Bem vindos a matching wishes!
Quanto custa e demora construir uma casa pré-fabricada em Portugal?
Quais as opções de financiamento?
E como é o licenciamento, impostos e outros procedimentos legais?
Este é o guia completo com tudo o que precisa saber antes de optar por este tipo de casas.
Materiais, vantagens e desvantagens, até dicas de decoração e modelos incríveis do que já se faz cá dentro e lá fora.
1. Um nascimento confuso
O início das casas pré-fabricadas é difuso, mas acredita-se que um dos primeiros edifícios em Cape Ann, Massachusetts, em 1624, foi parcialmente fabricado e movido pelo menos uma vez.
Séculos depois, o médico John Rollo, o primeiro a prescrever uma dieta pobre em carbohidratos para diabetes, descreveu em 1801 o uso anterior de edifícios hospitalares portáteis nas Índias Ocidentais.
Mas se estamos à procura de um momento específico, talvez o ponto de referência seja a "Cabana de Manning".
Um carpinteiro londrino, Henry Manning, construiu uma casa em partes em 1837 e despachou-a para a Austrália, onde foi montada.
A ideia resultou e ele continuou a enviar as casas em partes. O ano de pico para a importação de edifícios portáteis para a Austrália foi 1853, quando várias centenas chegaram. Na verdade, algumas das casas que ele enviou ainda estão de pé, como a Friends Meeting House em Adelaide.
O grande boom ocorreu em 1908 nos Estados Unidos. A americana Sears Roebuck & Co. revolucionou o mercado imobiliário com o lançamento de catálogos de residências que podiam ser personalizadas de acordo com a vontade do consumidor.
De 1908 a 1940, a empresa ofereceu um catálogo anual de casas pré-fabricadas numa ampla variedade de estilos e tamanhos.
Havia modelos muito simples e pequenos até mansões. Como se se tratasse de um móvel IKEA, os produtos vinham acompanhados de um kit de embalagem com todos os componentes e ferramentas necessários à construção da casa, exceto os a realizar 'in loco', como terraplanagem, fundações, etc.
Ao serem construídas em fábricas, os tempos de execução foram reduzidos em 40%, o que fez com que milhões fossem vendidos e a cultura de casas pré-fabricadas nos Estados Unidos começou a tomar forma, o maior expoente desse tipo de construção.
2. Primeira metade do século XX
Frank Lloyd Wright, o famoso arquiteto que construiu a lendária Cascade House, também deu atenção especial às casas modulares, pois estava convencido de que essas casas seriam mais acessíveis e resistentes, já que os custos de mão-de-obra seriam reduzidos.
Wright desenvolveu entre 1911 e 1917 um sistema chamado The American System-Built Homes para a empresa Richards Company.
Ele criou centenas de planos nos quais especificou como construir partes de edifícios em fábricas.
O arquiteto acabou por processar a empresa e o projeto acabou.
Acredita-se que cerca de 25 dessas casas foram construídas, das quais 15 sobrevivem até hoje.
Um dos arquitetos mais influentes do século 20, Charles Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, também demonstrou grande interesse por casas pré-fabricadas. Influenciado pela sua paixão por carros e aviões, ele concebeu a definição de habitação como “a máquina viva”, algo que lhe rendeu muitas críticas.
Em 1914, ele patenteou o sistema "Dom-Ino" para reconstrução do pós-guerra.
O esboço consistia basicamente num esqueleto de betão armado composto por três pavimentos interligados por uma escada e seis pilares que se apoiavam em fundamentos pré-moldados. A partir desse sistema, fez diversos projetos de casas industrializadas.
Entre 1930 e 1940 surgiu um movimento que continuará até hoje. Surgem as primeiras casas móveis pré-fabricadas que podem ser transportadas num reboque. Essas casas espalharam-se rapidamente devido à existência de parques para caravanas.
O fundador e diretor da famosa escola Bauhaus, Walter Gropius, trabalhou no desenvolvimento de casas pré-fabricadas para resolver os problemas de acesso à habitação durante o pós-guerra na Alemanha.
O seu design moderno influenciou não só o desenvolvimento dessas casas, mas toda a arquitetura dos anos seguintes.
A sua contribuição mais notável foi o Packaged houses em 1942, que projetou em conjunto com o arquiteto alemão Konrad Wachsmann.
