Relações entre espaço geográfico e globalização.
Leitura e a análise de texto.
Leia o texto a seguir considerando os seguintes procedimentos.
Grife as ideias principais.
Pesquise o significado das palavras e expressões em destaque.
Sintetize as ideias principais.
[...] O cidadão norte – americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai de baixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticado no Oriente Próximo; ou de seda cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz o uso dos mocassins que foram inventados pelos índios das florestas do leste dos EUA e entra no quarto de banho cujo aparelhos são uma mistura de invenções europeias norte –americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestuário inventado na índia, e leva – se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquista que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito. [...]
[...] lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar- se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for um bom cidadão conservador, agradecera uma divindade hebraica, numa língua indo-europeia, o fato de ser cem por cento americano. [...]
LINTON, Ralph. O homem: uma introdução antropologia . 8. Ed. São Paulo: Martins, 1971.p.331.
Observe a imagem a seguir.
a) Em sua opinião, o que a imagem representa?
b) Identifique a variação de tempo em cada um dos estágios apresentados na figura.
c) Quais hipótese poderiam ser levantadas para explicar a relação entre tempo e espaço proposta pelo autor? Por que ele escolheu esse titulo para a imagem? Dê exemplos representativos dessa situação em seu cotidiano?
d) Com base na imagem, quais elementos podem ser considerados responsáveis pelo processo de globalização? Justifique sua resposta.
Leia o texto.
O economista e prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, em seu livro Globalizações e Globobagens (1999), exemplifica a globalizações dos mercados ao analisar como se caracterizam as relações comerciais atuais entre alguns países africanos e seus parceiros da comunidade europeia. Agricultores do Zimbábue fornecem hortaliças frescas para o mercado inglês valendo da disponibilização de voos noturnos que as transportam para esse país sem que ocorra perda da qualidade de seus produtos.
Para o autor essa atividade é possível porque, na atualidade, os voos realizados por velhos Boeing entre Zimbábue e Londres estão muito mais baratos, transformando os nos atuais “navios negreiros “do comercio mundial. Além disso, é possível contar com a maior eficiência da rede de telecomunicações, o que permite o contato telefônico e via internet entre vendedores e compradores, facilitando a relação comercial entre eles. Por fim, essa relação comercial só se tornou possível a aprovação de políticas de aberturas dos mercados e da redução das tarifas de importação para o mercado inglês.
a) Quais elementos citados pelo autor representam de forma concreta a globalização dos mercados? Justifique sua resposta.
b) Em um modo seus discursos sobre a globalização, Tabo M’ Beki, ex-presidente da África do sul, afirmou que há mais telefones na Ilha de Manhattan, localizada na cidade de Nova Iorque, do que em toda a África do Sul do Saara. Considerando que a globalização não atinge a todos igualmente, em que parte do texto Paul Krugman contesta Tabo M’ Beki?
c) Em sua opinião, a realidade apontada pelo ex-presidente sul – africano também ocorre no Brasil? Justifique a sua resposta.
A Globalização é um processo de aprofundamento das relações econômicas, sociais, culturais e políticas entre os povos espalhados pelo mundo.
Está caracterizada pela ausência ou diminuição de barreiras econômicas e imigratórias entre os países. A origem da globalização remonta ao século XV durante o período mercantilista. Várias nações europeias lançaram-se ao mar em busca de novas terras e riquezas. Posteriormente, no século XVIII caracterizou-se por um aumento ainda maior no fluxo de força de trabalho entre os países e continentes, especialmente nas novas colônias europeias na África e na Ásia. Globalização, O homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes e estabeleceu relações comerciais e culturais em níveis sem precedentes. No século XIX, com a invenção da eletricidade, das ferrovias e dos navios à vapor, as distâncias encurtaram e os produtos puderam chegar nos lugares mais remotos. Esse conjunto de transformações, de ordem política e econômica, intensificou-se, sobretudo, no final do século XX, com destaque para o período pós Segundo Guerra Mundial. Após o fim da União Soviética, o mundo já não estava mais dividido por uma barreira ideológica. Os países que pertenceram ao bloco comunista iriam adotar o liberalismo e o capitalismo como forma de governo e política econômica. Surge o neoliberalismo que ganhará força e irá impulsionar o processo de globalização econômica pelos quatro cantos do mundo.VEJA TAMBÉM: Nova Ordem MundialCaracterísticas da Globalização Integração social, econômica e política; união de mercado mundial (relações comerciais e financeiras); fortalecimento das relações internacionais;
Aumento da produção e do consumo de bens e serviços; avanço tecnológico e dos meios de comunicação; instantaneidade e velocidade das informações (por exemplo, via internet);
Aumento da concorrência econômica e do nível de competição;
Surgimento dos blocos econômicos e desaparição das fronteiras comerciais;
Ampliação do uso de máquinas na execução de tarefas;
Crescimento da economia informal;
Valorização de mão-de-obra qualificada;
Privatização de empresas estatais.
Globalização no Brasil
Da mesma maneira que nos países colonizados por outros europeus, a globalização no Brasil tem início com a chegada dos portugueses no país. Isso porque começam as relações econômicas, sociais, culturais e políticas entre os povos que aqui viviam e os colonizadores. No entanto, foi somente no século XX que esse processo teve maior impacto na economia do Brasil. Destacam-se a implementação do neoliberalismo através do Plano Collor e as privatizações das empresas estatais. Além disso, a expansão das indústrias e das empresas multinacionais foi essencial para reforçar o processo de globalização no país.
Neoliberalismo no Brasil
Globalização Econômica.Um fato notável da globalização é o acúmulo de conhecimentos. Isso provoca aumento no compasso das transformações nos meios de produção e tem como consequência o barateamento do método produtivo das indústrias.
