Fissura no Campo Magnético da Terra

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FACULDADES INTEGRADAS ESPÍRITA - FIES
INSTITUTO DE AERONÁUTICA E ESPAÇO - IAE
CAMPUS DE PESQUISAS GEOFÍSICAS MAJOR EDSEL DE FREITAS COUTINHO
Convênio 2006-2012
Pesquisas realizadas por Prof. MSc. Oneide José Pereira, prof. BSc. Angelo Antônio Leithold

(c)março de 2007

 

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Descoberta a ocorrência de uma fissura no campo magnético da Terra ocasionada pelo vento solar.

=> Durante todo o ano de 2007, a atividade solar e os raios-X que chegaram à Terra foram monitorados pelo grupo de Física da UNIBEM. Os arquivos foram compactados e estão disponíveis neste link. Clique para baixá-los (Fonte NASA)_3,6 Mb.zip

=> Clique para ler este texto e ver as imagens em pdf (146 kb) : Fissura_no Campo_Magnético da Terra


(c) py5aal As cinco sondas espaciais Themis da NASA descobriram uma rachadura no campo magnético da Terra que é dez vezes maior do que se pensava. O vento solar pode fluir através desta abertura, e a "carga" aciona a magnetosfera com poderosas tempestades geomagnéticas. No entanto, a fissura em si não é a maior surpresa. Os cientistas estão ainda mais espantados com o estranho e inesperado modo como foi formada, dando terreno para idéias sobre a física espacial, que diferem das idéias até então arraigadas na comunidade científica. "No começo, não acreditei no que vi", disse o cientista David Sibeck do projeto Themis, do Goddard Space Flight Center. “Este achado modifica radicalmente a nossa compreensão das interações que ocorrem entre o vento solar e da magnetosfera terrestre.”

(c) py5aal A magnetosfera é uma espécie de “bolha magnética” em torno da Terra e nos protege do vento solar. A exploração desta bolha é um dos principais objetivos da missão Themis, que foi lançada em Fevereiro de 2007. A descoberta foi em 3 de junho de 2007, quando as cinco sondas acidentalmente passaram pela fissura. Sensores localizados nas sondas mostraram um grande fluxo de partículas de vento solar entrando pela magnetosfera, este é um acontecimento inesperado em magnitude e importância. "A abertura era enorme, quatro vezes maior do que a Terra", disse o físico espacial Li Wenhui, da Universidade de New Hampshire, que analisou os dados tabulados. Jimmy Raeder, uma colega de Li, e New Hampshire, disse, "1027 partículas por segundo fluem para a magnetosfera. Este tipo de influência é uma ordem de grandeza acima do que julgávamos ser possível." O evento começou sem qualquer aviso, quando uma enorme rajada de vento solar precipitou um enorme campo magnético do Sol sobre a Terra. Como um polvo com tentáculos enroscados num caramujo, os campos magnéticos solares são distribuídos em torno da magnetosfera e causam a fissura. A falha ocorreu através de um processo conhecido como reconexão magnética ". Bem acima dos pólos da Terra, os campos magnéticos do Sol e da Terra se acoplaram (reconectaram) formaram condutos para o fluxo de vento solar, as linhas de fluxo magnético sobre o Ártico e a Antártica aumentaram rapidamente no Equador, e em alguns minutos cobriram a Terra, criando assim a maior fissura magnética observada por uma sonda espacial em órbita.

(c) py5aal Veja os gráficos referentes à chegada dos raios-X no final de maio e início de junho à Terra:

(c) py5aal Observe que no dia 29 de maio de 2007 o Sol emitia menos raios-X, e que no dia 3 de junho de 2007 houve um pico de energia. (Imagens cortesia da NASA)

(c) py5aal O tamanho da “rachadura” surpreendeu os pesquisadores, tanto que não acreditavam no que viam. "Vimos coisas como esta antes", disse Raeder, "mas nunca em tão larga escala. Cada parte do lado diurno da magnetosfera foi literalmente aberta ao vento solar." As circunstâncias eram ainda mais surpreendentes, pois os físicos espaciais há muito tempo estavam convencidos de que os buracos na magnetosfera da Terra são criados apenas em resposta ao campo magnético solar que aponta para o sul. No entanto, a grande fenda criada em junho de 2007 ocorreu em resposta a um campo magnético solar que aponta para o norte.

(c) py5aal "Para alguém inexperiente, isto pode soar como algo simples, mas para um físico espacial, as observações são de ordem sísmica", disse Sibeck. "Quando falo isso para os meus colegas, a maioria reage com ceticismo, como se estivesse tentando convencê-los que o Sol nasce pelo Ocidente."

(c) py5aal “É por isso que não acredito que a pressão do vento solar sobre a magnetosfera da Terra atue quase diretamente acima do equador, onde o campo magnético do nosso planeta aponta para o Norte. Suponha então que um pacote de magnetismo solar é precipitado, e também aponta em direção ao Norte. Os dois campos devem forçar-se mutuamente, o esforço das defesas do campo magnético da Terra e fechariam a porta do vento solar 

(c) py5aal Na linguagem da física do espaço, um campo magnético solar que aponta para o Norte se conhece como "IMF do Norte" —Northern Interplanetary Magnetic Field, o Campo Magnético Interplanetário do Norte é sinônimo de escudos para cima. Portanto, imagine a nossa surpresa quando, chegou uma IMF do Norte, os escudos da Terra, ao invés de subir, baixaram!", disse Sibeck.

(c) py5aal "Isso altera de alguma forma a nossa compreensão das coisas." Na verdade os "IMF Norte" realmente não acionam tempestades geomagnéticas, disse Raeder, mas definem a fase das tempestades através da saturação da magnetosfera com plasma. Uma carga na magnetosfera promove auroras, interrupções e outras falhas elétricas que podem ocorrer quando, por exemplo, um CME (Coronal Mass Ejection) chega à Terra.

(c) py5aal Os próximos anos podem ser particularmente agitados. Raeder disse: “Estamos entrando no Ciclo Solar 24. Por razões não totalmente compreendidas, as CME’s tendem a ocorrer em maior número e intensidade em ciclos solares com numeração par (como 24), e tendem a atingir a Terra com com o seus campos magnéticos polarizados para o Norte. As CME’s deste ciclo provavelmente carregarão a magnetosfera com plasma imediatamente antes das tempestades ocorrerem.”

(c) py5aal “Este é o roteiro perfeito para um grande evento, isto poderia resultar em tempestades geomagnéticas mais fortes do que vimos durante muitos anos” nos diz Siebeck.

 

 
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