NOME POPULAR
araçá-una, araçauna, araçá-roxo, araçá preto, araçá-camu-camu, falso camu-camu, camu-camu da mata atlântica
NOME CIENTÍFICO
Psidium Myrtoides o. Berg
FAMÍLIA
Myrtaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - É uma arvoreta de 3 a 4 m de altura, chegando com muita raridade aos 7 m de altura quando em clareiras no meio da mata. A copa é arredondada, densa e pequena. O tronco é tortuoso, com ritidoma (casca) liso, de cor amarelo-acinzentado, e uma vez por ano a casca se desprende em lâminas papiráceas (como tiras de papel) mostrando a casca interna que é alaranjada e/ou castanho-amarelado. Os ramos jovens são glabros (sem pelos) e cilíndricos com casca castanha. As folhas são simples, opostas, cartáceas (como cartolina), e obovadas (com forma de ovo invertido, com a parte larga no ápice), fixada por pecíolo (haste ou suporte) de 5 a 7 mm de comprimento. O limbo (tecido foliar) mede 4,5 a 8 cm de comprimento por 3 a 4,7 cm de largura. A base é aguda ou cuneiforme (em forma de cunha) e o ápice é obtuso, ou seja, suavemente arredondado com um pequeno acúmen (ponta) voltada para baixo. A flor aberta é branca, fragrante e mede 1,5 cm de diâmetro, sendo formada por cálice (invólucro externo) com 4 a 5 lobos ou recortes na forma de dentes côncavos que se rompem na antese. A corola é formada por 4 ou 5 pétalas brancas e obovadas de 5 a 7 mm de comprimento que se misturam com os estames. Os frutos são bagas subemisféricas (que é quase redonda) de 1,5 a 3,6 cm de diâmetro com casca roxo-escura ou quase negra quando totalmente madura. A polpa é arroxeada, acidulada, envolvendo 10 a 22 sementes angulosas e de cor creme.
Utilidade - Os frutos têm sabor acidulado, mais podem ser consumidos in natura. Mais a melhor forma de consumir é na forma de sucos ou geleias. Por ser perenifólia e de porte reduzido, serve muito bem para arborização urbana sob redes elétricas. As folhas brilhantes e as flores brancas tornam a planta muito decorativa para pequenos jardins. essa espécie não pode faltar em projetos de reflorestamento, pois a planta é muito rústica quando em solos fracos e a pleno sol e sua produção precoce de frutos alimentam a fauna em geral. As flores são melíferas e indicadas principalmente como pasto apícola para as abelhas indígenas (abelhas nativas do Brasil, sem ferrão).
OCORRÊNCIA
Espécie nativa do Brasil, endêmica da mata Atlântica, que ocorre desde o estado do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, aparecendo principalmente nas florestas de encostas e nas bordas de mata.
SUCESSÃO ECOLÓGICA
Pioneira.
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
Dezembro-Fevereiro.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
Outubro-Novembro.
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
Sua dispersão é feita principalmente por animais (zoocoria), que se alimentam dos frutos e espalham as sementes.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
Principalmente as abelhas das famílias Meliponiae-Apidae, destacando-se Apis mellifera (abelha-européia ou abelha-africanizada), Tetragonisca angustula (abelha-jataí), Nannotrigona testaceicomis (abelha-iraí), Paratrigona subnuda (jataí-da-terra) Plebeia remota (mirins) e Friesella schrottkyi (mirim-preguiça), além de Halictidae.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Lorenzi, H., Côrtes de Lacerda, M. T., & Bacher, L. B. Frutas no Brasil: nativas e exóticas (de consumo in natura). Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda., 2015. ISBN 8586714488.
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Mapa estático de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)