Assim, desde os primórdios, notamos uma dispersão da cadeia de produção, através da qual os produtos são fabricados em vários países.
O objetivo principal é reduzir os custos pela exploração da mão de obra, matéria-prima e energia nos países em desenvolvimento.Podemos também imaginar a globalização como um processo que visa constituir e aperfeiçoar uma rede de conexões.O intuito é encurtar as distâncias, facilitando as afinidades culturais e econômicas, posto que estabelece a conexão entre os países e as pessoas de todo mundo.
Nesse sentido, as instituições financeiras (bancos, casas de câmbio) criaram um sistema eficaz para beneficiar a transferência de capital e comercializar ações em escala mundial.
pesquise: Globalização Econômica Blocos Econômicos
Estas relações entre os países gerou a necessidade de expandir seus mercados e conduziu as nações à abertura econômica para produtos estrangeiros.
Assim, ocorreu a criação de blocos econômicos, cujo objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Com este propósito, surgem a União Europeia, o Mercosul, o NAFTA, o Pacto Andino e a APEC.
Isso fortaleceu a releitura da filosofia de origem iluminista liberal que, agora, é chamada de Neoliberalismo.: Pesquise G20 - Grupo dos Vinte Globalizações Cultural
Com a abertura de mercados, o consumidor (que passa a ser uma nova categoria de cidadão) tem acesso a produtos importados de qualidade a baixo custo.
Este processo contribui ainda para a universalização do acesso aos meios de comunicação pelo barateamento das tecnologias e dos métodos de produção.
A globalização tem como seu ícone mais notável a Internet, a rede planetária de computadores. Ela tornou-se possível graças a pactos entre diferentes entidades públicas e privadas por todo mundo. Deste modo, a língua inglesa torna-se fundamental na Internet, como uma forma rápida eficiente e totalmente nova para se relacionar com pessoas de outros países. No entanto, não deixa de ser uma forma de colonização cultural, pois outros idiomas e expressões culturais são deslocados ou sub-valorizados .Tecnologia da Informação Um mundo conectado pela Tecnologia de Informação VEJA TAMBÉM: Sociedade da Informação Vantagens e Desvantagens da Globalização Como principal ponto positivo da globalização podemos citar os avanços tecnológicos que tornam mais fácil a vida das pessoas. Ela facilita o fluxo de informação e de capitais mediante inovações nas áreas das Telecomunicações e da Informática.Com ponto negativo, é preciso afirmar que a maior parcela do dinheiro fica entre os países mais desenvolvidos. Estes conseguem lucros astronômicos e cria uma relação desproporcional, o que gera uma brutal concentração da riqueza. Curiosidade
A Globalização fez surgir a Geração Y, a primeira que está vivendo num mundo hiper conectado e com menos barreiras comerciais e culturais.
Exercícios
1-O que é globalização?
2-Qual a origem da globalização?
3- O homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes e estabeleceu relações comerciais e culturais em níveis sem precedentes. Explique essa afirmação.
4-O que aconteceu após o fim da União Soviética?
5- Aumento da produção e do consumo de bens e serviços; avanço tecnológico e dos meios de comunicação; instantaneidade e velocidade das informações (via internet);Cite os exemplos
6-Quando teve o inicio da globalização no Brasil?
7- Qual objetivo principal é reduzir os custos pela exploração da mão de obra?
8-Como foi a implementação do neoliberalismo através do Plano Collor?
9-Como ocorreu a criação de blocos econômicos?
10- A globalização tem como seu ícone mais notável a Internet, a rede planetária de computadores Explique
Globalização
Leitura e analise de texto.
1. Leia o texto a seguir, grifando as ideias principais e as duvidas que você tiver.
Globalizar – se ou defender a identidade: como escapar desta opção.
Quando escutamos as diversas vozes que falam da globalização, surgem os problemas, ou os contrassensos. Ao mesmo tempo em q é concebida como expansão dos mercados e, portanto, da potencialidade econômica das sociedades, a globalização reduz a capacidade de ação dos Estados nacionais, dos partidos, dos sindicatos e dos atores políticos clássicos em uma nação, porque as tarefas de decisão da politica nacional parece que são transferidas para as empresas ou as corporações em uma economia mundializada. Os governos nacionais ficam reduzidos a simples administradores de decisões alheias.
Falar de globalização e falar de integração supranacional, isto é, uma integração que não depende das barreiras ou das fronteiras nacionais. Um dos principais obstáculos para que os cidadãos acreditem nestes projetos de integração supranacional são os efeitos negativos dessas transformações nas sociedades nacionais e locais. É difícil obter consenso popular para mudanças nas relações de produção, comércio e consumo que tendem a enfraquecer os vínculos com as pessoas com o seu território nativo, a suprir postos de trabalho, aumentando o desemprego e a achatar os preços dos produtos locais.
Os cidadãos se sentem importantes quando a referencia de poder é uma empresa transnacional que fabrica peças de um automóvel ou de um televisor em quatro países, monta o produto em um quinto e tem os seus escritórios em outros dois ou três. Essa distancia equivale, às vezes, aquela que experimentamos ao receber mensagens pela televisão, pelo cinema, pela internet, vindas de lugares não identificáveis. A pergunta que surge é se, perante esses poderes trabalha – se para outros, mas não patrões ou chefes identificáveis, e sim empresas transnacionais anônimas que ditam, a partir de lugares obscuros e também não identificáveis, regras indiscutíveis e inapeláveis.
As relações estabelecidas entre cidadãos e entidades supranacionais são distantes. A globalização estimula a concorrência internacional e desestrutura a produção local ou nacional. Em relação á cultura, favorece a expansão de indústrias culturais com capacidade de homogeneizar os gostos e costumes. Destrói ou enfraquece os produtos locais pouco eficiente. Em uns poucos casos, dá a essas culturas a possibilidade de estilizar – se e difundir sua música, suas festas e sua gastronomia por meio de empresas transnacionais.