As casas eram baseadas em painéis de madeira montados, unidos por placas de metal.
Infelizmente, não foram produzidas mais de 200 casas desse tipo, pois os seus custos eram elevados - não levavam em conta as dimensões-padrão da indústria americana.
3. Segunda metade do século XX
Em 1955, começaram a ser fabricadas casas modulares transportáveis, que nasceram em resposta às restrições dos Estados Unidos às “Casas sobre rodas”. Foram transportadas em plataformas de camiões e para poder instalá-las permanentemente no local foi necessário o uso de uma grua,, o que resultou numa estrutura mais robusta do que as “Casas sobre rodas”.
Em 1975, nasceram as casas pré-fabricadas que mais se assemelham à conceção atual. As casas modulares foram concebidas pelo arquiteto Paul Rudolph.
Foram inspiradas nos princípios de contentores marítimos e foram concebidas como uma casa modular transportável.
Essas casas chegaram ao destino quase totalmente concluídas. Além disso, pela primeira vez, foi possível realizar a união entre os módulos, ou seja, eles poderiam ser expansíveis.
4. Atualidade
Desde então, as casas pré-fabricadas ganharam um enorme destaque no mercado imobiliário.
Os tempos de construção, personalização e realocação tornam-nas atrativas. Os desenhos foram aperfeiçoados e hoje é possível encontrar casas feitas em fábricas para todos os gostos e bolsos.
De facto, grandes promotores e até poderosas empresas, como a Google ou Facebook têm demonstrado interesse por esse tipo de construção.
A mudança de 360 graus que a pandemia de coronavírus causou no modo de vida fez também com que muitas pessoas demonstrassem mais interesse em casas pré-fabricadas.
Preços e características
As casas pré-fabricadas e modulares são uma alternativa à construção tradicional e podem ser a escolha certa para quem procura um espaço confortável, flexível e adaptável a diferentes necessidades.
Com um tempo de obra menor e, regra geral, com um custo mais baixo, são cada vez mais populares e apresentam-se como uma nova solução construtiva que oferece boas condições de habitalidade.
Das mais rústicas e convencionais às modernas e minimalistas, a oferta é muito variada, com modelos, preços e características muito diferentes, dependendo dos usos e opções escolhidas.
No passado, este tipo de casas era sobretudo associado a construções temporárias ou “descartáveis”, mas tudo mudou, nomeadamente face à inovação e constantes desenvolvimentos que já permeiam este setor, havendo inclusive cada vez mais pessoas à procura destas soluções, também, para primeira habitação.
Recorde-se que, atualmente, as casas pré-fabricadas são casas completas, energeticamente eficientes, e de qualidade até superior às dos edifícios tradicionais.
E não são apenas uma tendência dos países nórdicos da Europa ou da América do Norte, também em Portugal está a evoluir a oferta e a procura, representando cada vez menos um nicho e estabelecendo-se como realidade imobiliária, com modelos diversos, prontos para dar resposta à nova realidade contemporânea.
De entre os materiais incluem-se o LSF (aço leve), o aço galvanizado soldado, madeiras estruturais ou forras, painéis sandwich, até à alvenaria tradicional, betão armado, estruturas metálicas, etc.
Os acabamentos exteriores, podem ser em madeira. cortiça (termotratada), sistema ETICS (“capoto”) ou pedra, entre outros.
O tempo de montagem depende de diversos fatores, desde a área a construir, a morfologia do terreno, o tipo de fundação, acabamentos desejados e principalmente devido à geometria da casa. Consoante a dimensão do projeto, da sua complexidade e personalização o tempo de construção pode variar entre 2 a 8 meses.
De acordo com os profissionais do sector, entre as principais vantagens deste tipo de construção estão a rapidez de execução, construção mais limpa com utilização de materiais recicláveis e sem desperdício de matérias primas, mantendo um elevado nível de isolamento térmico/acústico e de impermeabilização.
Os intervalos de preços podem variar mediante a tipologia e os materiais escolhidos, e desta forma poderão rondar entre 800€ a 1200€/m2.
Que opções de financiamento existem?
Quando pensamos em comprar ou trocar de casa, uma das soluções em cima da mesa pode ser a compra de um terreno tendo em vista a construção de uma habitação. Um cenário que parece estar a agradar cada vez mais aos portugueses é a construção de casas pré-fabricadas ou modulares.
Apesar da compra deste tipo de casas também exigir a obtenção de alvará de construção e posterior licença de habitação, que pressupõe projetos de arquitetura e especialidades, tal como na construção de um imóvel, fatores como a celeridade do processo e o seu custo conduzem a que haja cada vez mais adeptos destas soluções-
Será que os bancos também estão a mostrar disponibilidade para o financiamento deste tipo de imóveis?
A resposta é sim, ou seja, é possível obter um crédito à habitação para comprar uma casa pré-fabricada.
Apesar de nem todo o mercado bancário estar recetivo a este tipo de financiamento, existem soluções de crédito especializadas neste tipo de casa, e as entidades bancárias estão cada vez mais atentas a este leque de opções.
A escolha do fabricante também é relevante, não só por uma questão de credibilidade ou qualidade, mas também por haver instituições que apenas estão disponíveis para financiar casas pré-fabricadas caso os fabricantes sejam de referência no mercado.
De referir que, tal como qualquer tipo de crédito à habitação, a percentagem de financiamento estará condicionada à avaliação, mas poderá chegar a 90% do total do investimento, caso se trate de habitação própria permanente.
Procure a ajuda de um intermediário de crédito para conseguir obter a melhor solução de financiamento e esclarecer todas as dúvidas sobre o processo.
Licenciamento e outros procedimentos legais
Antes de avançar para este tipo de obras, que à partida são mais rápidas e baratas, há que saber como tratar das licenças e impostos, por exemplo.
Estas casas são edifícios pré-construídos em secções ou casas montadas em múltiplos módulos. São produzidas em fábrica e transportadas para o terreno, onde será feita a sua montagem numa única casa e realizados os acabamentos finais, sendo uma alternativa à construção de uma casa tradicional (alvenaria tradicional) na qual o edifício é construído de raiz no terreno que será ocupado.
E se há ganhos ao nível do tempo e do custo da construção pré-fabricada, além de outras vantagens - a par de algumas desvantagens, como a logística -, haverá igualmente que considerar os custos e 'timings' dos procedimentos legais associados a este tipo de obras por forma a decidir se esta é a melhor opção, importa conhecer as exigências legais que a escolha deste tipo de construção acarreta.
1. Seleção do terreno
Antes de iniciar o fabrico dos módulos que irão constituir a casa, o primeiro passo será encontrar o terreno no qual a construção será edificada.
É aconselhável que o fabricante visite o terreno escolhido por forma a verificar a localização do mesmo, as condições do solo, a orientação para o sol e o vento, os acessos, a instalação dos serviços públicos ou requisitos para poço ou instalação sanitária. Todos estes fatores irão condicionar o plano final de construção e o fabricante poderá igualmente orçamentar os custos de preparação do terreno caso estes não estejam incluídos no preço.
De um ponto de vista legal, o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (DL n.º 555/99, de 16 de dezembro) define “Edificação" como “(…) a atividade ou o resultado da construção, reconstrução, ampliação, alteração ou conservação de um imóvel destinado a utilização humana, bem como de qualquer outra construção que se incorpore no solo com caráter de permanência.”, não fazendo qualquer distinção entre edificações de alvenaria tradicional e casas modulares e pré-fabricadas, pelo que os critérios legais a aplicar na seleção de um terreno para construção serão semelhantes aos aplicados numa construção tradicional.
Assim, à partida, dever-se-ão excluir quaisquer terrenos que se encontrem inseridos em área de Reserva Agrícola Nacional (RAN), Rede Ecológica Nacional (REN), áreas protegidas ou área costeira uma vez que as limitações de construção nessas áreas condicionam ou impossibilitam mesmo qualquer projeto.
Posteriormente, haverá que consultar o Plano Diretor Municipal (PDM) do município onde o terreno se situa, uma vez que será este o instrumento que irá qualificar o solo do terreno (solos urbanos, urbanizáveis, solos rurais, espaços naturais, agrícolas, etc..).
2 – Construção da casa modular
As casas modulares costumam ser promovidas como sendo mais baratas do que as casas de construção tradicional. O seu tempo de construção é menor e, assim que é definido o projeto, a planta, os materiais e os acabamentos, o orçamento não estará sujeito a alterações significativas.
Contudo, importa considerar que as construções modulares carecem de licenciamento camarário e, como tal, haverá que considerar também estes custos, além da construção e da compra do terreno.
Importa também ter em conta que a obtenção de crédito à habitação para este género de construção é mais difícil e, geralmente, as taxas aplicáveis são mais elevadas e com prazos de pagamento mais curtos do que as que são aplicadas nas construções tradicionais ou na aquisição de um imóvel já construído.
3. Processo de Licenciamento
O enquadramento legal das casas modulares ou pré-fabricadas é semelhante ao das habitações de construção tradicional, pelo que o licenciamento deste tipo de construções é obrigatório.
Assim, antes de avançar com a construção dever-se-á pedir uma informação prévia à Câmara Municipal onde se irá construir a casa, de modo a garantir a viabilidade do projeto. Posteriormente, haverá que apresentar o projeto de arquitetura - memória descritiva, plantas, cortes, alçadas, e demais elementos - à Câmara Municipal do município onde se irá construir a casa, devendo este processo ter lugar antes de ser iniciada a montagem e construção da obra.
Após a aprovação do projeto de arquitetura, deverão ser apresentados os projetos de especialidades – esgotos, alimentação e distribuição elétrica e instalação de gás – para que a Câmara Municipal consulte as entidades que devem emitir parecer, autorização ou aprovação, analise os projetos de obras de edificação e emita a licença de construção.
Apenas após a emissão da licença de construção se poderá avançar com a edificação da obra, devendo haver um empreiteiro que ficará responsável pela obra e pelo livro de obra.
Terminada a construção, haverá ainda que requerer aos serviços de urbanismo da Câmara Municipal a emissão do alvará de licença de utilização, que terá lugar após as vistorias com vista à comprovação da conformidade da obra realizada/construída com os projetos aprovados e as certificações de água e esgotos.
4. Pagamento de impostos
Independentemente do tipo de construção - alvenaria, madeira, pré-fabricada ou modular – o imposto municipal sobre imóveis (IMI) incide sobre o valor patrimonial tributário dos prédios rústicos e urbanos situados no território português, pelo que com a inscrição do imóvel junto da autoridade tributária e a emissão da respetiva caderneta predial haverá lugar ao pagamento deste imposto anualmente.
Conclui-se assim que, apesar da construção das casas modulares e pré-fabricadas poder ser mais rápida no que diz respeito ao método e tecnologia de construção, o mesmo não acontece com os procedimentos legais, que terão prazos de resposta e custos semelhantes aos de uma construção tradicional.
Nem só de madeira se constroem casas pré-fabricadas: aço e cimento são opções a considerar
Muitas vezes, principalmente no passado, havia uma tendência para associar as casas pré-fabricadas a estruturas "pobres", "pré-embaladas" e todas idênticas.
Mas o pré-fabricado não é sinónimo de padronizado: este tipo de construção oferece uma grande variedade de soluções, nomeadamente ao nível dos materiais, para personalizar a casa de acordo com os gostos e necessidades de cada um.
É caso para dizer que nem só de madeira se constroem estas estruturas: o aço e o cimento, por exemplo, também são opções a considerar.
1 - Casas pré-fabricadas de cimento
Os valores associados a uma casa pré-fabricada de cimento residem também na matéria-prima com a qual são feitas, que sempre foi protagonista no mundo da construção e que garante eficiência e durabilidade.
Além disso, por ser um material tradicional e isolante, este aspeto pode deixá-lo a salvo de surpresas desagradáveis ao longo dos anos, uma vez que, em comparação com outros materiais com os quais as casas pré-fabricadas são construídas, o cimento tem resistência.
Outro elemento a sublinhar é que, em caso de incêndio, o betão garante a máxima resistência ao fogo graças aos materiais isolantes utilizados. Uma casa pré-fabricada de cimento geralmente tem paredes externas ultra-resistentes que não se deterioram com o tempo nem perdem a cor. E por isso não requerem a manutenção frequente necessária para outros tipos de residências.
2. Casas pré-fabricadas de aço
As pré-fabricadas de aço, graças à matéria-prima com que são construídas, que ao mesmo tempo consegue ser resistente, leve e flexível, são casas que garantem a melhor resposta possível a um sismo. Isto sem afetar o aspecto arquitetónico, que pode ser modelado conforme desejado.
Na verdade, o aço oferece o melhor desempenho em termos de anti-sismicidade. Uma casa pré-fabricada de aço não é afetada por terramotos, ao contrário de uma construção tradicional de betão armado, que mesmo que não caia durante um terramoto, pode posteriormente quebrar e ter que ser demolida. O aço, por outro lado, permanece em pé e não é danificado.
Mas além de total segurança anti-sísmica, uma casa pré-fabricada de aço é uma estrutura habitacional com “degradação zero” devido à resistência -mesmo com o passar dos anos. O sistema construtivo utilizado é rápido e preciso, e pode incluir componentes que garantem um elevado isolamento térmico e acústico.
Casas pré-fabricadas móveis: tudo o que é preciso saber
A casas pré-fabricadas oferecem soluções para todos os tipos de orçamentos e necessidades. Por exemplo, para aqueles que têm um estilo de vida nómada e que não concebem a vida sem se mudarem de vez em quando a solução são as “mobil homes”.
1 - Casa pré-fabricada móvel: o que é?
As “mobil homes”, ou casas móveis, são casas pré-fabricadas que podem ser realocadas sem a necessidade de desmontá-las, ou seja, é possível movê-las de um lugar para outro com a ajuda de um reboque.
Ao contrário de outras casas modulares, as casas móveis não exigem fundações, o que reduz ainda mais os custos.
Esta é, sem dúvida, uma grande vantagem em relação ao modelo de habitação tradicional, uma vez que, enquanto uma casa de alvenaria obriga a estar no mesmo local, as casas pré-fabricadas móveis oferecem a possibilidade de mudar de cenário de uma forma mais confortável.
2. Para que são usadas?
O uso das nossas casas é muito variado.
Desde famílias que as adquirem para fins de semana e épocas de verão, até famílias que os utilizam como residência habitual.
Existe também um grupo muito grande de clientes, geralmente casais jovens, que compram para residência habitual. Desta forma, podem tornar-se independentes, já que este tipo de casa é muito mais barato.
Alguns fabricantes referem um aumento da procura motivada, também, pelo impacto do coronavírus, já que as pessoas querem deixar as cidades e desfrutar de uma casa em lugares tranquilos.
3. Preços
Outra grande vantagem é o preço.
Como em todos os setores, é possível encontrar casas mais ou menos caras, mas o preço é significativamente inferior ao de outras casas, sejam pré-fabricadas ou tradicionais.
Sendo construídos em fábrica, existem modelos standard ou casas móveis pré-fabricadas já prontas.
De designs muito simples e rudimentares a modernas casas pré-fabricadas móveis, tudo é possível graças à industrialização.
Os preços variam em função do fabricante, das dimensões, características, idade e outros extras a pedido do cliente, sendo possível encontrar preços entre os 9.500 e 40.000 euros, ou se preferir, a partir dos 600 euros/m2.
4. Design
Por serem transportáveis, o ideal é que tenham um só andar, uma vez que, quanto maior o tamanho, mais difícil é a deslocação.
Logicamente, nunca serão tão espaçosas quanto uma casa pré-fabricada convencional ou uma casa tradicional pode ser, mas isso não significa que sejam desconfortáveis ou simples.
Na verdade, algumas destas construções são de qualidade superior e oferecem mais conforto do que muitas casas atuais.
Os materiais mais utilizados para a fabricação desse tipo de casas são isolantes, como lã de rocha, poliuretano expandido e outros existentes no mercado.
Para a estrutura, utiliza-se madeira para formar as armações leves, bem como perfis metálicos galvanizados.
Nas fachadas, os materiais mais utilizados são as folhas de PVC, devido à sua manutenção zero, o fibrocimento, a madeira tratada em autoclave ou painel sandwich, entre outros.
Todas as casas móveis são fabricadas em ambientes controlados dentro de uma fábrica, ao contrário das habitações tradicionais feitas ao ar livre.
Isso reduz o tempo de fabricação, proporciona maior segurança no trabalho e consegue-se um produto de maior qualidade, sem contratempos.
5. Ecológicas e autossuficientes
Alguns fabricantes utilizam materiais não poluentes e, após a vida útil, todos os materiais podem ser reciclados.
Essas casas podem também usar energia renovável, como energia solar e eólica.
A captação da água da chuva, assim como as fossas sépticas com as quais é purificada a água gerada pela casa, permitem que a casa seja totalmente independente.
6. Resistência
Outra questão a ser destacada é a vida útil destas casas. Longe do que se pode acreditar, elas podem durar muito tempo. A média está entre 15 e 20 anos, mas se for feita uma boa manutenção, pode chegar a 40 anos.
Como decorar uma casa pré-fabricada ou modular: estilo nórdico e natureza marcam tendência
As casas modulares e as casas pré-fabricadas são um tipo de construção que tende a conquistar cada vez mais pessoas, que querem ter mais espaço e viver no campo ou junto à praia, muitas vezes privilegiando a sustentabilidade.
Como habitação permanente ou segunda habitação, a verdade é que estas casas têm características muito especiais a nível de arquitetura e acabamentos de materiais que acabam por condicionar a sua decoração.
A natureza e o estilo nórdico são, de uma forma geral, grandes fontes de inspiração das casas pré-fabricadas e modulares.
1. Uma arquitetura em linha com a natureza
Muito associadas a materiais orgânicos e renováveis como a madeira (único que tem um saldo de carbono negativo: absorve carbono da atmosfera, ao contrário dos outros, que o libertam), estas casas primam por uma construção mais ecológica que alia o design, a modularidade, a rapidez de montagem, a economia de custos e a sustentabilidade.
Mais que uma técnica de fabrico ou uma opção para quem tem menos poder de compra, as casas modulares refletem hoje toda uma filosofia de vida assente em determinados princípios orientadores:
Funcionalidade
Simplicidade
Harmonia com a natureza
Sustentabilidade
A procura de um maior equilíbrio
Viver de forma mais minimalista, onde tudo respira ordem e menos caos
A vivência destes conceitos remete-nos para o estilo de vida nórdico, onde o design dos ambientes interiores e exteriores assume o papel do equilíbrio entre beleza, a serenidade e a habitabilidade.
Os ambientes tendem a espelhar a beleza da envolvente natural, o puro, o simples e o funcional, respeitando assim a energia própria da natureza.
Um design que se orienta pelo princípio do “menos é mais”, em que cada peça tem o seu lugar, o seu valor e respira livremente. Um design com qualidade, mas simples e acessível.
Respeitando a essência deste tipo de construção, a decoração mais adaptada a estas casas pauta-se assim pela criação de ambientes depurados e nunca opulentos.
O valor deve ser colocado mais nas memórias que aqui se podem criar, do que na ornamentação do próprio espaço. Ou seja, deve-se privilegiar o espaço enquanto palco de vivências; dar espaço ao espaço, para que a vida aconteça de forma fluída, natural, livre e alegre.
Privilegiar a vida de uma forma geral, e por isso a componente natureza é tão importante.
2. Uma base neutral pontuada por cor
Normalmente as casas modulares ou pré-fabricadas tendem a ser espaços mais pequenos. Não apenas por este motivo, mas também porque queremos que impere a paz, a quietude e a tranquilidade, recomenda-se uma paleta de cores em tons brancos ou monocromáticos e neutros que incluem o cinza, bege, taupe ou tons de areia e madeira clara inacabado.
As outras cores podem ser adicionadas nos acessórios como almofadas, mantas e gravuras ou quadros gráficos. Neste tipo de casas, e quando se pretende adicionar explosões de cor, recomendamos os azuis, os verdes e os tons terra. Nada de cores muito berrantes e pop.
3. Luz natural
A iluminação natural é chave neste tipo de construção.
As casas modulares são tanto mais apelativas quanto maior for a luz natural e a sua capacidade de trazer a natureza para dentro de casa.
O uso de grandes janelas panorâmicas e uma iluminação suspensa à base de materiais naturais é uma excelente forma de adicionar aconchego ao espaço.
A iluminação é chave para criar encanto e uma sensação de bem-estar dentro de casa.
4. Wabi-sabi: mobiliário orgânico, simples e natural
No fundo é tudo uma questão de equilíbrio.
