NOME POPULAR
Noz-pecã; noz-americana; noz-da-luisiana; pecã
NOME CIENTÍFICO
Carya illinoinensis K. Koch
Sinonímia: Juglans illinoinensis Wangenh; Carya pecan (Marshall) Engl. & Graebn
FAMÍLIA
Juglandaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Segundo Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015), a nogueira-pecã é uma árvore caducifólia, de grande porte, com copa geralmente piramidal, podendo atingir cerca de 15 a 25 metros de altura. É uma espécie exótica no Brasil, nativa do sul dos Estados Unidos, onde ainda ocorre em estado silvestre.
As folhas são compostas, cartáceas, com folíolos alongados, medindo aproximadamente 10 a 18 cm de comprimento. Durante o outono, a folhagem pode adquirir coloração amarelada, característica ornamental bastante marcante da espécie.
As flores são unissexuais e formadas entre agosto e outubro. As flores masculinas surgem em ramos do ano anterior, enquanto as femininas se desenvolvem no ápice dos ramos novos. Os frutos amadurecem e caem no outono, já desprendidos do exocarpo, permanecendo a semente — conhecida comercialmente como noz — protegida por um tegumento duro, porém quebradiço.
A floração ocorre principalmente de agosto a outubro, período correspondente ao final do inverno e à primavera no Brasil. Os frutos amadurecem e caem no outono, especialmente entre março e maio, podendo variar conforme cultivar, clima, altitude, manejo e condições locais de cultivo.
Utilidade - No Brasil, a espécie é cultivada principalmente nas regiões Sul e Sudeste, tanto em plantios comerciais quanto em pomares domésticos. Foi introduzida no país por volta de 1910 e seu cultivo é destinado sobretudo à produção de nozes. As sementes são consumidas in natura ou utilizadas em bolos, tortas, doces, confeitaria, panificação e outras preparações culinárias.
Março a Maio
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão natural é predominantemente zoocórica, realizada por animais que consomem ou transportam as nozes, especialmente roedores e outros mamíferos. Também pode ocorrer dispersão por gravidade, quando os frutos maduros caem próximos à planta-mãe. Em áreas cultivadas, a disseminação ocorre principalmente de forma antrópica, por meio do plantio de sementes, mudas e enxertia.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização é predominantemente anemófila, realizada pelo vento. Essa característica é comum em espécies da família Juglandaceae, que apresentam flores pequenas, pouco vistosas e adaptadas à liberação e transporte de pólen pelo ar.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Lorenzi, Harri, Frutas no Brasil nativas e exóticas: (de consumo in natura) / Harri Lorenzi, Marcos Túlio Côrtes de Lacerda, Luis Benedito Bacher. -- Nova Odessa, SP : Editora Plantarum, 2015. p. 284.
LORENZI, Harri. Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum.