NOME POPULAR
Limão-cravo; limão-rosa; limão-capeta; limão-cavalo; limão-china; limão-vinagre.
NOME CIENTÍFICO
Citrus × limon (L.) Osbeck
Sinônimo botânico: Citrus limonia Osbeck / Citrus × limonia Osbeck
FAMÍLIA
Rutaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - O limão-cravo é uma espécie exótica no Brasil, possivelmente originária da Índia, conforme indicado por Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015). É uma arvoreta perenifólia, espinescente, de copa arredondada, densa e bastante ramificada, geralmente com 3 a 6 metros de altura. Apresenta folhas simples, cartáceas, glabras, lustrosas e aromáticas, medindo cerca de 6 a 14 cm de comprimento, com pecíolo estreitamente alado.
As flores são perfumadas, brancas, com botões florais arroxeados, podendo ocorrer de forma solitária ou reunidas em pequenos grupos de 2 a 5 flores nas axilas das folhas. A floração ocorre principalmente no final do inverno e na primavera, entre agosto e outubro.
Os frutos são arredondados, aromáticos, com pequeno mamilo no ápice. Possuem casca rugosa, alaranjada, fina e pouco aderida à polpa. Internamente, apresentam polpa frouxa, formada por 8 a 10 gomos, de sabor bastante ácido, contendo numerosas sementes. A maturação ocorre, em geral, no outono e inverno, aproximadamente de março a agosto.
Utilidade - É uma frutífera exótica amplamente cultivada no Brasil, tanto em pomares domésticos quanto comerciais. Os frutos são utilizados principalmente na forma de suco, tempero e condimento, devido ao sabor ácido e ao aroma característico.
Além do uso alimentar, o limão-cravo é muito empregado como porta-enxerto para outras espécies cítricas, sendo uma das opções tradicionalmente utilizadas na citricultura brasileira.
As informações morfológicas, fenológicas e de uso da espécie foram elaboradas com base em Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015, p. 612).
Março a Agosto
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão natural é predominantemente zoocórica, realizada por animais que consomem os frutos e podem transportar suas sementes. Em áreas cultivadas, a dispersão ocorre principalmente de forma antrópica, por meio do plantio, cultivo e uso da espécie como porta-enxerto.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é principalmente entomófila, realizada por insetos, especialmente abelhas, atraídos pelas flores perfumadas e produtoras de néctar. Como ocorre em diversas espécies cítricas, também pode haver formação de frutos por autopolinização ou com baixa dependência de polinização cruzada, dependendo das condições de cultivo.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; LACERDA, Marco Túlio Côrtes de; BACHER, Luis Benedito. Frutas no Brasil: nativas e exóticas de consumo in natura. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. p. 612.