A concentração nos Estados Unidos, na Europa e no Japão da pesquisa cientifica e das inovações em informação e entretenimento aumentam a distância entre o que se produz nos países desenvolvidos e a produção raquítica e desatualizada das nações periféricas. O poder dos sindicatos é cada vez mais limitado, e o nome das empresas sem rosto – com marca, mas sem nome – dão a isso é “ flexibilização da produção e do trabalho”. Na verdade, o que se trona instável, mais do que flexível, são as condições de trabalho; o trabalho é rígido porque é incerto, o trabalhador deve cumprir à risca os horários, os rituais de submissão, a adesão a uma ordem alheia que acaba sendo interiorizada para não perder o salário.
Exemplo de como isso acontece: são 21h10; no aeroporto berlinense de Tegel, uma voz corriqueira e amável comunica aos exaustos passageiros que podem afinal embarcar com destino a Hamburgo. A voz pertence a Angélica B., que esta sentada diante do seu painel eletrônico na Califórnia!
Depois das 16 h, hora local em Berlim, a locução do aeroporto é feita na Califórnia, por razões tão simples como inteligentes. Em primeiro lugar, ali não é necessário pagar mais por serviços fora do horário comercial. Em segundo lugar, os custos salariais para a mesma atividade são consideravelmente mais baixos na Califórnia do que na Alemanha.
De maneira semelhante, as peças de entretenimento ( programas de TV, videoclipes, telenovelas...) são produzidos por outros agentes distantes, também sem nome, como as logomarcas[...] cujo titulo completo a maioria muitas vezes desconhece. Em que lugar são produzidos esses thrillers, telenovelas, noticiários e seriados? Em Los Angeles, na Cidade do México, em Buenos Aires, Nova Iorque ou, quem sabe, num estúdio disfarçado em certa baia dos Estados Unidos? Afinal a Sony não era japonesa? Que é que ela faz, então, transmitindo de Miami?
Garcia – Canclini, Nestor. A globalização imaginada. São Paulo: Iluminuras, 2003. P. 19 – 25. Adaptado.
Glossário
Intercâmbio Transnacional: comercio ou troca entre diferentes nações, sem as limitações estabelecidas pelas fronteiras, cuja a função é a de “fechar” o território nacional. Não depende das barreiras ou das fronteiras nacionais.
Supranacional: tudo que ultrapassa, ou transcende, o conceito de nação.
Translocalização: diz – se de uma empresa localizada em diferentes países, produzindo os componentes de um mesmo produto em vários países.
a) De que maneira a globalização reduz o poder dos estados nacionais? Cite exemplos.
b) “ A globalização estimula a concorrência internacional e desestrutura a produção local ou nacional” Você concorda com essa opinião do autor ?Por que ?
2. Leia o texto a seguir, grifando as ideias principais e as duvidas que você tiver.
Região e a regionalização
Tanto no senso comum quanto como conceito geográfico, o termo região apresenta significados muito próximos: expressa a noção de que, na superfície terrestre, existem áreas que apresentam diferenças entre si.
Estas diferenças resultam de processos históricos peculiares e podem ser mais bem percebidas quando se estudam as comunidades primitivas. Nelas, a manifestação do trabalho humano foi responsável por imprimir marcas e formas de ocupação próprias que as caracterizam como únicas. Além disso, as singularidades ocorreram em função das formas de apropriação e descoberta das técnicas, responsáveis pela produção de artefatos sociais diferenciados.
Esse processo fez com que cada comunidade deixasse impressas na paisagem marcas e formas de apropriação próprias e singulares.
No decorrer da historia humana, com o desenvolvimento do comércio e em função de processos migratórios, muitas vezes impulsionados por condições naturais adversas, o contato entre distintas sociedades deixou aparente as marcas que as diferenciavam.
A partir do estabelecimento do sistema capitalista e principalmente em decorrência da intensificação do processo de globalização, desencadeando a partir do século XV, as diferenças entre as regiões do planeta acentuaram – se de forma notável, o que provocou profundas transformações nos modos de produção e nas formas de contato entre povos e nações. Para melhor compreendemos como esse processo se instalou, é fundamental analisarmos os seguintes pontos:
a) A divisão territorial do trabalho, intensificada após as grandes navegações, foi responsável pela definição de modos de produção diferenciados em áreas diversificadas. A distinção dos papeis socioeconômicos entre metrópole e colônia foi responsável, de um lado, pela criação de áreas de produção manufatureira, e , de outro, pela produção agroexportadora.
b) A expansão das técnicas e dos modos de produção capitalista, associada às intencionalidades do capitalismo, criou condições para que novas formas de relações de produção fossem incorporadas ás sociedades modernas, de modo a definir o que, como e onde produzir.
c) As alterações politicas responsáveis pelo surgimento dos estados – nações e a as forma como os países se organizaram tanto do ponto de vista da sua estrutura interna, como em função de alianças e posicionamentos ideológicos, provocaram uma desigual ocupação espacial, assim como uma irregular distribuição das riquezas.
d) Os enormes avanços no sistemas de transportes e nos meios de comunicação, resultantes da incorporação de novas tecnologias, foram responsáveis pelo encurtamento das distancias e pelo maior contato entre povos e nações.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
Elabore uma síntese com as principais ideias do texto.
Inserido em: 19-05-20
Principais Diferenças Entre Capitalismo e Socialismo
São muitas as diferenças entre o capitalismo e o socialismo, uma vez que se trata de dois distintos sistemas político-econômicos.
