04.2.4 CAMADA "F" DA IONOSFERA

INSTITUTO DE AERONÁUTICA E ESPAÇO - IAE -FACULDADES INTEGRADAS ESPÍRITA - FIES - CAMPUS DE PESQUISAS GEOFÍSICAS MAJOR EDSEL DE FREITAS COUTINHO - Convênio 2006-2012 Professor Angelo Antônio Leithold

04.2.3 A CAMADA "E" DA IONOSFERA 04.3 ESTUDO DA IONOSFERA NO BRASIL

(c) py5aal A região F da ionosfera, também chamada de "camada Appleton", contém uma concentração de plasma ionosférico, ou gases ionizados numa altitude em torno de 150-800 km, isto é, na região da termosfera. Possui maior concentração de elétrons livres e íons que as outras regiões, também se subdivide em duas camadas F1 e F2. Está localizada logo acima da região E (chamada região Kennelly - Heaviside) e abaixo da protonosfera. Reflete eficientemente os sinais de rádio, uma vez que não é afetada por condições atmosféricas. A sua composição iônica varia com o ciclo solar.

5.2.4.1 Sub-Camada F1, ou camada F1.

(c) py5aal A camada F1 se forma em torno de 150 a 220 km de altitude, só ocorre durante o dia. É composta por íons O2+ e +NO, e íons O+. Acima da camada F1 o oxigênio atômico se torna dominante. Tem cerca de 500.000 e/cm3 (elétrons livres por centímetro cúbico) quando há pouca atividade solar, e aumenta para cerca de 2.000.000 e/cm3 durante a máxima atividade. À noite a densidade cai para aproximadamente 100.000 e/cm3, quando a F1 e F2 se fundem.

5.2.4.2 Camada F2

(c) py5aal A camada F2 ocorre entre 220 a 800 km de altitude. É a principal refletora de ondas eletromagnéticas até cerca de 30 MHz. O Alcance de cada "salto" pode chegar até 4.000 km. Tem cerca de 1.000.000 e/cm3. No entanto, as variações são geralmente grandes e irregulares, e particularmente acentuada durante tempestades magnéticas. Menos freqüentemente, a camada F2 reflete VHF por milhares de quilômetros. Durante os altos e baixos da atividade solar, quando aumenta o número de manchas, parte da RF que reflete na camada F1, também é refletida em F2. Durante o dia, quando a atividade solar está no máximo, a região F2 pode se tornar intensamente ionizada, a MUF (Freqüência máxima utilizável) aumenta, a densidade de ionização e é suficiente para refletir sinais acima de 30 MHz, facilmente ultrapassando os 50 MHz. Especial atenção se deve ter nas frequências em torno dos 30 MHz próximo aos 10 metros e entre 45-55 MHz Tal efeito se torna importante nas pesquisas de propagação de rádio, além de outros fenômenos correlatos à ioniozação e formação de correntes parasitas no meio plasmático. Os sinais em F2 podem chegar facilmente entre 3.200 km a 4.800 km em regiões fora da Anomalia, porém, sinais emitidos em seu interior podem atingir até 17.700 km, inclusive em VHF.