NOME POPULAR
Tâmara; tamareira; palmeira-tamareira; dateira.
NOME CIENTÍFICO
Phoenix dactylifera L.
FAMÍLIA
Arecaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Segundo Lorenzi, Lacerda e Bacher (2015), a tamareira é uma palmeira de grande porte, geralmente com estipe único, ereto e revestido por restos persistentes das bases foliares. Pode atingir vários metros de altura, formando uma copa terminal composta por folhas grandes, pinadas, arqueadas e de coloração verde-acinzentada a verde-intensa.
As folhas são longas, rígidas e divididas em numerosos folíolos estreitos, dispostos ao longo da raque. A espécie é dioica, ou seja, apresenta indivíduos masculinos e femininos separados. As inflorescências surgem entre as folhas, protegidas inicialmente por uma espata, e são formadas por numerosas flores pequenas, de coloração clara.
Os frutos, conhecidos como tâmaras, são drupas oblongas a elipsoides, de casca fina, polpa carnosa e adocicada, com coloração que varia do amarelo ao castanho-avermelhado ou marrom, conforme a cultivar e o grau de maturação. Cada fruto contém, em geral, uma única semente alongada e dura.
Espécie exótica no Brasil, originária de regiões áridas e semiáridas do norte da África e do sudoeste da Ásia, especialmente associada ao Oriente Médio e ao entorno da Península Arábica. É cultivada há milhares de anos em regiões de clima quente e seco.
Utilidade - A tamareira é uma frutífera de grande importância alimentar e econômica em regiões áridas e semiáridas. Seus frutos são consumidos in natura, secos ou processados, sendo utilizados em doces, xaropes, pastas, bolos, pães, sobremesas e preparações culinárias diversas. Além do uso alimentar, a planta também possui valor ornamental, especialmente em jardins, avenidas e áreas paisagísticas de clima quente.
Setembro a Março
Localização no Campus
Mapa interativo (My Maps) de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)
Dados Ecológicos
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
A dispersão natural é predominantemente zoocórica, realizada por animais frugívoros atraídos pela polpa doce dos frutos. Aves, mamíferos e outros animais podem consumir as tâmaras e contribuir para a dispersão das sementes. Em áreas cultivadas, a disseminação ocorre principalmente de forma antrópica, por meio do plantio, manejo agrícola e propagação realizada pelo ser humano.
VETOR DE POLINIZAÇÃO
A polinização natural é principalmente anemófila, realizada pelo vento, característica comum em palmeiras dioicas com flores pequenas e pouco vistosas. No cultivo comercial, entretanto, é frequente a realização de polinização manual, para garantir maior produção e melhor formação dos frutos nas plantas femininas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Lorenzi, Harri, Frutas no Brasil nativas e exóticas: (de consumo in natura) / Harri Lorenzi, Marcos Túlio Côrtes de Lacerda, Luis Benedito Bacher. -- Nova Odessa, SP : Editora Plantarum, 2015. p. 146.