O capitalismo e o socialismo correspondem a dois tipos distintos de sistemas político-econômicos. Antes do declínio da União Soviética existia o mundo bipolar, no qual havia duas potências mundiais, uma representava a ideologia do socialismo (União Soviética) e a outra, o capitalismo (Estados Unidos), ambas apoiadas por outros países que se identificavam com os respectivos sistemas.
O socialismo tem como base a socialização dos meios de produção, o bem comum a todos e a extinção da sociedade dividida em classes. Já o capitalismo tem como objetivo principal a acumulação de capital através do lucro. Diante das genéricas definições sobre os sistemas apresentados, confira a seguir as principais distinções entre o capitalismo e o socialismo.
Exercicio:
Leia com atenção e faça um breve relato
Veja esse vídeo com atenção
https://www.youtube.com/watch?v=eGrqt9D345Y---- Capitalismo e Socialismo: VOCÊ REALMENTE CONHECE?
inserida em: 21-05-20
União Europeia
A ideia de uma organização que congregasse as economias de vários países europeus se tornou mais forte com o final da II Guerra Mundial, em decorrência da desestruturação econômica provocada pelo conflito. Em 1947, pelo tratado de Haia, Bélgica, Luxemburgo e Holanda criaram uma área de livre comercio BENELUX – nome que reúne as inicias de cada um dos países – membros: BE de Bélgica, NE de Netherland ( Holanda) e LUX de Luxemburgo.
Em 1951, pelo tratado de paris, seis países europeus uniram – se, formando outra entidade econômica denominada Comunidade Europeia do Carvão e do Aço ( Ceca), com o intuito de reorganizarem sua base industrial. Essa pode ser considerada a base inicial de uma nova organização, o mercado Comum Europeu (MCE), nascido em 1957, pelo tratado de Roma. Surgiu naquele momento a “Europa dos 6” Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha Ocidental, França e Itália.
O tratado de Roma pode ser considerado responsável pelo nascedouro da União europeia. Em 1973, mais três países solicitaram o ingresso na organização, e Reino unido, Irlanda e Dinamarca passaram a fazer parte do primeiro grande bloco econômico de livre – comercio do mundo. Na década de 1980, após os fins da ditaduras em seus países, ingressaram Portugal, Espanha e Grécia.
Com a desintegração da URRS, responsável pelo fim da Guerra Fria, e o fim da influencia soviética no leste Europeu, os doze países do MCE ampliaram seus objetivos, com o claro intuito de fortalecer a Europa diante da Nova Ordem Mundial, agora mais econômica e menos militarizada. Em 1992, aconteceu na Holanda o encontro dessas nações para assinatura do Tratado de Maastrich,por meio do qual foi criada a União Europeia, ampliando as alianças econômicas e políticas entre os países – membros. Com isso, estabeleceu – se uma área de circulação de mercadorias, pessoas, serviços e capitais.
Em 1995, a nova conjuntura mundial atraiu mais três países para a organização: Suécia, Finlândia, e Áustria, formando a “Europa dos 15”. Com a assinatura de Amsterdã, em 1997, os países da União Europeia instituíram o passaporte único e a moeda única, o euro – que começou a ser utilizado em 1999 somente em transações comerciais e financeiras, entretanto definitivamente em circulação em 2002.
Em 2001, a assinatura do tratado de Nice ampliou ainda mais o número de membros da União Europeia, pois entraram nesse momento muitos dos antigos países socialistas que viviam sobre a influencia direta da URSS – Hungria, Republica Tcheca, Eslováquia, Polônia, Estônia, Lituânia, Letônia e Eslovênia - , além de malta e Chipre. Como resultado desse tratado, em 2004 a “ Europa dos 25”. Em 2007”, ingressaram ainda Bulgária e Romênia< formando a “ Europa dos 27”.
Para fazer valer todos os compromissos assumidos em 1957 com o tratado de Roma, ainda serão necessários a consolidação de uma politica militar comum e um maior empenho dos países – membros em relação ás questões internacionais.
Para ingressar na União Europeia, os países candidatos precisam atender a três condições básicas: ter uma economia desenvolvida, manter um regime politico democrático que respeite os direitos humanos e aceitar a legislação da EU.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
1. Sobre que assunto trata o texto?
2. Que fatores levaram os primeiros países a formar uma área de livre – comercio na Europa.
3. Por que países como a Polônia e a Eslovênia só ingressaram na União Europeia após a assinatura do Tratado de Nice, em 2001?
Politicas de sociais da EU
Os países europeus desenvolveram um sistema de proteção social que, apesar de questionado por seu elevado custo, tem garantido aos cidadãos um padrão de vida elevado e diminuído as desigualdades sociais.
O Estado de bem – estar social
Alguns países europeus desenvolveram um sistema de proteção social, conhecido como Estado de bem – estar social ( Welfare State). Outras denominações usadas são Estado – previdência e Estado social de direito. Seguro – desemprego, previdência social, sistemas públicos de saúde e educação eficientes, credito acessível para a compra de imóveis atendimento a pessoas idosas e politicas de integração de portadores de necessidades especiais são exemplos das politicas de proteção social típicas desses países.
As despesas com a previdência social são pagas pelas as administrações publicas, por empresas e também por cotas individuais e familiares. O maior montante é destinados a aposentadoria e despesas sanitárias e educativas. Com as altas taxas de desemprego atuais, os países europeus têm desenvolvido esforções para assegurar maior assistência aos desempregados. Outro tipo de proteção social praticado é o rendimento mínimo garantido aos cidadãos mais dedes favorecidos, o que lhes proporciona condições de vida minimamente dignas.
