NOME POPULAR
acaíba, acajá, cajá, cajá-mirim, cajázinha, cajázeira, taperebá (Brasil)
yellow mombin (América do Norte e Caribe)
jobo (América Central)
ciruela amarilla (México e Equador)
makok (Tailândia), amra (Bangladesh), lapsi (Nepal)
NOME CIENTÍFICO
Spondias mombin L.
FAMÍLIA
Anacardiaceae
DESCRIÇÃO
Características morfológicas - Árvore caducifólia de médio a grande porte (18-25 m de altura por 40-60 cm de diâmetro), nativa da região Amazônica e da Mata Atlântica desde o Ceará até o Rio de Janeiro, sendo amplamente encontrada na natureza. O tronco é revestido por casca espessa, rugosa, corticosa e profundamente fissurada, de coloração cinza a castanho-escura. O ritidoma pode apresentar saliências ou estruturas suberosas. A casca interna é rosada, liberando resina clara ou esbranquiçada quando lesionada. Apresenta folhas compostas imparipenadas, com 7-9 folíolos ovalados a elípticos, membranáceos e aromáticos, de 4-8 cm de comprimento. Possui inflorescências paniculadas piramidais grandes, com flores andróginas de cor branca, formadas de setembro a dezembro. Seus frutos são do tipo drupa, globosas ou elípticas, amarelos e lisos externamente, com poupa suculenta e fibrosa, de sabor doce-acidulado, que amadurecem a partir de outubro. As sementes são grandes, de tegumento rígido, inseridas em endocarpo lignificado e irregular, com baixa facilidade de germinação natural sem escarificação (LORENZI et al., 2015) .
Utilidade - Os frutos são muito apreciados pelas comunidades locais, podem ser consumidos in natura, mas preferencialmente na forma de sucos e sorvetes, sendo muito comercializado em feiras livres das regiões Norte e Nordeste do Brasil. A espécie é cultivada em pomares domésticos e ocasionalmente plantada em escala industrial, para a fabricação da polpa congelada para suco (LORENZI et al., 2015) .
Informações ecológicas - Espécie caducifólia, heliófita a semissombreada e seletiva higrófita, característica de formações secundárias e capoeiras de florestas tropicais úmidas, ocorrendo com maior frequência em matas de várzea, matas ciliares e terrenos aluviais férteis, onde encontra condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Pode também ser encontrada em bordas de florestas e clareiras, demonstrando boa adaptação a ambientes perturbados. Apresenta ampla distribuição na América Tropical, sendo comum em diversas regiões do Brasil, especialmente em áreas de clima quente e com estação seca bem definida. Desenvolve-se preferencialmente em solos profundos, bem drenados a moderadamente úmidos, com boa disponibilidade de nutrientes, tolerando períodos curtos de inundação.
Devido ao seu rápido crescimento inicial, rusticidade e capacidade de adaptação, é considerada espécie de interesse para recuperação de áreas degradadas, recomposição de matas ciliares e sistemas agroflorestais, além de apresentar relevante importância econômica e alimentar.
OCORRÊNCIA
Espécie nativa nativa da região Amazônica e da Mata Atlântica desde o Ceará até o Rio de Janeiro, sendo amplamente encontrada na natureza. Ocorre naturalmente em: Florestas tropicais úmidas de terras baixas; Formações secundárias; Áreas de várzea e planícies aluviais; Ambientes com solos férteis e bem drenados. Apresenta grande plasticidade ecológica, ocorrendo tanto em ambientes úmidos quanto subúmidos.
SUCESSÃO ECOLÓGICA
Espécie típica de estágios secundários avançados, frequentemente associada a formações secundárias bem desenvolvidas.
FRUTO COMESTÍVEL?
Sim. Amplamente consumido in natura ou industrializado, na forma de polpas, sucos, sorvetes, licores (LORENZI et al., 2015) .
ÉPOCA DE FRUTIFICAÇÃO
A frutificação ocorre após a floração, coincidindo com o início ou durante o período chuvoso:
Região Sudeste (ex.: Campinas/SP): Outubro a março
Região Nordeste: Setembro a dezembro
Região Norte: Outubro a fevereiro
Os frutos amadurecem rapidamente e frequentemente caem ao solo quando maduros, sendo característica marcante da espécie.
ÉPOCA DE FLORAÇÃO
No Brasil, a floração da cajazeira (Spondias mombin) ocorre predominantemente no período seco ou no final da estação seca, apresentando variações regionais:
Região Sudeste (ex.: São Paulo): Agosto a outubro
Região Nordeste: Julho a setembro
Região Norte (Amazônia): Pode iniciar ainda no fim da estação chuvosa, geralmente entre junho e setembro
A floração é geralmente sincronizada com a queda parcial ou total das folhas (caducifolia), o que favorece maior exposição das inflorescências e eficiência na polinização.
DISPERSÃO DE FRUTOS E SEMENTES
Zoocórica, realizada por diversos vertebrados: Aves, Mamíferos (morcegos, macacos, roedores, ungulados)
VETOR DE POLINIZAÇÃO
Predominantemente entomófila, com destaque para: Abelhas (principal grupo); Vespas e outros insetos
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
LORENZI, Harri; BACHER, Lílian; LACERDA, Marco; SARTORI, Sérgio. Frutas no Brasil: nativas e exóticas (de consumo in natura). Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2015. Pág. 70.
Mapa de localização da espécie no campus da Unicamp / Campinas-SP (CAVALHERI, 2026)