NOME POPULAR
chichá, chichá-da-mata, araxixá, unha-d’anta, pau-de-boia, mendobi-de-pau
NOME CIENTÍFICO
Sterculia curiosa (Vell.) Taroda
FAMÍLIA
Malvaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - O chichá (Sterculia curiosa), pertencente à família Malvaceae, é uma árvore nativa e endêmica do Brasil, ocorrendo principalmente nos domínios da Mata Atlântica e do Cerrado. A espécie é conhecida pelo porte ornamental, copa ampla e frutos lenhosos bastante característicos, que se abrem quando maduros, expondo sementes escuras no interior.
Segundo estudos botânicos da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, trata-se de uma árvore que pode atingir entre 8 e 12 metros de altura, apresentando tronco de casca acinzentada e folhas simples, frequentemente agrupadas nas extremidades dos ramos. As flores possuem cálice vistoso, geralmente amarelado a avermelhado, sem presença de pétalas, característica típica do gênero Sterculia.
Os frutos são do tipo folículo lenhoso, abrindo-se naturalmente quando maduros e revelando sementes negras e brilhantes. A frutificação ocorre principalmente entre os meses de maio e setembro, enquanto a floração concentra-se entre novembro e março. A polinização é realizada principalmente por moscas, podendo também ocorrer visitação por abelhas e vespas.
Utilidade - O chichá possui potencial ornamental devido à beleza de sua copa e de seus frutos decorativos, sendo utilizado em arborização urbana, paisagismo e recuperação ambiental. Sua madeira é leve e a espécie também apresenta relevância ecológica para a fauna, especialmente na oferta de abrigo e alimento para animais silvestres.
Junho à Agosto
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão das sementes ocorre principalmente de forma autocórica e barocórica, devido à abertura espontânea dos folículos lenhosos e à queda natural das sementes próximas à planta-matriz. Em algumas situações, pode ocorrer dispersão secundária por animais, especialmente aves e pequenos mamíferos atraídos pelas sementes. Espécies do gênero Sterculia também apresentam registros de dispersão zoocórica.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização ocorre predominantemente por insetos (entomofilia), especialmente moscas, abelhas e vespas, atraídos pelas flores de odor característico e pela produção de néctar.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
COLLI-SILVA, M.; FERNANDES-JÚNIOR, A. J. Sterculia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: Flora e Funga do Brasil. Acesso em: 06 maio 2026.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2009. v. 3, 384 p.