A crise do modelo social europeu
Há mais de uma década esse modelo social passa por dificuldades, em razão do baixíssimo crescimento demográfico no continente. Os europeus vivem cada vez mais anos, e não nascem crianças em número suficiente para equilibrar o crescimento vegetativo. Desse modo, os governos s~~ao obrigados a destinar cada vez mais recursos aos gastos sociais, ao mesmo tempo que as receitas da providencia social diminuem. As elevadas taxas de desemprego dificultam a adoção de politicas mais favoráveis à migração. Os imigrantes que entram na EU muitas vezes são forçados a viver na clandestinidade.
Prioridade das politicas sociais
Entre as políticas sociais europeias, há duas principais e de grande impacto para a população: a do emprego e da segurança.
Geração de emprego
Assim como as demais regiões desenvolvidas do mundo capitalista, os países da Europa Ocidental vivem um intenso processo de incorporação de novas tecnologias em praticamente em todos os setores de atividade econômica. Isso tem dois efeitos: demanda de investimentos em equipamentos e tecnologia por partes das empresas e agravamento do desemprego. A pressão sobre autoridades e empresas públicas para resolver a questão do emprego nos países europeus é muito grande.
Melhoria na segurança
A segurança publica tem obtido relevância cada vez maior no conjunto de preocupações sociais europeias. Ainda que as taxas de criminalidade da Europa sejam baixas em comparação com as da América Latina ou da África, a segurança publica é um tema que preocupa a população. A crescente disponibilidade de armas de pequeno porte, vindas, sobretudo, de países da Europa Ocidental – entre eles os da ex – Iugoslávia e Albânia -, tem contribuído para o aumento de crimes violentos. Na França, pesquisas de opinião publica mostraram que a população considera o problema de segurança mais importante do que a questão do desemprego. Não apenas crimes e delitos, mas a violência que não envolve enfrentamento ou contato físico, como atentados a bomba, tem apresentado crescimento nas estatísticas dos órgão policiais e da justiça. Além disso, a falta de perspectiva de futuro, por causa do desemprego, e a presença de imigrantes clandestinos favorecem o aparecimento e o crescimento de grupos de jovens de ideologia neonazistas.
Impostos e taxas viabilizam as politicas sociais
As politicas sociais europeias são financiadas por meios de uma série de impostos e taxas cobrados da sociedade. Embora cada país tenha independência na politica fiscal, a EU estabelece diretrizes gerais para homogeneizar a tributação em todos os países. Parte de um imposto comum em toda a Europa, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), é destinado ao financiamento das instituições europeias.
Atualmente as empresas europeias, com o objetivo de se tronarem mais competitivas e aumentar o seus lucros, tem pressionado os governos a diminuir a carga de tributos paga por elas. Se essa redução ocorrer, outros segmentos da sociedade terão de pagar mais impostos, o que torna a questão fiscal uma polêmica das politicas sociais no continente.
As instituições da EU
·Conselho europeu. Encarrega – se de definir as politicas gerais da União. É formado pelos chefes de Estados ou de governos de países – membros, pelo seu presidente e pelo presidente da comissão Europeia. O seu presidente é eleito por maioria qualificada, cujo mandato e de dois anos e meio, podendo ser renovado uma vez. O Conselho se reúne duas vezes por semestre para decidir sobre as questões que afetam a União.
·Comissão Europeia. Órgão encarregado de colocar em pratica as politicas comunitárias. Com sede em Bruxelas, na Bélgica, a comissão é formado por uma equipe de 27 comissionários, um para cada país da EU, sendo nomeado um candidato a presidente. Este, por sua vez, deverá ser aprovado pela maioria do parlamento Europeu. Os membros mais destacados são o presidente, responsável por toda a estrutura a estrutura administrativa da EU, e o comissário de politica exterior e segurança (Pesc), a quem cabe a coordenar a ação internacional conjunta da União.
·Parlamento Europeu. Controla a comissão europeia e aprova pressupostos comuns. O número de deputados que o compõe é proporcional ao número de habitantes de cada país, com no mínimo 6 e no máximo 96 deputados para cada Estado – membro. São eleitos a cada cinco anos do Parlamento em Estrasburgo, na França.
·Tribunal de Justiça. Assegura o respeito ás leis comuns e a aplicação dos tratados. Também atua como árbitro dos conflitos entre os órgãos da EU e entre os Estados – membros. Tem sede em Luxemburgo.
·Comitê Econômico e Social. Responsável por prestar consultoria às propostas da Comissão Europeia.
Políticas comuns da EU
Desde o tratado de Roma, em 1957, as barreiras comerciais entre os países – membros da EU haviam sido eliminadas e uma série de políticas comuns foi encaminhada. Vejamos algumas delas
·Politica Agrícola Comum (PAC). É a base da politica agrícola dos países – membros, financiada pelo Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola (FEOGA). Seus objetivos são: evitar a competição de produtos agrícolas estrangeiros e manter o nível de vida dos agricultores europeus por meio da garantia de preços mínimos de venda de produtos. Graças à PAC, a EU consegue tirar do mercado interno grandes quantidades de alimentos, e parte desse excedente é destinada à exportação. Com essa política, a EU cria uma barreira indireta à livre concorrência internacional de produtos agrários, o que prejudica economicamente os países mais pobres.
·Politica pesqueira. Compreende acordo com outros países para explorar suas fronteiras marítimas e incentivos à modernização tanto da frota de pesca como da indústria de navegação. Essa politica incrementou no volume da pesca, mas agravou o desemprego, por ter provocado o fechamento de pequenas empresas pesqueiras.
·Politica regional. Voltada a reduzir as diferenças de desenvolvimento econômico entre os países e entre as regiões de alguns deles. Para isso foram criados fundos de desenvolvimentos – o Fundo Social Europeu (FSE), o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e os fundos de coesão - que financiam programas de construção de infraestrutura para instalação de indústria para a regiões menos desenvolvidas, e outras políticas de fomento á educação, á saúde e á desigualdade de oportunidades dos cidadãos.
