NOME POPULAR
sapota-preta; fruta-pudim-de-chocolate; sapote-negro; pudim-de-chocolate; maçã-preta.
NOME CIENTÍFICO
Diospyros nigra (J.F.Gmel.) Perrier.
FAMÍLIA
Ebenaceae.
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Diospyros nigra é uma árvore frutífera perene, de médio a grande porte, podendo atingir entre 10 e 25 m de altura, com copa ampla e densa. O tronco é sulcado, de casca escura, podendo alcançar cerca de 70 cm de diâmetro. As folhas são simples, alternas, coriáceas, elípticas a oblongas, brilhantes e de coloração verde-escura. As flores são pequenas, tubulares, esbranquiçadas, surgindo nas axilas foliares, podendo ser masculinas, femininas ou hermafroditas.
O fruto é uma baga globosa, com cerca de 5 a 10 cm de diâmetro, casca fina e não comestível, de coloração verde a verde-oliva. Quando imaturo, apresenta polpa branca, adstringente e irritante; ao amadurecer, a polpa torna-se macia, doce, de coloração marrom-escura a preta, com textura e sabor frequentemente comparados ao pudim de chocolate.
Utilidade - A espécie possui grande valor alimentar, sendo consumida in natura ou utilizada na produção de sucos, vitaminas, sorvetes, doces, mousses e licores. Além disso, apresenta potencial ornamental devido à copa densa e folhas brilhantes, e pode ser cultivada em pomares domésticos e sistemas agroflorestais.
Informações ecológicas - A sapota-preta (Diospyros nigra) é uma espécie frutífera tropical com comportamento heliófito a semi-heliófito. Desenvolve-se melhor em ambientes com boa luminosidade, embora tolere sombreamento parcial na fase jovem. Ocorre naturalmente em florestas tropicais úmidas e subúmidas, especialmente em bordas de mata, clareiras, capoeiras e áreas antropizadas, sendo também adequada para sistemas agroflorestais. Prefere solos profundos, férteis e bem drenados, com clima tropical ou subtropical, temperaturas entre 20 °C e 30 °C e boa disponibilidade de água, apresentando moderada tolerância à seca após o estabelecimento.
OCORRÊNCIA
Espécie nativa do México, América Central e norte da América do Sul (incluindo Colômbia). Foi amplamente introduzida e cultivada em regiões tropicais e subtropicais das Américas, Ásia e Oceania.
No Brasil, ocorre principalmente em cultivo e em áreas antropizadas, adaptando-se bem a climas tropicais e subtropicais, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
SUCESSÃO ECOLÓGICA
Espécie classificada como secundária inicial a secundária tardia, heliófita ou semi-heliófita, exigindo boa luminosidade para pleno desenvolvimento. Apresenta crescimento relativamente lento nos primeiros anos, podendo ocorrer em capoeiras, bordas de florestas e sistemas agroflorestais.
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim. O fruto é comestível quando totalmente maduro, sendo bastante apreciado pelo sabor doce e pela textura cremosa semelhante ao chocolate.
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
No Brasil, ocorre geralmente no verão e início do outono, podendo variar conforme a região e as condições climáticas.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
Predominantemente na primavera e início do verão, com variações regionais.
DISPERSÃO DE SEMENTES
Predominantemente zoocórica, realizada por aves, morcegos e mamíferos que consomem os frutos maduros e dispersam as sementes. Também pode ocorrer dispersão secundária por gravidade.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
Principalmente insetos, especialmente abelhas e outros polinizadores generalistas, atraídos pelo néctar e pelas flores pequenas e perfumadas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, H. et al. Frutas no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum.
PATRO, R. Sapota-preta (Diospyros nigra). Jardineiro.net.
WIKIPEDIA. Diospyros nigra.
JANICK, J.; PAULL, R. The Encyclopedia of Fruit and Nuts.
EMBRAPA. Sistemas agroflorestais e espécies frutíferas tropicais.
Mapa online com a localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Mapa estático com a localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)