Peças artesanais em bruto e mobiliário de madeira rústica ou sem acabamento transmitem mais naturalidade e simplicidade, enquanto o couro macio e amanteigado convida a relaxar e acrescenta o conforto pretendido.
5. Funcionalidade e versatilidade é fundamental
Há que ter em atenção a funcionalidade e escolher peças que sejam práticas, leves, versáteis e multifuncionais.
O mobiliário deve ser simples, pouco ornamentado e que transpire leveza, tal como o espírito de vida ambicionado.
As peças pequenas devem ser versáteis e servir múltiplas funções. Bancos podem servir de mesas de apoio, pufes que possam ser utilizados como pousa pés, escadotes que sirvam também como estantes.
A decoração das casas modulares deve ela própria ser modular, respeitando assim a essência do conceito e maximizando a funcionalidade, a criatividade e a inspiração que o espaço pode proporcionar.
Tudo isto contribui para um espaço com mais vida, em que num instante tudo muda.
6. Texturas confortáveis e acolhedoras
Para criar um ambiente convidativo e aconchegante é importante acrescentar algumas mantas quentes, felpudas e macias.
Pode-se optar por pelo natural ou tricô grosso e juntar algumas almofadas grandes e fofas que possam ser utilizadas também no exterior.
Algumas velas brancas podem completar o look e acrescentar um toque romântico.
Quanto aos cortinados recomendam-se os tecidos mais leves, como o linho ou algodão orgânico.
7. Elementos Naturais
O conceito arquitetónico modular funde-se com a própria natureza.
Por isso, é fundamental utilizar os elementos naturais como a grande fonte de inspiração para o design dos ambientes.
Todos os ambientes ganham quando incluem elementos inspirados na natureza. Podem ser plantas e ramos secos, mas também outros materiais naturais como conchas, pedras, couro, ou fibras vegetais como o "rattan" que têm o poder de trazer o mundo exterior para dentro de casa.
8 - Alguns grandes pormenores:
Filosofia de vida: é muito fácil ficar tudo num caos quando se trata de espaços pequenos. Seja apenas uma coisa fora do lugar ou muitas, a verdade é que o espaço encolhe. Aprende-se a viver como num barco, sempre com tudo (sendo que se vive apenas com o indispensável) no sítio certo e nunca mais terás que procurar nada.
Inspiração: espaços pequenos inspiram a ser minimalista, e a viver apenas com o que mais valorizamos. Ou seja, ajuda a triar, enfatizar e dar valor áquilo que é realmente importante.
Maior desafio: num espaço pequeno é importante reduzir tudo ao indispensável. Por isso a funcionalidade e versatilidade é tão importante. Uma forma que ajuda a aprender a poupar tempo e dinheiro. Uma forma de aprender a ter paciência, a saber esperar e a focar num projeto ou coisa de cada vez.
E por fim: decorar espaços pequenos não é nada fácil – a eficiência do espaço e as tendências da moda não costumam andar de mãos dadas, mas é fundamental que a decoração do espaço maximize o seu valor e a sua funcionalidade. Por isso aqui ficam algumas dicas para decorar espaços pequenos e desafiantes:
Use uma cor clara nas paredes para aumentar a perceção do espaço e criar coerência;
Pinte os tetos de branco para que reflitam a luz e os faça parecer mais altos.
Privilegia imóeis polivalentes para maximizar arrumação e funcionalidade;
Use móveis com a proporção certa - a escala pode fazer ou destruir um ambiente.
Use os espelhos para fazer com que o espaço pareça maior;
Preste atenção aos detalhes. Em espaços pequenos, cada detalhe conta.
Amplie o espaço de vida para o exterior - decks, pátios e varandas são perfeitos para a vida ao ar livre.
Controle a desordem. Quanto menos tiver, menos precisa de limpar ou arrumar. Pode criar um desafio e por cada coisa nova que compra, doe uma velha.
Utiliza os recantos como espaço de arrumação. Inspira-te na arquitetura náutica;
Usa padrões e texturas para adicionar um toque pessoal e especial à tua casa.
Esquece todas estas regras e faz a casa à tua medida.
Esqueça a regra anterior, e caso queira transformar a sua casa modular num habitat de sonho, contrate um designer de interiores que o faça melhor que você.