·Politica de transportes. Por essa politica, A EU tem favorecido a ampliação e a modernização dos principais eixos de comunicação do continente europeu e, ao mesmo tempo, fomentado a formação de novas estruturas para conexão dos centros econômicos mais importantes da Europa com as regiões tradicionalmente isoladas.
·Politica industrial. Implica o incentivo a modernização dás empresa e dos setores industriais em crise da EU, concedendo subvenções aos setores mais modernos , buscando novos mercados e estimulando a corporação entre os países membros. Embora seja umas das principais zonas industriais do mundo, A EU ainda enfrenta problemas de falta de modernização e menos desenvolvimento em alguns setores, quando comparada aos Estados Unidos e ao Japão , seus concorrentes diretos. A politica industrial adotada visa assegura competitividade às suas industrias. Também existe uma politica energética comum, com o objetivo de diversificar as fontes de energia e reduzir as importações de petróleo.
·Politica comercial. Por essa politica, os produtos comercializados nos países – membros são taxados com um mesmo imposto, O IVA. Principal potencia comercial do mundo, a EU vende produtos agrícolas e industrias e compra matérias – primas em geral e manufaturas de alta tecnologia.
·Politica ambiental. Visa criar uma legislação ambiental única dos países – membros. O principal do desenvolvimento sustentável constitui um dos objetivos da EU, baseando – se na ação preventiva e na correção de danos causados ao ambiente. Atualmente, a EU é um dos blocos econômicos mais preocupados com a preservação do meio ambiente. Alguns exemplos disso são a proibição da gasolina com chumbo, a reciclagem de resíduos sólidos urbanos, a proibição da fabricação e do uso de CFC (clorofluorcarboneto) e a utilização de energias limpas.
Crises na EU
No começo da segunda década do século XXI, uma série de problemas socioeconômicos atingiu fortemente os países europeus, em especial a EU. A crise financeira de 2008, o endividamento de muitas economias da EU e a discrepância entre os diferentes graus de desenvolvimento econômico e humano dos países da zona do euro deixaram estados a beira da falência. Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, grandes captadores de empréstimos, foram substancialmente afetados em uma das maiores situações de crie que a EU já enfrentou em toda a sua história. A instabilidade financeira gerou incertezas sobre a permanência de alguns desses países no bloco.
EXERCICIO
1.Quais são as condições básicas para ingressar na EU?
2.Qual a principal diferença entre a EU e a antiga CEE?
3.Cite pelo menos três países europeus que não integram a EU?
4.Elabore uma tabela a seguir em seu caderno conforme o ano de ingresso de cada país – membros na EU.
1957
1973
1981
1986
1990
1995
2004
2007
5.De acordo com o que foi estudado no texto, cite uma consequência para cada um dos itens a seguir.
a)Crescimento na aplicação de tecnologia nas atividades econômicas europeias.
Disponibilidade de armas de pequeno porte para parte da população.
INSERIDO EM: 04-06-20
A agricultura, a pecuária e a pesca
O uso intensivo da tecnologia e a continua inovação dos processos permitem à economia europeia a otimização de seus recursos e um elevado índice de produtividade.
A agricultura europeia em geral é produtiva graças ao desenvolvimento técnico e a intensa mecanização de seus processos. A maior parte da produção agrícola é consumida no próprio continente.
De acordo com as condições climáticas, cada país é especializado na produção de determinados produtos agropecuários. Os países do Sul, que dispõem de um número maior de horas de sol ao ano, são os principais fornecedores de frutas e hortaliças, enquanto os países do Centro – Norte, são os maiores produtores de cereais e leite. Essa especialização regional é facilitada pela boa rede comercial existente entre eles. Veremos adiante que os produtores agrícolas europeus recebem subsídios da União Europeia por meio da Política Agrícola Comum (PAC).
No norte do continente, a pecuária bovina e suína é desenvolvida de maneira intensiva para atender à demanda de carne e leite da população.
A pesca também é muito importante para a economia europeia. Nessa atividade destacam – se Rússia, Noruega, Islândia, Portugal e Espanha.
A indústria
A revolução industrial teve início no continente europeu, que continua com um papel de destaque no setor industrial mundial.
A Alemanha, a França, o Reino unido, e a Itália, por abrigarem nos principais centros e regiões industriais, compõem o espaço mais dinâmico da economia europeia.
A Europa oriental, embora menos desenvolvida, passa por uma reestruturação que tem contribuído para que a indústria europeia seja uma das mais desenvolvidas do mundo.
O setor de serviços
O setor de serviço europeu gera mais de 50% da riqueza do continente e abriga a maior parte da população economicamente ativa.
Comercio. As principais relações comerciais do continente são realizadas com os países desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos e o Japão. O comércio contribuiu para o desenvolvimento de uma série de outros serviços, como os transportes e os serviços bancários.
Turismo. A Europa é o principal mercado turístico mundial, responsável por metade da renda gerada pela atividade no mundo. Os principais polos de atrações turísticas são França, Espanha, Itália, reino Unido, Alemanha e Áustria
Outros serviços importantes são educação e saúde, financiados pelos governos de quase todos os países do continente.
Nível de desenvolvimento diferenciado
O continente como um todo apresenta elevado nível de desenvolvimento econômico e tecnológico e contraste entre os diferentes países e regiões, em consequências de suas características históricas, politicas e econômicas.
Países de desenvolvimento elevado. Reino Unido, França , Alemanha e Itália estão entre os países mais desenvolvidos, com industrias modernas, agricultura mecanizada e produtiva e prestação de serviços muito eficiente.
