeira
NOME CIENTÍFICO
Punica granatum L.
FAMÍLIA
Lythraceae.
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Segundo Lorenzi et al. (2006), a romãzeira é uma frutífera exótica cultivada no Brasil desde o período colonial, principalmente em pomares domésticos, quintais e jardins. Apresenta porte arbustivo ou de arvoreta, com folhas semidecíduas, podendo atingir aproximadamente 3 a 6 metros de altura. Há também variedades anãs, como a variedade nana, de origem japonesa, muito utilizada como planta ornamental de vaso, geralmente com menos de 1 metro de altura. As folhas são simples, coriáceas e relativamente pequenas, medindo cerca de 5 a 7 cm de comprimento. As flores surgem principalmente na primavera, podendo ser andróginas ou unissexuais, dispostas de forma solitária ou em pequenos grupos de até cinco flores. São bastante ornamentais, geralmente de coloração alaranjada a avermelhada. A floração ocorre principalmente na primavera, aproximadamente entre setembro e novembro.
O fruto é do tipo balaústa, com casca firme e resistente. Internamente, apresenta numerosas sementes envolvidas por uma estrutura carnosa, suculenta e adocicada, denominada testa, que constitui a parte comestível da romã. A frutificação e maturação dos frutos ocorrem no verão, especialmente entre dezembro e março, podendo variar conforme clima, manejo, irrigação e condições locais de cultivo. Espécie originária da antiga Pérsia, região correspondente ao atual Irã, no continente asiático. Segundo Lorenzi et al. (2006), a espécie foi domesticada há cerca de 2.000 anos a.C. e posteriormente difundida para diversas regiões do mundo.
Utilidade - Os frutos da romãzeira são consumidos principalmente in natura, por meio dos arilos suculentos que envolvem as sementes. Também podem ser utilizados no preparo de geleias, sucos, xaropes, molhos, sobremesas e bebidas, incluindo o xarope conhecido como grenadine. Além do uso alimentar, a romãzeira possui grande valor ornamental, devido ao porte arbustivo, à beleza das flores e à coloração atrativa dos frutos.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi et al. (2006, p. 426).
Dezembro a Março
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão é predominantemente zoocórica, realizada por animais atraídos pela parte carnosa, suculenta e adocicada que envolve as sementes. Aves e pequenos mamíferos podem consumir os arilos e contribuir para a dispersão das sementes. Em áreas cultivadas, também ocorre dispersão antrópica, por meio do plantio e da propagação realizada pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas e outros visitantes florais atraídos pelas flores vistosas da romãzeira.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri et al. Frutas brasileiras e exóticas cultivadas: de consumo in natura. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2006. p. 426.