No primeiro quadrimestre de 2025, o Núcleo de Enfrentamento ao Racismo (NER) promoveu uma série de iniciativas que reforçam o compromisso institucional no combate à discriminação racial. Desde reuniões estratégicas com movimentos sociais até a publicação de diretrizes para escolas, o núcleo consolidou mudanças estruturais e ampliou o diálogo com a sociedade civil.
A atuação este ano começou em 9 de janeiro, quando a coordenação do NER se reuniu com representantes do Movimento Negro para discutir demandas urgentes. O encontro marcou a abertura de um canal permanente de escuta, essencial para orientar as ações do núcleo.
No dia 20 de fevereiro, inciou-se a uma transformação interna. Decidiu-se pela alteração da composição e coordenação do núcleo, que passou a se chamar oficialmente Núcleo de Enfrentamento ao Racismo do MPPE, substituindo a nomenclatura GT Racismo. A mudança, formalizada por portaria em 11 de março, reflete a transição de um grupo de trabalho temporário para um núcleo permanente, com maior capilaridade institucional. A mesma portaria designou o Promotor de Justiça Higor de Alexandre Alves de Araújo como coordenador e a Promotora de Justiça Maísa Silva Melo de Oliveira como coordenadora adjunta.
A nova coordenação apresentou a reestruturação do núcleo a lideranças do Movimento Negro, na sede da Associação do MPPE, em 28 de março. O encontro reforçou o compromisso com a inclusão de pautas antirracistas e ouviu novas demandas da sociedade civil. Poucos dias depois, em 8 de abril, o núcleo avançou na construção de sua identidade, com a apresentação de propostas para uma nova marca visual, desenvolvida em parceria com a Assessoria Ministerial de Comunicação Social.
Em 9 de abril, foi expedida uma Nota Técnica conjunta com os Centros de Apoio Operacional (CAOs) da Educação e da Cidadania. O documento orienta Promotores e Promotoras de Justiça sobre a garantia de intervalos religiosos em escolas, assegurando o respeito à diversidade de crenças.
Assim, o Núcleo de Enfrentamento ao Racismo se consolida como um dos atores centrais na defesa da igualdade racial e dos direitos dos povos tradicionais em Pernambuco, projetando ações ainda mais robustas para os próximos meses.