Países de desenvolvimento intermediário. Portugal e Grécia, por exemplo, caracterizam – se por apresentar menor desenvolvimento industrial e uma agricultura tradicional e menos produtiva.
Países de desenvolvimento fraco. Os países do leste Europeu, como a Romênia e a Albânia, e os da região do Cáucaso, como a Armênia e a Geórgia, apresentam fraca industrialização e agricultura muito tradicional.
A indústria do Reino Unido
No atual espaço produtivo do Reino unido convivem a tradição industrial, representada pelos setores de base, e os setores modernos.
Grandes indústrias têxteis. O reino Unido tem uma tradição manufatureira têxtil que remonta a idade média. Nos últimos tempos em virtude, do reduzido custo de mão de obra dos países asiáticos, a indústrias tem transferido suas plantas manufatureiras para países do extremo Oriente.
Siderurgia. A atividade siderúrgica obteve êxodo em razão da grande quantidade de carvão e de minério de fero encontrada no país.
Industria de transformação. Com o sucesso da siderurgia de base, as industrias eletromecânica, de construção naval, automobilística, aeronáutica e de maquinas têxteis também puderam se destacar na economia do país.
Os setores modernos
Alguns setores da indústria britânica desenvolveram - se mais recentemente. A partir da década de 1970, a indústria e o comércio incorporaram novos aparatos técnicos, modernizando alguns setores. Atualmente, as regiões metropolitanas de Birmingham e Londres concentram a maior parte da atividade industrial.
Industria petroquímica. A descoberta de reservas petrolíferas no mar do norte favoreceu o desenvolvimento dessa indústria, com a constituição de refino e beneficiamento do petróleo. A indústria petroquímica é a base da fabricação de plástico e fibra sintéticas, além de produtos químicos para a produção de fertilizantes.
Indústria eletroeletrônica. Com o aperfeiçoamento dos sistemas produtivos, desenvolveu – se uma poderosa indústria de equipamentos eletrônicos, beneficiando, principalmente, os setores automotivo, aeronáutico, e de telecomunicações.
Indústria alimentícia. O Reino Unido acabou – se tornando um grande transformador de produtos agrícolas em alimentos para o consumo final, tirando proveito da grande quantidade de matérias – primas que importa – principalmente cereais e soja.
A economia da França
A extensão territorial e as características físicas do território francês, como os diferentes tipos de clima e relevo, contribuem para a diversidade de suas atividades econômicas.
A agricultura
A França tem umas das maiores áreas agricultáveis da Europa. Com exceções de produtos tipicamente tropicais, cujo cultivo não é adequado às suas condições climáticas, o país supre as necessidades de sua população e reduz excedentes para exportar para os demais países europeus.
Os produtos mais cultivados são a beterraba, empregada na fabricação de açúcar, e o trigo. A pecuária, desenvolvida de forma intensiva, garante o abastecimento de carnes e laticínios.
A indústria
Apesar do esgotamento das jazidas de ferro do país, o setor metalúrgico francês ainda é muito importante. Além disso, modernas industrias dos setores aeroespacial, automobilístico, têxtil, químico e de produção de maquinas – os que mais se desenvolveram ao longo da historia do país – respondem por grande parte do dinamismo industrial.
Energia
Um dos problemas da economia francesa é a falta de recursos naturais para a produção de energia, o que obriga o país a importar parte do carvão necessário às industrias, assim como toda a demanda de petróleo.
Com o objetivo de suprir os déficits energéticos, o governo lançou, há mais de três décadas, um ambicioso projeto para geração de energia termonuclear. Essa medida faz da França o país da Europa Ocidental com maior número de usina nucleares, o que lhe permite exportar eletricidade para países vizinhos.
Turismo
Outra importante atividade econômica francesa é o turismo. Em 2010, segundo a Organização Mundial do Turismo, a França foi o país com maior fluxo de turistas do mundo.
Atualmente, sua economia está baseada principalmente no setor de serviços, impulsionado em parte pela atividade turística. O país apresenta dois grandes polos de atração: a cidade de Paris, por seu apelo histórico – artístico, e o litoral mediterrâneo, com alguns dos centros mais valorizados da Europa ( Cannes, Nice e o conjunto da Costa azul).
Alemanha: indústria e tecnologia
Energia e desenvolvimento industrial
O setor industrial alemão é muito desenvolvido – em especial o siderúrgico - graças a um conjunto de fatores, entre eles:
Abundancia de carvão mineral. Garante ao país o atendimento a grande parte da demanda de suas indústrias, servindo para a geração de energia elétrica;
Densa rede hidrográfica: favorece o escoamento da produção dentro mda Alemanha e para os demais países europeus, sendo o Reno o principal rio do país.
Estimulo á indústria
Apesar de a Alemanha possuir certas condições naturais que lhe favoreceram a modernização, sua produção agrícola é deficitária em produtos hortifrutigranjeiros. Para suprir essa deficiência, o governo, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, passou na incentivar a indústria e as exportações.
Os recursos obtidos com a exportação foram investidos fortemente no aprimoramento de infraestrutura de transporte, o que favoreceu a importação de alimentos e matérias – primas em geral. Os países do Sul da Europa, em especial a Espanha e a Itália, tornaram – se principais fornecedores de frutas e verduras para o mercado alemão.
Com o incentivo do governo, a Alemanha se transformou no primeiro produtos europeu de maquinas de todos os tipos, desde as mais simples até as mais pesadas e mais complexas. As industrias química, farmacêutica, eletromecânica e de construção mecânica representam os setores modernos da indústria alemã tendo – se tronado referência mundiais em seus respectivos ramos de atividade.
Países mediterrâneos
Do ponto de vista dos aspectos naturais, os países mediterrâneos – Portugal, Espanha e Itália – contam com o clima e vegetação bastante semelhantes, uma vez que estão situados próximos ao mar mediterrâneo e em latitudes similares. Os tipos de solo também são muito parecidos.
Atividade econômicas comuns
Em razão dos fatores naturais semelhantes, os países mediterrâneos apresentam pontos comuns em sua estrutura econômica. Os três países se destacam, por exemplo, na produção têxtil, calçadista e de revestimentos cerâmicos. No que se refere a produção de alimentos, a predominância do relevo montanhoso, principalmente na Itália e na Espanha, gerou dificuldades para a produção e para a circulação interna.
O setor turístico também é uma importante fonte de riqueza. Todo ano, nos meses de verão, milhares de pessoas do norte da Europa viajam para o sul, atraídas por sol e praia. A concentração de turistas nessa estação, no entanto, gera danos ao meio ambiente, com a intensa ocupação das áreas litorâneas e com a frequente falta de água. A sazonalidade da atividade turística também provoca desemprego no setor em mais da metade do ano.
Portugal: industrialização recente
Até muito recentemente, Portugal era produtos de matérias – primas agrícolas. A industrialização do país ocorreu há pouco tempo. Somente nas últimas duas décadas, com a entrada da União Europeia, a economia portuguesa experimentou um crescimento notável, em especial no setor turístico.
A Espanha e o turismo
Historicamente, a indústria espanhola concentrou –se na Catalunha e no país basco, com predomínio dos setores têxtil, siderúrgico, metalúrgico e químico. Nas austurias e no norte da Andaluzia, regiões mineradoras, destaca – se a exploração de carvão, ferro e outros minerais. No planalto central da penisula desenvolveram o cultivo de cereais e legumes e a pecuária de ovinos. A região de Valência e o vale do Guadalquivir, na Andaluzia, produzem frutas e hortaliças.
A partir da segunda metade do século XX Madri tornou – se um importante centro financeiro e industrial, e o fenômeno do turismo mudou a estrutura das áreas litorâneas. A economia espanhola, que durante os séculos havia se baseado na agricultura, passou a concentrar – se no setor de serviços.
A economia da Italia
A Itália foi o primeiro país mediterrâneo a alcaçar um importante desenvolvimento industrial, que não ocorreu de fforma homogênea no território, gerando disparidades regionais no país.
Três regiões econômicas
A italia pode ser dividida em três grandes regiões com perfis econômicos distintos.
Regiões Norte e Nordeste. São as mais desenvolvidas por apresentarem elevado nivekl de industrialização e urbanização. A cadeia dos alpes possibilitou a construção de usinas hidrelétricas ao norte, com o aproveitamento da água proveniente do degelodos cumes das montanhas.
O norte do pais também possui diversas jazidas de gás natural, aproveitado pelas indústrias.
Região Central. Alcançou – se recentemente grande dinamismo devido mao crescimento das médias e pequenas empresas dos ramos de calçados, tecidos e vestuário, que se destacam pelo emprego de alta tecnologia e por sua efetiva consolidação mercado internacional.
Região Sul. Permanece basicamente agrária. O desenvolvimento da indústria turística e a ajuda econômica da União Europeia têm melhorado os indicadores socioeconômicos dessa região.
Países do Norte Europeu
Dinamerca, Noruega, suecia, Filãndia e islandia estão çocalizados no Norte da Europa e são considerados países de desenvolvimento elevado. Do ponto de vista natural, apresentam climas predominante frios e polares, com formações vegetais de Tundra e Floresta de Caniferas .
As características naturais desses países influenciam muito as atividades econômicas. Além de apresentarem inverno rigoroso, mais da metade dos territórios dos países da Europa setentorial é ocupada por formações florestais e tem regiões montanhosas, esculpidas pelas águas do degelo, o que dificulta o desenvolvimento das atividades agropecuárias. As atividades econômicas que se destacam no Norte Europeu são a pesca, a indústria madeireira e a produção de energia hidrelétrica.
A suecia e as transnacionais
A suecia é um pais que apresenta industrias químicas e siderúrgicas importantes e é umas das principais economias europeias. Além disso, o país é sede de grandes empresas transnacionais que atuam nos ramoas automobilísticos, de telecomunicações e eletrodomésticos.
Finlândia: terra dos mil lagos
A Finlandia possui mais de 180 mil lagos, e mais ¾ de sua superfície estão cobertos por florestas. Uma das principais atividades econômicas do pais é a exploração das florestas de coníferas. O reflorestamento permitiu que a indústria madeireira se desenvolvesse, com a produção de moveis, papel e celulose.
Islandia, Noruega e Dinamarca
A economia da islandia e da Noruega esta baseada na pesca, sendo que a Noruega é a maior produtora de pescado na Europa Ocidental. Dente os motivos pelos quais nenhum dos dois países ter aderido, até o momento, à União Europeia está a medida de proteção à atividade pesqueira. Na Noruega destacam – se também a indústria madeireira, a de exploração de gás natural e a de petróleo. A Dinamarca, com suas diversas ilhas e sua porção continental localizada na península da Jutlandia, destaca – se pelas indústrias químicas e de maquinas e ferramentas, além de possuir um significativo e pioneiro parque eólico.
Exercicio:
1. Identifique a que país se refere a cada um dos itens a seguir.
a)É o país Europeu que mais produz maquinas.
b)Dos países mediterrâneos, foi o primeiro a desenvolver sua indústria.
c)É o maior produtos de pescado da Europa Ocidental.
2. Faça o que se pede.
a) Por que se denomina “centro” o espaço mais dinâmico da economia europeia?
b) Quais são as metrópoles mundiais europeias?
C) Crescimento na aplicação de tecnologia nas atividades econômicas europeias.